Hélio Consolaro*
O CÉU DE BIBI FERREIRA baixou na cidade de Birigui por cinco
dias no Teatro do Sesi.
Bibi Ferreira (1922–2019) foi uma renomada atriz, cantora,
diretora e apresentadora brasileira, considerada a "Grande Dama" do
teatro nacional. Nascida no Rio de Janeiro, ela construiu uma carreira
artística de mais de 75 anos, brilhando em musicais icônicos e espetáculos
marcantes.
Ela era filha de diretor e dramaturgo brasileiro Procópio
Ferreira (João Procópio Ferreira, 1898–1979), um dos grandes pioneiros e
responsáveis pela profissionalização do teatro no Brasil
O espetáculo “O céu de Bibi Ferreira” apresentado por cinco
dias no Teatro do Sesi de Birigui foi realizado e produzido pela “Luar de Abril
Produções”, sob a direção de produção de Guilherme Logullo.
Quatro lindas mulheres com vozes maravilhosas na montagem de
um musical encantador. Precisei pedir adjetivos emprestados de uma cronista
social para retratar o meu espanto diante do espetáculo.
Diferente
de uma biografia linear tradicional, o espetáculo utiliza uma estrutura poética
para celebrar a artista. A dramaturgia costura canções em diversos idiomas,
trechos de peças clássicas, relatos íntimos e reflexões profundas sobre o amor,
a dedicação à arte e a força do feminino.
Texto
de Gabriel Chalita, filósofo, que foi secretário de Educação do Estado de São
Paulo, direção geral de Gustavo Barchilon,direção musical arranjos de Carlos
Bauzyso, diretor de produção de Guilherme Logullo
Elenco:
O papel principal não é concentrado em uma única atriz; a montagem conta com um
quarteto de talentosas intérpretes — Bárbara Sut, Carol Botelho, Fernanda
Biancamano e Giulia Nadruz — que se revezam nas múltiplas facetas, fases da
vida e personagens marcantes da homenageada.
O
espetáculo passou por importantes palcos e festivais brasileiros (como
passagens de destaque no circuito carioca, gaúcho e paulista, incluindo
temporada no Teatro do Sesi-SP / Centro Cultural Fiesp), cumprindo o papel
vital de reapresentar a grandiosidade, a disciplina e o legado de Bibi Ferreira
(1922-2019) para as novas gerações.
MÚSICAS CANTADAS NO ESPETÁCULO
“Hello,
Dolly!" — de Jerry Herman (versão brasileira de Miguel Falabella)
"Conversa
de Botequim" — de Noel Rosa e Vadico
"Night
and Day" — de Cole Porter
"I've
Got You Under My Skin" — de Cole Porter
"Júlia
Florista" — de Joaquim Pimentel e Leonel Villar
"Milord"
— de Marguerite Monnot e Georges Moustaki
"New York, New York" — de John Kander e Fred Ebb
"Carlos
Gardel" — de Herivelto Martins e David Nasser
"Valsa
de uma Cidade" — de Antônio Maria e Ismael Netto
"Eu
Sei Que Vou Te Amar" — de Tom Jobim e Vinícius de Moraes
"Onde
Anda Você" — de Vinícius de Moraes e Hermano Silva
"Basta
Um Dia" — de Chico Buarque
"Gota
d'Água" — de Chico Buarque
"Padam
Padam" — de Norbert Glanzberg e Henri Contet
"Hymne
à l'amour" — de Édith Piaf e Marguerite Monnot
"Sonho
Impossível" — de Mitch Leigh, Chico Buarque e Ruy Guerra
"I
Could Have Danced All Night" — de Frederick Loewe (versão brasileira
de Claudio Botelho)
"My
Favorite Things" — de Richard Rodgers (versão brasileira de Claudio
Botelho)
"Non, Je Ne Regrette Rien" — de Charles Dumont e Michel Vaucaire
"Gracias
a la Vida" — de Violeta Parra
"Por
una Cabeza" — de Carlos Gardel
Grandes
espetáculos, plateias regionais
*Hélio Consolaro é professor,
jornalista e escritor. Membro das academias de letras de Araçatuba, Andradina,
Penápolis e Itaperuna-RJ