AGENDA CULTURAL

29.9.17

Família, nem tão sagrada, mas indispensável

Família Marangoni: Carolina, Mariana, Juliana, Vlademir, Isabela e Júlio

Hélio Consolaro*

As composições familiares chamam muito a atenção das pessoas, como acontece com Vlademir Marangoni Filho, governador do Distrito do Rotary 4470, residente em Penápolis, que tem quatro filhas, sendo dois partos da esposa Juliana, ou seja, sendo um deles de trigêmeas. Carolina, Mariana, Isabela são trigêmeas; Júlia, a primogênita.

Uma combinação rara. Ele desfila com suas cinco mulheres com muito orgulho nos eventos rotários. Certamente, o casal Vlademir e Juliana tentaram um menino no segundo parto e veio uma penca de lindas meninas. Parabéns!

Hoje, por exemplo, no Brasil, ter dois filhos está dentro do modelo, já há casais que não saem do filho único, formam verdadeiros imperadores.

Minha filha (Hélen/Marlon) tem quatro (Yuri, Luísa, Elis, Caio) já está superpovoando o planeta, contrariando o malthusianismo; embora todos os netos foram bem-vindos e são uma “gracinha”.

Na China, o governo controla a prole. Até 2015, cada família podia ter apenas um filho, passando disso, eram aplicadas pesadas multas. Quando nascia menina, a família tomava medidas para se livrar dela para ter chance de ter um menino. Até, matá-la, por exemplo.

Assim, a China tem 80 milhões de filhos únicos. Com o envelhecimento da população, a partir de 2015, o governo estendeu a tolerância para dois filhos por família.

Essa maneira brutal de controlar a natalidade não é estranha aos cristãos. O Menino Jesus, por exemplo, escapou de ser morto porque Herodes estava exterminando criancinhas em Belém, como forma de controlar os judeus.

Se abortar é questionável, nada se justifica a eliminação de uma criança parida para fazer o controle da natalidade, principalmente, sendo ela do gênero feminino, como acontecia na China por consequência. Mas é bom lembrar que a China tem sete vezes a população do Brasil. 

Hélen, Caio, Elis, Luísa, Yuri e Marlon Kanezawa

Atualmente, no Brasil, em festas familiares, há um verdadeiro festival da tolerância e da convivência entre pessoas que normalmente seriam inimigas, como pai com a atual mulher e suas ex-esposas, ou ao contrário. Encontro de meios irmãos e enteados. Todos festejam juntos. É melhor assim.

Há muitos pensamentos sobre a família, como aquele de que é um mal necessário. Se ela é um ninho de amor, é também o berço dos preconceitos. Os problemas familiares são meio parecidos, só mudam o endereço. E para terminar esta crônica em alto astral, é bom dizer que “melhor do que todos os presentes por baixo da árvore de Natal é a presença de uma família feliz”.
*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Membro da Academia Araçatubense de Letras

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