AGENDA CULTURAL

7.3.13

Discutir, dialogar sempre




Hélio Consolaro*

Uma notinha publicada na coluna “Olho Vivo”, assinado pelo editor-chefe Antônio Crispim, edição de 6 de março de 2013, me chamou a atenção, e algumas lideranças de Araçatuba precisam pensar sobre isto:

“A população de cerca de um terço dos municípios brasileiros vem sendo prejudicada por legislações restritivas que dificultam e muitas vezes impedem a expansão da infraestrutura de telefonia móvel. Levantamento do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil) mostra que 1.805 municípios brasileiros está sob efeito de leis municipais ou estaduais que impõem barreiras à instalação de antenas”.

Naquela neurose de que celular produzia câncer, as câmaras municipais desses municípios proibiram a instalação de torres em suas cidades. Agora, viram que proibir isso, proibir aquilo não é o caminho para se chegar a um desenvolvimento sustentável.

Quando a energia nuclear estiver consolidada, Araçatuba não vai usufruir disso porque há uma lei votada pela Câmara Municipal proibindo a instalação de usina nuclear no município. Proibir, tanto em ações pedagógicas como em atitudes políticas, não parte de pessoas inteligentes.   

Com esse pensamento é que o prefeito Cido Sério (PT) tem dito que leis restritivas em qualquer campo prejudicam o progresso sustentável de Araçatuba. Devemos, sim, regulamentar, monitorar.

*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Atual secretário municipal de Cultura de Araçatuba-SP

Nenhum comentário: