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26.3.26

O rei reencontra a sua prole- Marcos Francisco Alves

 

06 a 20/02/2026, em Goiânia.  


Rever filhas/o e netos. Engordar com os doces da Janaina e provar o filet a poivre do Daniel.  Passear pela cidade com o/a, excelentes,  Olival Freire e Agnes Soares .Participar em debate na UEE, com a UJS, sobre o PCdoB e conhecer camaradas.   Conviver com professores/as do Lyceu, colegas da filha Marla. Fantásticos/as. Ótimas conversas e risos. Ressalva: a moela estava horrível! Da Marla: 10 a zero. Alongar essa convivência  com uma rabada, para ser chato, coda alla vacinara, arroz, polenta e saladas. Muitas cervejas, debates sobre “quase tudo” e promessas que teremos novos encontro. Já com saudades. Sobremesa: torta de limão da Wanessa.

Depois, 13h para São Paulo. Sem implicâncias,  mas as estradas de Goiás e Minas, 70%, drogas de ruins. E com chuvas. Já em São Paulo, estradas boas,  montanhas de radares e pedágio para enricar  mais as burguesias do estado, cúmplices do bolsonarista nazifascista, forasteiro e incompetente Tarcísio.

Essa aventura toda para assistir Carmina Burana, ballet, no Teatro Liberdade. (na segunda-feira,  HSPE). E valeram.

Início, preocupado. Já vira centenas de vezes Carmina,  em DVD. Filarmônica alemã, coral japonês e maestro Seiji Osawa. Até estraguei o DVD. Agora, em ballet.

Ambiente imersivo. Cores nas paredes e temas referentes aos carminas. A tecnologia, luzes e cenografia digital  criando  subtextos... a estética servindo a narrativa. O corpo de baile, muito físico, ágil, narrando a humanidade e seus desejos, nem sempre virtuosos.

A outrora cantata, com o coro ao fundo, que expressa críticas ao clero, à sua devassidão, a busca por prazeres, questionamento da fé, luxúria, poder etc é visualizado. Agora, na música e no palco, debate sobre a humanização, desejos e fraquezas humanas se concretizam.

Carmina, manuscrito,  é a compilação de 254 textos, escritos entre os sec. XI e XIII. Escritores diversos: monges jovens e adultos, intelectuais eruditos, viajantes etc, em vários idiomas, textos diferentes, com enormes diversidades. Orgias, amores, erotismo, blasfêmias, paródias contra a liturgia,  críticas à  Cúria Romana, recusa às riquezas etc, estão nessa  Camina, manifesto da nossa humanidade.  .
Carl Orlaff escolheu 21 desses textos e fez essa obra. E nessa apresentação,  corpos encenam os textos em danças. Movimentos ágeis expressam certas situações  dos textos.  Da roda da Fortuna não se escapa: no final, queimaremos no inferno.

MARCOS F. ALVES é professor aposentado, Araçatuba

PS. Há publicação sobre Carmina. Livro em português:  Carmina Burana: Canções de Beuren, pela Amazon.

 

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