AROEIRA: palavra síntese do editor do Blog do Consa em homenagem ao aniversariante
Boas noites. Quero agradecer a todos e todas que me felicitaram os/as quais agradeci e aqui completo meus agradecimentos com aqueles/as que não consegui. Hoje 75 anos. 60 anos de lutas, desde os meus 15 anos iniciadas nas Comunidades Eclesiais de Base. Movimento estudantil universitário a partir de 1.973, no PCdoB a partir de 1976 , nos movimentos sociais contra a ditadura e no sindical, APEOESP, a partir de 1.978 quando conseguimos tirá-la das mãos do atraso. Muitas lutas. Vitórias. Derrotas. Aprendizados. Erros. Importante, não perdi os rumos: cada vez mais procurando ser marxista-leninista na construção do Socialismo.
Gabriel Garcia Márquez, disse que “a idade não é a que temos, mas a que sentimos”, assim como “a vida não é a que a gente viveu e sim a que a gente recorda, e como recorda para contá-la”, mesmo porque somos produtos de tantas outras vidas passadas.. Nestes tempos ainda de incertezas, precisamos nos livrar das mentiras, da ignorância e seus derivados, da negação das Ciências, do racismo, do machismo e todas as fobias de gênero, de etnia, de raça, de nacionalidade e de classe, e gostaria contar essa data como mais um momento de brado, de luta para a plena libertação dos espíritos e da resistência, contra todas as formas de opressão, que aflige nosso país na forma do bolsonarismo e do nazifascismo.
As lutas esse ano não serão fáceis para impedir a volta desses facínoras. Contam eles/as com apoios da burguesia, de setores do agro, das mídias e parcelas da população, ainda alienada por falsas religiões, por medo, por interesses e do imperialismo decadente dos EUA com o pervertido Trump a frente.
Neste 04 de fevereiro, celebro minha VIDA para as pessoas queridas, pois como também escreveu o grande escritor colombiano, “a vida não é mais do que uma contínua sucessão de oportunidades para sobreviver”, sendo que “a memória do coração elimina as más lembranças e enaltece as boas e que graças a este artifício conseguimos suportar o passado”, pois “os seres humanos não nascem para sempre no dia em que as mães os dão à luz, e sim que a vida os obriga outra vez e muitas vezes a se parirem a si mesmos” , com a plena convicção que saberemos superar nossas diferenças, nos unirmos e construirmos um país melhor, civilizado e que nosso humano possa florescer.
Então, essa data para mim é um momento de lembrança das permanências de todas as outras vidas que compõem as nossas e um brado de luta para a plena libertação dos espíritos e de resistência, contra todas as formas de opressão, preconceitos. Lembro Dostoiévsk: “ ...O homem tem tudo em suas mãos, e tudo escapa entre seus dedos por pura covardia...” Em frente, o futuro pertence a quem luta.
Marcos F. Alves/ fevereiro.2026, professor aposentado.











