Edson Nunes Andrade Jr.*
Eu não sou Lulista, mas essa conversa é muito séria!
Edson Nunes Andrade Jr.*
Eu não sou Lulista, mas essa conversa é muito séria!
Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Araçatuba-SP
Não ando segurando em dogmas, a verdade não existe e a
mentira também não. Sou pelo contexto, pelas circunstâncias, pela relatividade.
Isso não quer dizer que Deus que mora dentro de mim. De
vez quando Deus e o diabo se pegam lá dentro.
Facilmente, caro leitor, você chegará à conclusão em que não
acredito em gente totalmente incorruptível. O cara fechado numa sala cheia de
dinheiro, sem ninguém com ele e sem câmara, dificilmente ficará sem roubar.
Sou defensor ferrenho do controle social, um vigiando o
outro.
Por isso sou cronista, navego por cima da água num
caiaque sem rumo num rio caudaloso. Contando o que vejo em volta aos meus leitores.
O Supremo Tribunal Federal. promoveu um reality show ou
BBB. As palavras corte e supremo foram trocadas por pixuleco. Só não peidaram
alto.
A sessão do STF não me escandalizou, é normal ter
conflitos em reunião de colegiado, seja câmara municipal ou reunião de
condomínio. Somos seres humanos, de vez em quando a gente sai da caixinha. O
mais bobo lá no STF tira a meia do pé sem mexer no sapato.
A ministra Carmem Lúcia faz o papel de madre superiora.
Quer salvar o mundo passando lições de moral.
SENADORES POR SÃO PAULO
São senador atuais, no exercício do mandato: Marcos
Pontes (PL) o astronauta que ainda está na lua. Mara Gabrilli (PSD).Giordano
(MDB / Podemos- suplente que assumiu com a morte do Major Olímpio. Já tivemos
nomes significativos, tanto da direita como da esquerda. Agora temos pixulecos.
Está na hora de São Paulo voltar a ter nomes
significativos no Senado com bandeiras significativas. Tenho as minhas
candidatas.
PRÉDIO VAZIO NO CENTRO DE ARAÇATUBA
A força dos supermercados Rondon fecharam mais um concorrente, o Stock Atacadista, que funcionava num baita prédio na avenida dos Araçás. Há uma platibanda para estacionamentos bem na fachada que serve a quem for alugar o prédio (quase um quarteirão). Motoristas abandonados pela Zona Azul e moradores de ruas sem assistência social se servem do espaço coberto afastado da calçada.
Estive no supermercado, como estou quase todos os dias. Eu
me lembrei dos preços das mercadorias no tempo do governo Bolsonaro. Até pé de
frango se comprava para não se comer sem mistura. Lá na região Norte, os pobres
avançavam avidamente em monte de ossos.
Houve greve dos caminhoneiros, faltava mercadorias nas gôndolas.
Sem falar da pandemia que Bolsonaro não soube administrar. Ria dos doentes. Foi
um governo do absurdo, do sofrimento.
Não posso querer a volta de um governo assim, de
milicianos cariocas. Eu me amo, não sou masoquista.
A coisa mais fácil era comprar armas. As mulheres estão
pagando hoje o preço com o feminicídio.
Governo do Lula é cheio de providências, não deixa a peteca
cair, nem mesmo a guerra inventada por Trump abalou o homem. O presidente
norte-americano roncava grosso, Lula chamava-o para conversar.
Os bolsonaristas são monarquistas. O filho sucede o pai. Pôs
o filho bobo para ser candidato. Os partidários dele ficam desesperados. Se
numa roda de conversa alguém fica falando que nada está bom, o cara é bolsonarista,
distribuindo o pessimismo graciosamente. Deixe esse cara falando sozinho,
conversa para boi dormir.
NÃO EXISTE NADA IMUTÁVEL
Quando na escola me apresentaram pela primeira vez o
atlas e o globo terrestre fiquei chocado.
Agora se muda, porque temos aparelhos mais exatos. A
Terra continua a mesma, só vai mudar um pouquinho o desenho.
Avise o pessoal da terra plana que a Terra continua
redonda. Há gente que não acredita que o homem tenha ido à Lua. Para essa
gente, a ciência viva numa fantasia.
Há gente pensando em aumentar as medidas de seu terreno
na Prefeitura. O MST vai ter mais terras devolutas para invadir. O desenho da
terra espichou um pouquinho, não vai ter reforma agrária.
ELEIÇÃO DIFERENTE
Apenas para fazer comparação, em 1982, campanha começou
depois do carnaval. Era ano de copa também. Nenhum poste ficava sem papel
fixado. Gráfica, faixeiros, pintores de muro ficava todos ocupados. Nunca se
tiravam tantas fotos 3x4 para que a população tivesse o título de eleitor. O
candidato pagava as fotos para os eleitores ficarem aptos a votar. Camisetas
eram distribuídas aos punhados. Ruas forradas de santinhos.
Como professor de escola pública e particular, convidei
meus alunos para a massiva boca-de-urna. Conduções dos candidatos distribuíam
lanches e água para a turma. Cada aluno com a camiseta do candidato. Tudo
dentro da lei.
Dei um churrasco no antigo Country Clube para a turma que trabalhou, pois fui um candidato vitorioso.
FOI BRINCAR COM ARMA DE MENTIRINHA E
MORREU DE VERDADE
Hélio Consolaro
O que escrever e quando morrer são coisas surpreendentes. Até domingo, eu estava sem assunto, de repente um tiro seco de arma de fogo cortou o silêncio da vizinhança.
Por não ser repórter policial e por ser um bom covarde, fui dormir. A vizinha Roseli Luiz que estraçalha corpos no IML deve ter pensado: amanhã tenho cadáver.
Noutro dia, segunda-feira, fui consultar o Edmilson, nosso gari particular do quarteirão, para saber o que houve a viva voz. Notícia já tinha ouvido no RP10. O repórter Fabinho Ishizawa chega primeiro que a morte.
Ouvindo a história por um, por outro. Pensando no restaurante (bar), que constrói o point com tanto sacrifício e de repente acontece essa tragédia na porta de seu estabelecimento.
Pensando também no portador da arma de brincadeirinha, por que andar com aquilo, ter que enfrentar uma arma de verdade, como aconteceu no domingo. O policial pensando que ele ia matar os outros dois, baleou o falso atirador, matando-o. A arma era de brincadeirinha, mas por causa dela morreu.
E o policial, querendo cumprir seu papel nas horas vagas, complicou sua vida. O crime dele foi o açodamento, não gritou, não deu ordens, já foi atirando querendo salvar as duas possíveis vítimas. Apesar de ter tirado uma vida, sua presteza precisa ser reconhecida.
Todos agentes da catástrofe correram para o local para prestar socorro, mas a morte inevitável aconteceu. Quem não queria matar, por isso carregava uma arma de brincadeira, morreu
Os clientes do bar, ou da lanchonete ou do restaurante estavam no local para conversar, sorrir, espairecer, encontrar amigos. mas de repente foi para casa dormir, sem conseguir pegar no sono.
Na filmagem do filme policial, certa vez, aconteceu ao contrário, passaram para o artista uma arma carregada. A tragédia deixou de ficção.
O cenário da tragédia grega foi montada naquele lugar, numa faísca de tempo, pelo Senhor do Destino.
O presidente Luiz Inácio da Silva não foi entrevistado pelo JN. Foi interrogado por uma espécie de tribunal de inquisição, cuja parte visível eram os amarra-cachorros da família Marinho, César Tralli e Renata Vasconcellos.
Os desrespeitos e tentativas de diminui-lo e intimidá-lo foram permanentes.
Os dois jornalistas não o trataram com o respeito devido a um presidente da República. A boa regra jornalística recomenda que a referência deveria ter sido como presidente, candidato à reeleição ou a um novo mandato. Tratá-lo apenas como "candidato" foi uma maneira para desconsiderar seu status de presidente.
Na apresentação de sua trajetória politica esta tentativa já ficava clara, ao desconhecerem seu papel fundamental na cena global, como um dos líderes mais ouvidos e prestigiados.
Outro truque para tentar diminuí-lo, foi a cadeira que lhe destinaram no estúdio onde aconteceu a entrevista. Era a mesma ocupada pelos candidatos que o procederem porém com um detalhe: o espaldar estava mais baixo do que o dos jornalistas-inquisidores. O truque ficou visível para quem observou o enorme salto do sapato da Renata, que é baixa. Sem ele, seus pés não tocariam o chão e sua imagem ficaria achatada, como ficou a do Lula.
Considerações estéticas à parte, é absolutamente inconcebível que numa entrevista com duração de 40 minutos, os 17 iniciais tenham sido dedicados a perguntas sobre "corrupção no governo".
Os amarra-cachorros da família Marinho inquiriram Lula sobre acusações de corrupção do filho Fábio Luiz, do ex-chefe de gabinete, Marcola, do senador Jacques Wagner e do ex-ministro Carlos Luppi.
Nos quatro casos faltam provas e sobram convicções. Mesmo assim os inquisidores trataram denúncias baseadas em vazamentos seletivos como se fossem processos já julgados e concluídos.
Lula custou a acreditar que trechos de vazamentos de processos, sem qualquer contextualização, pudessem estar sendo citados como "provas".
A sua resposta para os quatro casos foi a mesma: tudo deve ser apurados e todos têm o direito a se defender. Especificamente sobre Fábio Luiz, lembrou o que disse para o próprio filho:
"você tem obrigação de provar que é inocente", acrescentando que o Palácio do Planalto não moverá uma palha para auxiliá-lo, diferentemente de outros presidentes que trocaram delegados a fim de proteger familiares.
Os dois inquisidores não se deram por satisfeitos. Questionaram o fato de Lula ter aparecido em solenidade pública pedido votos para Jacques Wagner, candidato a um novo mandato como senador. Lula foi categórico: "somos amigos há 45 anos e eu respeito a presunção de inocência. Não sou daqueles que fingem não ver um amigo na rua, porque ele está sendo acusado".
Era previsível que o tema da corrupção seria explorado pelo JN, mas não da forma torpe em que foi.
Outros assuntos que compõem o kit neoliberal da extrema-direita e dos Marinhos também não faltaram: privatização dos Correios, rombo das estatais e aumento da dívida pública.
Lula descartou privatizar os Correios e desmascarou a mentira do tal rombo nas estatais. Ao recordar os absurdos cometidos pela Operação Lava Jato, ele disse que ainda aguarda um pedido de desculpas da mída, pelos injustos 580 dias em que esteve preso.
A inquisidora Renata ainda tentou rebate-lo citando "a política editorial da empresa", que lhe deve ter sido soprada pelo ponto no ouvido, mas percebeu que o melhor era não levar o assunto adiante.
A desfaçatez dos inquisidores era tamanha, que ainda tentaram jogar casos explícitos de corrupção descobertos e combatidos na atual administração, como o do banco Master e dos descontos de aposentados do INSS no colo de Lula. Algo tão grotesco como acusar de corrupto alguém que denúncia a presença de ladrões em sua casa. Um absurdo total para uma emissora de TV que diz praticar jornalismo profissional e ter compromisso com os fatos.
Lula citou novamente os esquemas da TV Globo com o ex-juiz Sérgio, Deltan Dallagnol e com os crimes da Operação Lava Jato, para desespero da Renata e do Tralli.
Outra estocada excelente na Globo foi a respeito dos juros altos. Defensora histórica da autonomia do Banco Central, Lula lembrou este aspecto e o fato de que ele é que sempre se bateu pela redução da taxa de juros e que herdou de Jair Bolsonaro um país quebrado e com um rombo de R$ 94 bilhões, nunca mencionados pela Globo e pelos demais veiculos da mídia corporativa.
Outra baixaria foi a tentativa da Globo de criar atrito entre Lula e seu atual ministro da Economia, Dario Durigan. na qual o calejado Lula obviamente não caiu.
Quanto à situação da dívida pública, que a midia alinhada aos interesses do "andar de cima" considera catastrófica, Lula foi cirúrgico: a dívida brasileira é de 82% em relação ao PIB, enquanto a dos Estados Unidos ultrapassa 120%, sem que haja qualquer alarme na mídia de lá e na de cá.
Foi óbvia a ênfase em temas mais complexos e distantes do domínio público, para ocupar o tempo restante e evitar que Lula pudesse falar das enormes conquistas e avanços de seu terceiro governo na saúde, educação, geração de empregos e assistência social, que tem interesse direto para a população.
Lula novamente foi certeiro. Seus governos anteriores pagaram a dívida externa e puseram fim aos tormentos com o FMI, além do superavit que possibilita a estabilidade de que desfruta o Brasil no cenário internacional.
Chamou atenção igualmente, os dois inquisidores terem fugido de abordar os enormes avanços do governo Lula no plano internacional, uma vez que ele é reconhecido como um dos maiores estadista contemporâneos.
Chamou atenção, igualmente, as pressões de Donald Trump contra o Brasil não terem sido sequer mencionadas. O nome disso é manipulação e conivência com o imperialismo estadunidense e os interesses da "casa grande" brasileira.
Para encerrar o interrogatório, não poderia ter ficado de fora o tema da segurança pública, apresentado pelos amarra-cachorros dos Marinho como responsabilidade exclusiva do governo federal. Lula, outra vez, teve que recolocar o assunto no seu devido lugar, ao citar a PEC da Segurança Nacional, que deve ser aprovada nos próximos dias, e a criação do ministério da Segurança Pública, que aguarda apenas a aprovação desta PEC.
Se a dupla de inquisidores achava que ia lacrar contra o presidente, deixando para o final a questão da fila de espera no SUS, Lula concluiu convidando a dupla para a solenidade, na próxima semana em Brasília, quando vai anunciar que seu governo zerou esta fila.
Indescritível a cara de perplexidade dos dois empregados da familia Marinho, que ainda tiveram que dormir com as frases finais de Lula: aos 80 anos vivo o melhor momento da minha vida e depois de termos tirado o Brasil duas vezes do Mapa da Fome, agora é a vez de investir em ciência, tecnologia, inteligência artificial e na qualificação dos nossos jovens.
Pelas estocadas de Lula na Globo e na mídia golpista, os Marinho também devem ter ido dormir certos de que, mesmo não tendo dito, a regulação da mídia corporativa e das big techs entrarão em pauta no quarto governo Lula, que eles vem fazendo de tudo para que não ocorra.
Nenhuma inquisição é capaz de deter quem tem compromisso com o povo.
Lula entrou grande e saiu gigante, enquanto a Globo apenas reforçou o seu golpismo e condição de porta-voz da "Casa Grande" e dos interesses imperialistas.
Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Araçatuba-SP
Antigamente mais, hoje menos, a campanha eleitoral é uma espécie de trote estudantil. Até passam a mão na bunda do candidato. Quer chegar lá, vai submeter. Quem é candidato por uma vez, fazendo campanha, nem que seja a vereador, conhece bem o nosso povo. Conhece mais a voz do capeta do que a de Deus.
Em 1988, uma senhora entrou no meu comitê (naquela época era uma exigência) dizendo que precisava fazer o aniversário de sua filha. Relacionou o que cada candidato a prefeito ia dar para fazer a festa. E passou qual era a minha cota. Olhei bem na cara dela e disse: "Na minha casa, quando não tenho dinheiro, não faço festa. Passe bem!" Já fui malvado!
DEBATE POLÍTICO
CONSA: a pesquisa foi feita pelo Instituto Pró-Livro (IPL). Para a entidade, a leitura só acontece em livros. Isso não invalida a pesquisa, por que mostra que o suporte livro está em decadência, mas é preciso dizer que o conceito de leitura é muito mais amplo, continua noutros suportes. Ela vai muito além de páginas de livros impressos ou digitais. Ler é um processo de decodificação e interpretação de símbolos, informações e significados em diversos suportes.
Outra distinção se faz necessária: entre livro e obra. Dom Casmurro, de Machado de Assis, é uma obra que pode estar num livro (conforme foi publicado originalmente), mas ela pode estar sendo fruída em audiolivros ou ebooks. Livro não é sinônimo de obra.
AGOSTO: o mês brindou Araçatuba com o lançamento de dois livros. "Memórias de Araçatuba 2", onde o advogado Alceu Batista lembra o tempo passado de Araçatuba e faz suas homenagens. Ele começou este trabalho com uma página do Facebook. Não aguentou a pressão da terceira idade, tratou de editar livros com o mesmo assunto. Este croniqueiro está no índice da página H. O lançamento foi na biblioteca municipal Rubens do Amaral. Preço por exemplar: R$70,00
O meu xará é a marca de uma geração. Cresceu, foi exercendo outras profissões, mas não abandonou o rádio, tendo programas exclusivos, com um fã-clube imenso. Quis deixar sua experiência registrada em livro "Programa Hélio Negri, 40 anos", um suporte mais nobre e perene para suas mensagens. Sua companheira Maria da Penha foi primeiro que a minha Helena Shizuko. Ambos viúvos. Preço: R$100,00 - 300 páginas.
POR QUE RUAS TÊM NOME
Nem todas as cidades homenageiam suas personalidades com
nomes, mas todas procuram facilitar encontrá-las. Usam-se nomes de plantas,
flores e números.
A cidade de Tupã, aqui do Oeste Paulista, nomeou as suas principais
e etnias e nações indígenas, como forma de homenagear os habitantes originais.
Está no prelo um livro interessante que vai explicar os
nomes e logradouros públicos de cada rua de Araçatuba. Aguarde.
Os filmes de que mais gostei de assistir na vida adulta
foram recomendados por amigos e parentes. E não faço questão de acompanhar os
últimos lançamentos, sempre escapam filmes bons.
A Fátima conhece o meu gosto, viu TOUCH (2024), que
significa em inglês tocar (tato) ou tocar (emocionar), e me recomendou. Pela
Netflix.
No enredo, bem devagar, romântico, sendo um dos destaques da
história é que a humanidade influencia na vida das pessoas; daí a palavra
japonesa “hibakusha”, que significa "pessoas atingidas pela bomba de
Hiroshima". Gente rejeitada por
conter efeitos da radiação. Miko era hibakusha, por isso voltou para o Japão
com o pai, fugindo de Kristófer.
Por que as histórias dramáticas dos povos nórdicos, é o caso
de Touch, não são iguais em clima como as latinas. Trata-se de representar as
próprias características do espírito daquele povo. As latinas são
melodramáticas. Exemplo: novelas brasileiras na TV.
SINOPSE
O ponto de partida do romance drama é uma consulta
médica. Kristófer (idoso), viúvo e dono de restaurante na Islândia, ouve
do médico que há deterioração avançada de sua memória e que é hora de resolver
assuntos pendentes enquanto ainda for possível. Então buscou Miko, o seu grande
amor, pelo mundo. Ele era viúvo e tinha uma filha.Não se trata de uma busca
carnal, mas de um velho querendo saber como está sua antiga namorada com quem
curtiu um grande amor. Nesse encontro, há uma grande descoberta. Não vou dar spoiler.
O roteiro oscila entre 2020, com Kristófer (idoso)
chegando a Londres nos dias que antecederam o lockdown global
(pandemia covid 19); e 1969, quando um jovem islandês radical largou um
doutorado na London School of Economics para trabalhar na cozinha de um
restaurante japonês. Uma história que corre paralelamente presente e passado, a
exemplo do livro “Olhai os lírios do campo”, de Érico Veríssimo.
No filme não há perseguições de carros, nem violência nas
paixões. É para assistir e encher os olhos.
FICHA
10 de outubro de 2024 para filmes online | 2h 01min | Drama,
romance
Direção: Baltasar Kormákur | Roteiro Ólafur Jóhann Ólafsson,
Baltasar Kormákur
Elenco: Egill Olafsson, Pálmi Kormákur Baltasarsson, Kōki
Título original Snerting
Touch é adaptação do romance homônimo de Ólafur
Jóhann Ólafsson, publicado em 2022 e roteirizado pelo próprio autor
em parceria com Kormákur.
Na Itália, a napolitana Elena Ferrante combina um enorme
orgulho cultural pelo sucesso internacional com um debate fervoroso sobre seu
anonimato e o retrato nu e cru da sociedade italiana. Semelhante a Paulo Coelho
no Brasil. Ambos são fenômenos mundiais.
As protagonistas de seus livros são mulheres, com o tema
entre feminismo e maternidade. Filhos cansam, deixar os filhos com o pai e
sumir no mundo por um período para exercer sua individualidade é uma prática de
suas personagens.
A
Tetralogia Napolitana transformou Ferrante no maior fenômeno da literatura
italiana no exterior desde Umberto Eco. Isso gerou um forte orgulho nacional,
mas o mistério envolvendo a sua identidade divide a imprensa e o público.
Os quatro livros da série
Os livros devem ser lidos na ordem cronológica de
publicação:
1.A Amiga Genial (2011): Introduz a infância e a
adolescência das personagens na periferia de Nápoles. É considerado um dos
melhores livros do século XXI pelo jornal The New York Times.
2.História do Novo Sobrenome ( 2012): foca na juventude, no
início da vida adulta e nos casamentos e caminhos divergentes que as duas
começam a trilhar.
3.História de Quem Foge e de Quem Fica (2013): explora a
maturidade das protagonistas em meio aos movimentos políticos, greves operárias
e transformações sociais dos anos 1970.
4.História da Menina Perdida (2014): o desfecho da saga,
focado na velhice das amigas, no retorno às origens e nas consequências das
escolhas de uma vida inteira.
Outros Romances
Um Amor Incômodo (1992): Uma mulher investiga a morte
estranha da mãe em Nápoles.
Dias de Abandono (2002): O drama de uma mãe sozinha
após o fim do casamento.
A Filha Perdida (2006): Férias na praia que trazem
lembranças difíceis sobre maternidade.
A Vida Mentirosa dos Adultos (2019): O crescimento de
uma jovem em meio a segredos de família.
OUTRAS OBRAS DE NÃO FICÇÃO
Uma Noite na Praia (2016): Livro infantil sobre uma
boneca que passa a noite sozinha.
A Frantumaglia (2016): Cartas, entrevistas e
reflexões sobre a sua escrita.
As Margens e o Ditado (2021): Textos Sobre o ato de
ler e escrever
Quando uma investigação jornalística tentou desmascarar
Ferrante em 2016, rastreando registros financeiros, a reação da comunidade
leitora na Itália foi de forte repúdio à violação de sua privacidade. Segundo a
autora, para se gostar de uma obra, admirá-la, não precisa conhecer o nome do
autor, família, biografia etc Numa população de 60 milhões de habitantes, que é
a da Itália, em tempo de internet, é difícil descobrir o nome que está atrás de
um pseudônimo. Há especulações, lendas.
Elena Ferrante é uma escritora pós-guerra, terminada em
1945. No início de sua carreira literária, seus livros eram criticados pela
direita de Nápoles como honestidade visceral, cidade onde nasceu. Outro aspecto
constatado é que seus livros traziam um preconceito contra o Norte da Itália. O
sucesso Internacional calou as vozes discordantes na Itália.
FONTES: leitura de artigos e dados nos arquivos da
IA; leitura de livros da escritora. Principalmente “Frantumaglia”, onde ela
explica seu processo de criação literária, o caos interior, termo do dialeto
napolitano. Assisti a vários filmes baseados em livros dela, com seus enredos.
O cidadão morreu afogado nas águas da Prainha Municipal de
Araçatuba-SP no último domingo. Trata-se dum lugar público para lazer.
Eu, quando vou à prainha, posso morrer afogado num copo de
cerveja. Mas nunca morrerei nas águas do Rio Tietê, porque minha mãe até hoje
não deixaria. Por isso cheguei aos 77 anos.
Se tentasse entrar nas águas, seria uma surra de varinha, lembranças
da meninice. Dona Augusta estaria hoje com 100 anos.
TAVEIRA MALDITO
Depois de quase um século de espera, Engenheiro Taveira vive
a maior transformação de sua história.
O bairro de Araçatuba fundado em 1927 às margens da ferrovia
(antiga estação Potiguar), o bairro Engenheiro Taveira começa a superar uma
espera de quase um século por infraestrutura. Eng. Taveira certamente era um
profissional que trabalhou na construção da antiga ferrovia.
Diz a lenda de que há muito tempo moradores bateram num
padre em Taveira, lá tem uma capela, e ele, que não perdoava facilmente, rogou
a praga em latim: "Anathema sit!".
Ninguém entendeu nada. A verdade é que Eng. Taveira não foi
para frente. Aí veio a lenda.
Cada povo interpreta a realidade conforme seus conhecimentos.
Na verdade, Taveira foi vítima de circunstância históricas desfavoráveis.
PRECISAMOS DE UMA ARCA
Minha mãe era ligada ao fim do mundo. Se ela estivesse viva,
neste momento com incêndio de um lado do mundo e dilúvio do outro, ela estaria
querendo fazer a arca. Mas cadê o Noé? Deus não encontrou uma pessoa justa.
Segundo o texto bíblico, diante da corrupção da humanidade,
Deus decidiu enviar um grande dilúvio para purificar a Terra. Noé, descrito
como um homem justo e íntegro, recebeu instruções para construir uma gigantesca
embarcação: a arca.
Atualmente, a humanidade está dividida. Os negacionistas
dizem que largue pra lá, a Terra não vale mesmo a pena. Os outros,
esperançosos, querem consertar os efeitos dos erros cometidos pela humanidade.
Ainda há tempo.
ESTUPRAVA A CADELA
Zoofilia: zoofilia
é a atração sexual de pessoas por animais e a prática de atos sexuais com eles.
Não sei se o sujeito era tímido, misógino, ou nasceu com o espírito canino. Na
zona rural, quando a relação sexual entre pessoas era disciplinada, havia a
égua barranqueira. Este cronista aprendeu a saber que havia sexo vendo os
animais treparem. Tanta mulher querendo amar, e o cara cruzando na marra com
uma cadela. Talvez quisesse o nascimento de um homem-cão.