AGENDA CULTURAL

21.6.21

Minhas duplas preferidas - Antônio Reis

Pintura de Almeida Júnior: Caipira picando fumo, 1893 
Não gosto de música sertaneja. Gosto de música caipira. A primeira foi inventada para fins comerciais e cumpre o objetivo. A segunda resiste em pequenos focos e com poucos combatentes. A caipira, ou moda de viola, foi comercialmente rebatizada de “sertanejo-raiz” para diferenciá-la do sertanojo, como os mais radicais tratam o caça-níquel, que recentemente pariu mais uma pérola: o sertanejo universitário. 

Quando criança, pelo rádio de válvula ligado na energia elétrica, bem de manhãzinha, ouvia muitas duplas boas, como Zico e Zeca, Zilo e Zalo, Pedro Bento e Zé da Estrada, Lourenço e Lourival. Os reis da catira, Vieira e Vieirinha, eram presenças obrigatórias nos programas do Rogerinho, Nenê Branco e Nhô Tonho, três baitas comunicadores do rádio araçatubense. A dupla “Coração do Brasil”, Tonico e Tinoco, emociona com “Chico Mineiro” e “Cabocla Tereza”.

“Flor do cafezal” é uma belezura sem tamanho nas vozes de Cascatinha e Inhana. A insinuante “Boneca cobiçada” (Boneca cobiçada/das noites de sereno/teu corpo não tem dono/ teus lábios têm veneno) é o maior sucesso de Palmeira e Biá. De origem paraguaia, a bela guarânia “Cabecinha no ombro” embala qualquer namoro ou casamento com o Duo Guarujá (Armando Castro e Nílsen Ribeiro, marido e mulher).

Hino do sertão, “Menino da porteira” foi gravada por uma imensidão de duplas, mas nenhuma supera a originalidade de Luizinho e Limeira. A moda que conta a história do menino que morreu pisoteado por um boi sem coração, juntamente com “Empreitada perigosa”, nos agudos de Jacó e Jacozinho, e “Pagode em Brasília”, batucado por Tião Carreiro e Pardinho, eram do tipo levanta audiência dos programas radiofônicos.

 Tenho saudade do rádio valvulado, Saudade de Matão e Saudade da Minha Terra. Entretanto, sou da geração MPB e não posso deixar de lado Sá e Guarabyra. Quem nunca ouviu “Cinamomo” ou “Jesus numa moto” desconhece a sofisticação da música popular do Brasil. Os gaúchos Kleiton e Kledir são insuperáveis com a sensualíssima “Paixão” (Amo tua voz e tua cor/E teu jeito de fazer amor/Revirando os olhos e o tapete/Suspirando em falsete/Coisas que eu nem sei contar). Vinicius e Toquinho dispensam comentários.

Já que me refiro às minhas duplas favoritas, não posso deixar de mencionar a internacional Simon e Garfunkel com a belíssima “Bridge Over Troubled Water”. À medida que vivemos, adquirimos conhecimentos que passam a constar de nossa admiração, basta nos livrarmos do preconceito. Recentemente descobri uma dupla que está fazendo minha cabeça: Renan e Randolfe.

 (*) Jornalista e ativista do Grupo Experimental da AAL.

Boca: por que nega as máscaras!

A agência “Audaz” criou a campanha “Na vida e na propaganda, diga sempre a verdade” no contexto da crescente desconfiança à divulgação de informações sobre a Covid-19. 

 A boca centraliza os cinco sentidos. Até se vê ou imagina pela boca. Por ela se come, fala, geme, respira e ama. O planeta superpovoado usa muitas mãos para produzir, preparar transportar e servir os alimentos! É muita manipulação de animais e vegetais. É necessário ampliar a área agricultável e o movimento de cargas e pessoas aumenta a troca e trânsito de pessoas, aviões e navios. E que tudo seja rápido, mas nem tudo se fará “limpinho”: restaurantes, hotéis, ruas e teatros.

Abrem se as cavernas e floresta, derretem se as geleiras e liberam bactérias, vírus e fungos congelados a séculos e eras geológicas inteiras são escancaradas em nosso meio de vida antes tribal e agora global. Abre se a possibilidade de animais exóticos como morcegos e antas, carrapatos e mosquitos interagir-se com o mundo em que tudo ficava muito localizado, como o ebola.

IDADE MÉDIA

Na idade média nada podia se fazer e não existia ciência, tudo era religião! Tome culpa e punição, imperava a inquisição! Os corpos humanos não podiam ser examinados e nem abertos mesmo depois de mortos!

De 1500 para cá se fez a ciência com Galileu e Descartes para que a humanidade não se extinguisse. Até a religião aceitou a ciência cuja base é o argumento e o raciocínio em cima de observações irrefutáveis e checadas. Negar isto passou a ser chamado de negacionismo, pois rejeita a evidência de cálculos, conhecimentos lógicos a partir de discussões amplas e ao qual se chega ao consenso.

Enquanto não existia ciência, as pessoas precisavam de médicos que também significa aquele que cuida do outro. Naquela época, o que se fazia com as mãos era de menor valor. Nobres nada faziam com as mãos, apenas falavam, conversavam e tudo que precisavam fazer, pediam aos burgueses, criados, escravos e colonos.

Os médicos advinham das classes nobres, examinavam e receitavam, mas não atuavam no paciente. Se precisava amputar ou cortar, chamavam os cirurgiões formados entre os burgueses que existiam para servir aos senhores. Os cirurgiões não saiam das faculdades de medicina e sim do treinamento incansável de um iniciante ou aprendiz como discípulo de um mais experiente!

MÉDICOS

Com a revolução industrial a partir 1760, o que se fazia com as mãos passou a ser muito valorizado e os médicos atraíram e chamaram os cirurgiões para se formarem e atuarem nas escolas de medicina. Quando se descobriu que muitas doenças que dos pacientes operados, como nos partos, vinham das mãos sujas dos cirurgiões, isto foi uma revolução. Fazê-los lavar as mãos, usar luvas e usar roupas limpas para operar foi um trabalho muito difícil de conscientização para várias gerações.

Foi extremamente difícil convencer os cirurgiões a operar com máscaras idealizadas por Mickulicz em 1885. A resistência foi geral em atender e operar com máscaras, gorros, aventais pelo fato que eram pessoas vindas da burguesia e gostavam de fazer, e não muito da parte intelectual da medicina, como imaginar vírus e bactérias circulando no ambiente “aparentemente” limpo de um centro cirúrgico.

Para muitas pessoas o que não se vê, não se pega! Como deve ser difícil acreditar no microscópico a quem está acostumado a resolver as coisas operando com as mãos. Aliás, cirurgia significa fazer com as mãos.

REFLEXÃO FINAL

Como fechar a boca que falamos, comemos, amamos e respiramos! O primeiro instinto é negar. Para a pessoa vencer este instinto de negar a máscara, tem que ter conhecimento sobre o que existe no ar que respiramos. Estas mesmas pessoas também negam a proteção ao meio ambiente, pois acham que o invisível é inesgotável e limpo, já que não é palpável com as mãos. 

O antídoto para esta negação é só um: o conhecimento! 

consolaro@uol.com.br
Alberto Consolaro – professor titular da USP na FOB de Bauru-SP 
 

20.6.21

Dei o braço, não escolhi marca de vacina

 

*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Araçatuba-SP

Estou meio assustado, pois ouvi na CNN:  "Pesquisas mostram que o cérebro precisa de check-up após covid", mesmo que tenha sido bem fraquinha. 

Após ser duplamente vacinado, com o prazo da imunização cumprido, peguei uma "gripezinha". Se alguém me vir rasgando dinheiro, pode chamar a ambulância. Os desequilíbrios mentais não são tão simples assim, o cronista é hiperbólico.  

Casal vacinado
O melhor tratamento precoce são as vacinas, porque não fossem elas, eu não teria sobrevivido à covid. Elas não fecham o corpo, mas arrefecem a força do vírus.

Carteiras de vacinação do casal
Não fiquei procurando marca de vacina. Eu me cadastrei no site da Prefeitura de Araçatuba-SP, marcaram dia, hora e local nas duas doses. Compareci com a Helena (Shizuko). Desnudei o meu braço, a técnica de enfermagem fez a aplicação. Tiramos até fotos. Valeu. A vacina me salvou. 

Além disso, sou do Rotary, uma entidade que financia vacinas há muito tempo. Não nego Deus, nem a ciência, junto as duas entidades. Apenas renego a ignorância. 

19.6.21

Quando nossos sonhos se tornam realidade - Gervásio Antônio Consolaro


      “Tenha cuidado com o que você deseja”, a sua mãe deve ter dito. “Questione seus desejos”, advertiu Teseu na peça Sonho de uma Noite de Verão, de Shakespeare. “Você não deve cobiçar”, ordena a Torá. Por que todos esses avisos? O cumprimento de nossas esperanças é uma receita para o desapontamento? Para alguns sim.

        Pergunte aos ganhadores da loteria, por exemplo. Depois de esperar que o dinheiro os fizesse felizes, cerca de 70% deles devolveria tudo se pudesse desfazer os danos que causou em suas vidas. Infelizmente, esses 70% acabam se divorciando e enfrentam sérias disputas entre a família, poucos anos depois de ganharem a sorte financeira inesperada.

       Pergunte a um terço de todas as pessoas que foram bem-sucedidas ao subir na escada corporativa. “Quando uma pessoa sobe essa escada, você acha que ela de alguma forma torna-se mais segura de si. Porém é exatamente o contrário “, afirma John Kolligian, um psicólogo universitário que estuda a incerteza que segue o sucesso. Essas pessoas que alcançam lugares altos são incapazes de  superar a autocrítica intensa, e sentem-se como impostoras. Como  resultado, sofrem de ansiedade, insegurança e depressão.

       O autor irlandês Oscar Wilde escreveu certa vez: “Neste mundo só existem duas tragédias. Uma é não obter o que se deseja, e a outra é obter”. No fundo, nossa maior esperança não é a fama, conforto, riqueza ou poder. Essas recompensas criam tantos problemas quanto podem resolver. Se alcançarmos nossos objetivos, se nossos sonhos se tornarem realidade, estaremos prestes a acordar um dia e perguntar: “É isso?”

       Nunca estamos felizes ou satisfeitos, até pararmos de avaliar nossas realizações na vida real em contraste com o sonho de qualquer coisa que imaginamos que nos faria felizes. Daniel Levinson chama isso de “tirania do sonho”. Cada um de nós desenvolvemos esse sonho quando éramos jovens. Talvez ele foi plantado por pais ou professores,  ou talvez tenha surgido de nossa própria imaginação. 

O Sonho era ser realmente especial um dia. Sonhamos que nosso trabalho seria reconhecido, nosso casamento seria perfeito e nossos filhos seriam exemplares. Podemos ter ousado sonharmos  que seríamos famosos e influentes. E se tivermos sido atingidos por um choque maior – diagnóstico de câncer, por exemplo – nosso Sonho e adiado enquanto esperamos pela cura. Mas seja o que for que estamos sonhando, mantemos a esperança de que um dia o sonho se realizará e o conto de fadas está completo. Todavia o pensador Anais Nin nos lembra, “estamos envenenados por contos de fadas”. Eles não se tornam realidade. O Sonho nunca pode nos fazer felizes. Mesmo se alcançarmos  o sucesso que imaginamos é provável que nos sintamos vazios. Por quê? Porque nossa maior esperança não é por fama, riqueza ou poder. Essa esperanças são rasas. Nossa maior esperança é mais profunda.

SAIBAMOS DISSO OU NÃO, NOSSSA MAIOR ESPERANÇA É POR SENTIDO DE VIVER.  

GERVÁSIO ANTÔNIO CONSOLARO - diretor regional da  Assoc. Fiscais de Rendas-SP, consultor tributário, agente fiscal de rendas aposentado, ex-delegado regional tributário, ex-assessor executivo da Prefeitura de Araçatuba, administrador, contador, bacharel em Direito, pós-graduado em Direito Tributário, curso  de gestão pública avançada pela Amana  Key e coach pela SBC.      


Bela viola e bolorento

 


Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Araçatuba-SP

Os velhos prédios de Ouro Preto, cidade histórica de Minas Gerais, me deram sólidas e antigas lições. 

Fui visitar a cidade histórica com meu Fiat Uno 2001, meu primeiro caro zero. Eu estreava o carro e  Meninão, a carta. Foi num repente: vamos? Vamos! Eu me cansara de lecionar Literatura e não conhecer a sede dos movimentos literários, como o Arcadismo. Foi um passeio, mas também uma reciclagem de conhecimentos.

Em cada esquina da cidade um nicho com a imagem de santo, a exemplo da velha Vila Rica, antigo nome de Ouro Preto, por onde andou poetas árcades e inconfidentes. Hoje, é uma cidade pequena, menor que Birigui, mas já fora a capital econômica do Brasil colonial.  

Aqueles antigos prédios, com aparência histórica, seus luminosos indicando ser uma agência bancária, mas quando se entra no prédio, leva-se um susto diante do designer moderno, um luxo cibernético. Preserva-se apenas a fachada. E para que a atividade econômica do prédio continue, permite-se a modernização de seu interior.  

Na minha meninice, talvez na adolescência, ouvia uma frase em roda de conversa de adultos que me ensinou cedo que as pessoas têm duas realidades: "Por fora bela viola, por dentro pão bolorento". A dimensão externa e a interna. É um pouco disso que vou falar, conhecimento aprimorado pelas aulas de Psicologia de Luiz Ortiz no Curso Normal. 

Olhando-me no espelho, me lembrei do poema de Cecília Meireles "Retrato", mas antes, na cronologia da vida, veio Nando Reis cantar nos meus ouvidos "Não vou me adaptar" . Estou me adaptando. Mas me lembrei sobretudo dos prédios de Ouro Preto, faço um esforço para não me parecer tão velho por dentro quanto sou por fora.

Quase sempre as pessoas são velhas por fora e por dentro, mas há uma grande possibilidade de encontrar as que não envelhecem por dentro, continuam com o fresco de sua juventude. 

Parece impossível, mas há jovem com uma bela estampa e uma vida interior que não corresponde à estética externa, são jovens envelhecidos. Com certeza, este exemplar não há paralelo na arquitetura.

A autenticidade de uma pessoa é medida pela distância entre o por fora e o por dentro. Os neuróticos, quase sempre morrem assim, são as pessoas que não conseguem viver a simbiose dessas duas partes, ou seja, a visão que têm de si está em desarmonia com o que pensam os outros delas.  

Ouro Preto, sobretudo a arte, me ensinou muito sobre isso. 

17.6.21

Programação de filmes no Cineflix - Shopping Praça Nova - Araçatuba, de 17/06 a 23/06/2021

 

Cena do filme: O legado dos jogos mortais

GODZILLA VS KONG (D) (DUBLADO) (GODZILLA VS KONG) Classificação: 14 anos, Ano de Produção: 2020, Idioma: INGLÊS, Diretor: Adam Wingard, Duração: 01:53:00h, com: Alexander Skarsgård, Millie Bobby Brown, Rebecca Hall 

SALA 1 

17/06/2021 - Quinta-Feira: 16:35h 18/06/2021 - Sexta-Feira: 16:35h 19/06/2021 - Sábado: 16:35h 
20/06/2021 - Domingo: 16:35h 21/06/2021 - Segunda-Feira: 16:35h 22/06/2021 - Terça-Feira: 16:35h 23/06/2021 - Quarta-Feira: 16:35h 

CRUELLA (D) (DUBLADO) (CRUELLA) Classificação: 12 anos, Ano de Produção: 2019, Idioma: INGLÊS, Diretor: Craig Gillespie, Duração: 02:14:00h, com: Emma Thompson, Emma Stone, Paul Walter Hauser 

SALA 5 

17/06/2021 - Quinta-Feira: 16:00h - 18:45h 
18/06/2021 - Sexta-Feira: 16:00h - 18:45h 19/06/2021 - Sábado: 16:00h - 18:45h 20/06/2021 - Domingo: 16:00h - 18:45h 21/06/2021 - Segunda-Feira: 16:00h - 18:45h 
22/06/2021 - Terça-Feira: 16:00h - 18:45h 23/06/2021 - Quarta-Feira: 16:00h - 18:45h 

INVOCAÇÃO DO MAL 3: A ORDEM DO DEMÔNIO (D) (DUBLADO) (THE CONJURING: THE DEVIL MADE ME DO IT) Classificação: 14 anos, Ano de Produção: 2020, Idioma: INGLÊS, Diretor: Michael Chaves, Duração: 01:52:00h, com: Vera Farmiga, Patrick Wilson, Julian Hilliard 

SALA 1 

17/06/2021 - Quinta-Feira: 19:00h 18/06/2021 - Sexta-Feira: 19:00h 19/06/2021 - Sábado: 14:10h - 19:00h 20/06/2021 - Domingo: 14:10h - 19:00h 21/06/2021 - Segunda-Feira: 19:00h 22/06/2021 - Terça-Feira: 19:00h 23/06/2021 - Quarta-Feira: 19:00h 

SALA 2 

17/06/2021 - Quinta-Feira: 17:05h - 19:30h 
18/06/2021 - Sexta-Feira: 17:05h - 19:30h 19/06/2021 - Sábado: 17:05h - 19:30h 20/06/2021 - Domingo: 17:05h - 19:30h 21/06/2021 - Segunda-Feira: 17:05h - 19:30h 
22/06/2021 - Terça-Feira: 17:05h - 19:30h 23/06/2021 - Quarta-Feira: 17:05h - 19:30h 

SPIRIT: O INDOMÁVEL (D) (DUBLADO) (SPIRIT UNTAMED) Ano de Produção: 2020, Idioma: INGLÊS, Diretor: Elaine Bogan. Ennio Torresan, Duração: 01:27:00h, com: 

 SALA 2 

17/06/2021 - Quinta-Feira: 15:05h 18/06/2021 - Sexta-Feira: 15:05h 19/06/2021 - Sábado: 15:05h 
20/06/2021 - Domingo: 15:05h 21/06/2021 - Segunda-Feira: 15:05h 22/06/2021 - Terça-Feira: 15:05h 23/06/2021 - Quarta-Feira: 15:05h 

SALA 5 

19/06/2021 - Sábado: 14:00h 
20/06/2021 - Domingo: 14:00h 

O LEGADO DE JOGOS MORTAIS (D) (DUBLADO) (SPIRAL: FROM THE BOOK OF SAW) Classificação: 18 anos, Ano de Produção: 2020, Idioma: INGLÊS, Diretor: Darren Lynn Bousman, Duração: 01:33:00h, com: Samuel L. Jackson, Chris Rock, Max Minghella 

SALA 3 

17/06/2021 - Quinta-Feira: 15:50h - 17:50h - 19:50h 
18/06/2021 - Sexta-Feira: 15:50h - 17:50h - 19:50h 
19/06/2021 - Sábado: 15:50h - 17:50h - 19:50h 
20/06/2021 - Domingo: 15:50h - 17:50h - 19:50h 
21/06/2021 - Segunda-Feira: 15:50h - 17:50h - 19:50h 
22/06/2021 - Terça-Feira: 15:50h - 17:50h - 19:50h 
23/06/2021 - Quarta-Feira: 15:50h - 17:50h - 19:50h 

EM UM BAIRRO DE NOVA YORK (D) (DUBLADO) (IN THE HEIGHTS) Classificação: 12 anos, Ano de Produção: 2020, Idioma: INGLÊS, Diretor: Jon M. Chu, Duração: 02:23:00h, com: Corey Hawkins, Lin-Manuel Miranda e Anthony Ramos

SALA 4 

17/06/2021 - Quinta-Feira: 15:45h 18/06/2021 - Sexta-Feira: 15:45h 19/06/2021 - Sábado: 15:45h 
20/06/2021 - Domingo: 15:45h 21/06/2021 - Segunda-Feira: 15:45h 22/06/2021 - Terça-Feira: 15:45h 23/06/2021 - Quarta-Feira: 15:45h 

EM UM BAIRRO DE NOVA YORK (L) (LEGENDADO) (IN THE HEIGHTS) Classificação: 12 anos, Ano de Produção: 2020, Idioma: INGLÊS, Diretor: Jon M. Chu, Duração: 02:23:00h, com: Corey Hawkins, Lin-Manuel Miranda e Anthony Ramos 

SALA 4 

17/06/2021 - Quinta-Feira: 18:35h 18/06/2021 - Sexta-Feira: 18:35h 19/06/2021 - Sábado: 18:35h 
20/06/2021 - Domingo: 18:35h 21/06/2021 - Segunda-Feira: 18:35h 22/06/2021 - Terça-Feira: 18:35h 23/06/2021 - Quarta-Feira: 18:35h

15.6.21

Será que ogros e grosserias aumentaram? - Alberto Consolaro

         

Ogros são seres malvados, devoradores de humanos e conhecidos como bichos-papões!

 Ogro é um lendário monstro europeu de contos populares que devora seres humanos. Também é conhecido como bicho-papão para amedrontar as crianças, especialmente pelos pais zombeteiros. Antigamente era difícil dar exemplo de uma pessoa que era ogro, hoje é a coisa mais fácil de achar! O ogro é aquele grosseiro, grotesco, sem cultura e educação no trato com as pessoas, pois nem liga para elas!

Autoritário e sem noção, um ogro tem uma impressionante covardia. Frente a uma cara mais feia ou a uma atitude inteligente e culta, fogem rapidamente, tal qual o diabo foge de uma cruz. Apesar da roupagem, o ogro é um imaturo, inseguro e inculto.

A minha tendência é ter dó de ogros como nas fábulas, mas parece estar escrito nos livros sagrados que quem poupa o lobo, condena as ovelhas à morte! Os lobos e ogros não titubeiam e nem abrem diálogos, golpeiam impiedosamente. Sem qualquer coerência, o ogro não gosta que sejam grosseiros, mal-educados e mentirosos com ele! Nada é mais engraçado do que um ogro se mostrar ofendido ou magoado!

IDENTIFICANDO

 Eu fiz um trato comigo e a cada ogro que encontro, eu leio uma obra ou biografia de um pensador, poeta, intelectual, artista, escritor ou filósofo. Um dia desses me peguei falando com um ogro que só me disse mentiras! Na hora lembrei do meu trato e ao sair fui ler coisas sobre George Orwell que disse: “Numa época de tantas mentiras, dizer uma verdade é um ato revolucionário! “

Quando se fala de ogro já se pensa em mostro horroroso na aparência disforme e deselegante! Mas tem ogros de ternos caros, posados e de todos os tipos como o “frágil” e “inocente” Chaves com suas piadinhas engraçadas e preconceituosas, com aventuras cheias de mentiras e estupidez. No supermercado, restaurante, centro de compras, na rua, lojas e em algumas casas, muitos imitam Chaves com cascudos, grosserias, enganações, gritos e muito mais!

Os ogros gritam, mandam, destratam, humilham, constrangem como se fosse normal. E nas reuniões de trabalho e nas dos condomínios, no trato com os filhos, pais e irmãos? E como tratam quem lhe atende no comércio e os prestadores de serviço? Ogro não conversa, ele grita ou manda. Como se relaciona com garis e porteiros? Grosseria e estupidez representam falta plena de cultura, mesmo os que tem “diploma”!

REFLEXÃO FINAL

Teorias explicam que o número de ogros não aumentou, foi a internet que deu voz aos grosseiros, estúpidos e deselegantes. O grande professor Miguel Reali, um dos verdadeiros reitores que a Usp teve, certa vez escreveu: a cortesia é a antessala da ética! Não tem como ser honesto, ético e bondoso, sendo grosso, estúpido, mal-educado, autoritário e usar palavreado chulo e inoportuno. Cortesia oferece amabilidade e polidez no agir e cumprimentar, podendo ser um gesto de doação ou um favor a outra pessoa. Cortesia é esperar o momento oportuno para se expor e defender suas convicções, concordando ou discordando, sem ofensas pessoais. O oposto de cortês é malcriado ou malvado.

Para sobreviver, desenvolvi um protocolo individual de análise! Converse comigo e em 5 minutos o protocolo te dirás quem és no fundo da alma! O jeito de ser, os músculos faciais e como os olhos se portam, não enganam os mais sensíveis e treinados para identificar um ogro: será decifrado! Se um ogro achar que me enganou, esquece: eu fiz de conta que me enganaste, pois, o protocolo mostrou pele de carneiro sobreposta, deixando me ver os pés e rabo de um lobo simulador disfarçado!

E você, tem um ogro ao seu redor?


Alberto Consolaro – professor titular da USP na FOB Bauru-SP consolaro@uol.com.br 

14.6.21

Você toma remédio sem ler bula?


 Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Araçatuba-SP 

Parece que as bulas foram feitas para não serem lidas, como os contratos apresentados pelos bancos aos clientes. Até os manuais andam exagerando. 

Não leio tudo nas bulas, mas indicações, contraindicações, posologia, efeitos colaterais (ou tudo isso noutras palavras) não me passam despercebidos, mesmo que o remédio tenha sido receitado por um médico. Aliás, as bulas melhoraram, já estão em letras maiores e em linguagem acessível.

Assim mesmo, o ministro da Saúde Marcelo Queiroga afirmou na CPI que não lê bula de remédio e ficou bravo porque levou uma sapatada do senador. Ele, como autoridade máxima da saúde, precisa ler alguma coisa nas horas vagas, por exemplo, as bulas fiscalizadas pela Anvisa.

E prazo de validade? Não só de remédios. Outro dia comprei seis caixinhas longa vida de leite, quando cheguei na quarta, o líquido azedou. Aí descobri tudo. Com nota fiscal da data da compra (eu já havia comprado o leite vencido) fui trocar o produto, fui fazer a troca no supermercado. Assim documentado, foi fácil; por isso, exija nota fiscal, guarde a do supermercado por quinze dias.

Não vou ser um destemperado e denunciar o supermercado publicamente, pois há coisas que acontecem no processo de exposição das mercadorias nas gôndolas por cochilo do funcionário, por exemplo, mas nos cabem como consumidores fazer a nossa parte. 

Situação bem diferente é o estabelecimento de Araçatuba que foi flagrado, vendia muitos ou só  produtos vencidos. Se o proprietário pusesse na fachada da loja: aqui é tudo vencido, estaria atendendo a vigilância sanitária? Afinal, na hora do aperto, os mendigos ainda comem alimentos colhidos do lixo. 

A França tem uma política mais racional quanto aos alimentos vencidos porque é contra o desperdício. Não podemos nos esquecer de que a xepa é um alimento vencido que se vende nas feiras ou se doa a entidades filantrópicas.

Em Araçatuba mesmo, quando o produto está na semana do vencimento, alguns supermercados promovem uma liquidação com eles. Uma forma do empresário evitar o prejuízo e ser transparente.  Para tudo há solução, basta ter vontade de resolver nossos problemas.  

Se a pergunta do senador foi sacana, a resposta do ministro não foi inteligente. Podia ter respondido que a Anvisa faz isso com muita competência, em vez de dizer: NÃO. 

CLIQUE AQUI: cinco motivos para você não deixar de ler a bula

BULA DIGITAL

No site da Anvisa, você poderá fazer busca da bula dos medicamentos  por meio do:

1) Nome do príncipio ativo.

2) Nome do medicamento.

3) Nome da Empresa Farmacêutica fabricante do medicamento.

4) Categoria Regulatória do Medicamento.

5) Acessar as bulas de todos os medicamentos.

Clique aqui para acessar o bulário on-line da ANVISA. 

12.6.21

Motociclistas do apocalipse - gente com o Pix gordo

 

Motociata em São Paulo

Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Araçatuba-SP

A concentração promovida pelo genocida em São Paulo chamava-se "motociata" num paralelismo com "carreata". 

Pelas fotos e vídeos, percebe-se que não havia motobóis, entregadores de encomendas que usam moto, só gente de bem. Se havia algum pobre, estava faturando frete. "Gente de bem" tem o Pix gordo. 

Enquanto os motobóis expõem suas vidas no trânsito das grandes cidades para ganhar o seu sustento, os motociclistas do apocalipse colocam em risco a vida da população, aglomerando para que haja mais contaminação do povo. 

O genocida quer a morte de seus compatriotas,  fazendo a imunização de rebanho, ou seja, multidão morrendo para que outros se imunizem.

Apocalipse: desastre de grandes proporções. Os motociclistas do apocalipse aceleravam para Cristo com Bolsonaro. Se eram de Cristo, de certas igrejas, deviam ser educados, com linguagem cheia de bons modos, mas gritavam durante o percurso a palavra de ordem:

- Dória, vai tomar no cu!


Então, para usar uma palavra de minha geração, entregamos a direção do Brasil para a escória, não há gente do bem ao lado do genocida. Pode ter gente de bens, mas do bem, não. 

LEIA MAIS, BBC DE LONDRES

FAZENDO CAMPANHA ELEITORAL COM DINHEIRO PÚBLICO


11.6.21

O futebol do Nordeste é um lixo


Hélio Consolaro é professor, jornalista e escrtores. Araçatuba-SP

Eis a notícia que deu origem ao título desta crônica: 

radialista Domênico Gatto, da Rádio Energia 97FM, fez comentários preconceituosos sobre o futebol nordestino, no programa esportivo que apresenta. Durante um debate sobre os clubes nordestinos na Série A, o apresentador usou os termos "lixo" e "porcaria" para definir a Copa do Nordeste e os clubes da região.

O radialista é palmeirense, sobrenome italiano e se mete a ser comunicador. Um desbocado. Nenhuma coincidência com este cronista. O Consa, pelo menos, sabe se colocar.     

O Lula, de origem nordestina, crescendo nas pesquisas eleitorais, e ainda há gente que continua desqualificando essa gente trabalhadora que construiu a São Paulo.

- Está chegando nossa vez de novo! -gritam

Para um nordestino arretado, basta alguém fazer um desafio ou uma provocação, o sujeito vira um forte. Aquele brasileiro quase um quasímodo, cresce, fera. Como escreveu Euclides da Cunha em seu livro "Sertões": o nordestino é antes de tudo um forte.

Com o desaforo do radialista, os times nordestinos se reforçaram e ficaram à espreita, na moita, para pegar os times endinheirados: Palmeiras, Internacional, Cruzeiro (empobrecido), Chapecó. Passaram para as quartas de finais seis times nordestinos: Bahia, Vitória e Juazeirense (baianos), Fortaleza (Ceará), ABC (Rio Grande Norte), CRB (Alagoas).

A Copa do Brasil é o certame mais democrático: todos jogam e levam dinheiro com sua participação, uma forma da CBF não ser distribuidora de recursos. Socorrer os clubes. 

Domênico Gatto, que na verdade é Domênico Ruzzi, tão falastrão quanto o Bolsonaro, seja um profissional responsável, palavras ferem mais que facadas. Soltas, são como penas ao vento, ninguém consegue mais recolhê-las.  

LER MAIS

     https://www.uol.com.br/esporte/futebol/ultimas-noticias/gazeta-esportiva/2021/06/12/dirigentes-falam-sobre-bons-resultados-de-equipes-do-nordeste.htm


10.6.21

Já estou preparado para a 3ª dose - Alberto Consolaro

       

Na Alemanha, a 3ª dose já está sendo planejada!

Vacinas induzem as células imunológicas chamadas de macrófagos a reconhecerem o vírus como diferente do corpo, pois as vacinas o imitam na sua estrutura. No caso dos vírus vivos, após este reconhecimento, elas os apresentam aos linfócitos T4 que comandarão três ações paralelas:

1º) Produção de anticorpos por linfócitos B ou plasmócitos (imunidade humoral),

2º) Geração de células liberadoras de produtos chamadas linfócitos T8 que atuarão contra as células que têm o vírus no seu interior, pois isso é detectado por alterações em suas superfícies externas (imunidade celular) e,

3) Criação de um clone de linfócitos com memória pronta para ativar estes mecanismos anteriores, quase imediatamente, em uma posterior entrada do vírus.

Na vacina, tudo isso acontece também em poucas semanas e desaparece. Fica se apenas a memória dos mecanismos no clone de linfócitos. Os anticorpos depois de algumas semanas desaparecem e as células citotóxicas antivirais específicas também!

De nada adianta, de forma segura, ficar medindo a quantidade de anticorpos depois da vacina ou depois de ter tido a doença, pensando-se que está medindo a proteção e quantificando a imunidade contra a doença. Isso é atitude de quem precisa estudar imunologia e nada mais! O que vale é a memória que fica nos linfócitos.

TEMPO DE MEMÓRIA

E por quanto tempo funciona essa memória?

1). Para alguns vírus e bactérias dura a vida inteira como ocorre na poliomielite ou paralisia infantil, sarampo, caxumba, tuberculose e outras.

2). Para outros dura algumas décadas como para o vírus da varicela e zoster: depois dos 50 anos deve se vacinar novamente.

3). E tem casos como o vírus da gripe, influenza e outros que esta memória dura 1 ano, requerendo dose anuais para se proteger. Parece que no caso do coronavírus 19 a imunidade dura 6 a 12 meses, mas isto ainda está sendo estudado de forma mais profunda, sendo apenas extrapolações de outras situações para a que estamos vivendo!

Se for deste jeito, já estou me preparando para receber a terceira dose da vacina, pois vai completar 6 meses que tomei a segunda dose, e como sou precavido, quero tomar logo para ficar protegido! É por isto que tem gente que já teve a doença, e tá pegando de novo! Teve a um ano atrás, por exemplo! A imunidade de quem já teve a doença ou de quem tomou a vacina dura entre 6 meses e um ano. E pensar que tem gente que nem tomou a primeira dose!!!!

REFLEXÃO FINAL

Tudo que escrevi acima, seria o normal acontecer em um ambiente de vacina em massa e rápida, tipo vacinar a todos em 3 meses. Se a vacinação demorar muito mais que isto, além da imunidade de 6 a 12 meses acabar, ainda no meio da campanha para parte da população, teremos grupos de vírus que se modificam naturalmente no meio deste período, correndo-se o risco de a vacina perder efeito!

O mais impactante é que tudo isto está escrito nos livros de imunologia de 1980 e 1990. Aliás, naquela época, já se sabia a diferença entre um protozoário e um vírus, e aprendi isto no colégio, o mesmo que em cada sala de aula tinha um globo terrestre “redondo”!

Alberto Consolaro – professor titular da USP na FOB- Bauru-SP  consolaro@uol.com.br

 

Este barco também é seu - Gervásio Antônio Consolaro

  
USS Benfold, Navio

Ao participar de um Seminário Internacional na Fundação Getúlio Vargas, de Administração Pública Moderna, foi demonstrado o sucesso da administração de um navio, reiventando a gestão do USS Benfold, Navio de guerra americana, com práticas inovadoras aplicadas pelo novo comandante Capitão-de-Mar-e- Guerra D. Michael Abashoff. - navio a serviço naval na Esquadra do Pacífico, com uma máquina de combate admirável: 8.600 toneladas de blindagem protegendo o mais avançado arsenal, de mísseis computadorizados da Marinha americana; uma tripulação altamente treinada de 310 homens e mulheres -.

      Quem busca uma cultura de paz pode aprender alguma coisa útil com a história de sucesso de uma navio de guerra? Até que ponto a gestão de uma embarcação que procurou ser a melhor de sua categoria pode servir de referência para organizações privadas e públicas que visem atender as necessidades da sociedade?

      Afinal, a estrutura das organizações modernas não se baseia na arte da guerra? Não foi dela que vieram termos tão comuns ainda hoje, como quartel-general, estratégia, tática, linha de comando e tantas outras?

       Entretanto em sua administração de linha militar, constatou-se em sua tripulação, várias estórias de vida, muitas vezes sofrida, limitada, cheia de percalços, desafios estimulantes, companheirismo, alegria, realizações.

       Descobriu-se que o potencial de cada pessoa e sobre como ele pode florescer de modo surpreendente, se lhe proporcionarem as condições adequadas e uma liderança inspiradora, e competente, que saiba mobilizar as melhores energias das pessoas com as quais trabalha.

       Competências sutis, como saber ouvir com atenção; praticar a aceitação positiva incondicional; elevar a autoestima por meio de proposição de “equações impossíveis” (aquilo que queremos mas ainda não sabemos como obter), voltadas para a superação de limites; utilizar estratégias muito bem elaboradas para vencer quaisquer ortodoxias (tipo: sempre foi feito assim, gerou sucesso no passado e, portanto está fora de discussão).

       Para desenvolver essas competências, o líder precisa encarar alguns desafios significativos. O primeiro é questionar seus próprios modelos mentais, a “formatação” do seu pensamento, que muitas vezes funciona com o um filtro pelo qual passa apenas o que se ajusta ao que já é conhecido e aceito como verdade. O segundo é criar um ambiente de confiança inequívoca, no qual todas as pessoas do grupo possam externar livremente não apenas as suas ideias, mas também seus anseios, medos e fraquezas. Um ambiente em que as pessoas (inclusive o líder) possam admitir e aceitar a própria vulnerabilidade.

      E, por fim, o desafio de estabelecer um propósito claro, muito bem articulado, quem possa ser entendido sem dubiedades por todos os que compõem o grupo, sem exceção. Além disso contar com um sólido conjunto de princípios que sejam a expressão de valores inegociáveis e inalienáveis. 

GERVÁSIO ANTÔNIO CONSOLARO - diretor regional da  Assoc. Fiscais de Rendas-SP, consultor tributário, agente fiscal de rendas aposentado, ex-delegado regional tributário, ex-assessor executivo da Prefeitura de Araçatuba, administrador, contador, bacharel em Direito, pós-graduado em Direito Tributário, curso  de gestão pública avançada pela Amana  Key e coach pela SBC.     

Programação de filmes no Cineflix do Shopping Praça Nova, Araçatuba, de 10 a 16/06/2021

 

Alice e Peter, onde nascem os sonhos 

GODZILLA VS KONG (D) (DUBLADO) (GODZILLA VS KONG) Classificação: 14 anos, Ano de Produção: 2020, Idioma: INGLÊS, Diretor: Adam Wingard, Duração: 01:53:00h, com: Alexander Skarsgård, Millie Bobby Brown, Rebecca Hall 

SALA 4 

10/06/2021 - Quinta-Feira: 19:10h 11/06/2021 - Sexta-Feira: 19:10h 12/06/2021 - Sábado: 19:10h 
13/06/2021 - Domingo: 19:10h 14/06/2021 - Segunda-Feira: 19:10h 15/06/2021 - Terça-Feira: 19:10h 16/06/2021 - Quarta-Feira: 19:10h 

MORTAL KOMBAT (D) (DUBLADO) (MORTAL KOMBAT) Classificação: 16 anos, Ano de Produção: 2020, Idioma: INGLÊS, Diretor: Simon McQuoid, Duração: 01:50:00h, com: Lewis Tan, Jessica McNamee, Josh Lawson 

SALA 1 

10/06/2021 - Quinta-Feira: 16:35h 11/06/2021 - Sexta-Feira: 16:35h 12/06/2021 - Sábado: 16:35h 
13/06/2021 - Domingo: 16:35h 14/06/2021 - Segunda-Feira: 16:35h 15/06/2021 - Terça-Feira: 16:35h 16/06/2021 - Quarta-Feira: 16:35h 

CRUELLA (D) (DUBLADO) (CRUELLA) Classificação: 12 anos, Ano de Produção: 2019, Idioma: INGLÊS, Diretor: Craig Gillespie, Duração: 02:14:00h, com: Emma Thompson, Emma Stone, Paul Walter Hauser 

SALA 5 

10/06/2021 - Quinta-Feira: 16:00h - 18:45h 
11/06/2021 - Sexta-Feira: 16:00h - 18:45h 12/06/2021 - Sábado: 16:00h - 18:45h 13/06/2021 - Domingo: 16:00h - 18:45h 14/06/2021 - Segunda-Feira: 16:00h - 18:45h 
15/06/2021 - Terça-Feira: 16:00h - 18:45h 16/06/2021 - Quarta-Feira: 16:00h - 18:45h 

INVOCAÇÃO DO MAL 3: A ORDEM DO DEMÔNIO (D) (DUBLADO) (THE CONJURING: THE DEVIL MADE ME DO IT) Classificação: 14 anos, Ano de Produção: 2020, Idioma: INGLÊS, Diretor: Michael Chaves, Duração: 01:52:00h, com: Vera Farmiga, Patrick Wilson, Julian Hilliard 

SALA 1 

10/06/2021 - Quinta-Feira: 19:00h 11/06/2021 - Sexta-Feira: 19:00h 12/06/2021 - Sábado: 14:10h - 19:00h 13/06/2021 - Domingo: 14:10h - 19:00h 14/06/2021 - Segunda-Feira: 19:00h 15/06/2021 - Terça-Feira: 19:00h 16/06/2021 - Quarta-Feira: 19:00h 

SALA 2 

10/06/2021 - Quinta-Feira: 17:05h - 19:30h 
11/06/2021 - Sexta-Feira: 17:05h - 19:30h 12/06/2021 - Sábado: 14:40h - 17:05h - 19:30h 
13/06/2021 - Domingo: 14:40h - 17:05h - 19:30h 
14/06/2021 - Segunda-Feira: 17:05h - 19:30h 
15/06/2021 - Terça-Feira: 17:05h - 19:30h 
16/06/2021 - Quarta-Feira: 17:05h - 19:30h 

ALICE E PETER, ONDE NASCEM OS SONHOS (D) (DUBLADO) (COME AWAY) Classificação: 12 anos, Ano de Produção: 2020, Idioma: INGLÊS, Diretor: Brenda Chapman, Duração: 01:34:00h, com: Angelina Jolie, David Oyelowo,  Gugu Mbatha-Raw 

SALA 3 

10/06/2021 - Quinta-Feira: 15:20h 11/06/2021 - Sexta-Feira: 15:20h 12/06/2021 - Sábado: 15:20h 
13/06/2021 - Domingo: 15:20h 14/06/2021 - Segunda-Feira: 15:20h 15/06/2021 - Terça-Feira: 15:20h 16/06/2021 - Quarta-Feira: 15:20h 

SPIRIT: O INDOMÁVEL (D) (DUBLADO) (SPIRIT UNTAMED) Ano de Produção: 2020, Idioma: INGLÊS, Diretor: Elaine Bogan. Ennio Torresan, Duração: 01:27:00h, com:

SALA 4 

10/06/2021 - Quinta-Feira: 15:10h - 17:10h 
11/06/2021 - Sexta-Feira: 15:10h - 17:10h 
12/06/2021 - Sábado: 15:10h - 17:10h 13/06/2021 - Domingo: 15:10h - 17:10h 14/06/2021 - Segunda-Feira: 15:10h - 17:10h 
15/06/2021 - Terça-Feira: 15:10h - 17:10h 16/06/2021 - Quarta-Feira: 15:10h - 17:10h 

SALA 5 

12/06/2021 - Sábado: 14:00h 

13/06/2021 - Domingo: 14:00h 

ESPIRAL: O LEGADO DE JOGOS MORTAIS (DUBLADO) (SPIRAL: FROM THE BOOK OF SAW) Classificação: 14 anos, Ano de Produção: 2020, Idioma: INGLÊS, Diretor: Darren Lynn Bousman, Duração: 01:33:00h, com: Samuel L. Jackson, Chris Rock, Max Minghella 

SALA 3 

10/06/2021 - Quinta-Feira: 17:20h - 19:20h 
11/06/2021 - Sexta-Feira: 17:20h - 19:20h 12/06/2021 - Sábado: 17:20h - 19:20h 13/06/2021 - Domingo: 17:20h - 19:20h 14/06/2021 - Segunda-Feira: 17:20h - 19:20h 
15/06/2021 - Terça-Feira: 17:20h - 19:20h 16/06/2021 - Quarta-Feira: 17:20h - 19:20h

Estou com uma gripezinha

 


Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Araçatuba-SP

O cronista vai vivendo, seus leitores tirando as lições  com esta minha mania de falar tudo. Há alguns amigos que me alertaram: não viaje para Goiás, estado brasileiro da plantação de tomates e das duplas sertanejas. 

Já foi. Agora é terra de líderes religiosos, quase todos maus pastores. Meu filho se casou com uma goiana, tenho dois netos goianos. Meninão deixou de ser paulista. Vestiu a camisa do ecossistema do cerrado. 

Vacinados, eu e a Helena fomos visitar os parentes em Catalão-GO, depois de vacinados. Afinal, só vê-los por imagens digitais, não há coração que aguente. Fomos de carro, que isola mais os viajantes.

Tomamos os cuidados necessários na convivência entre as famílias lá em Catalão, fizemos alguns passeios pela zona rural. E só. Depois de oito dias da chegada, na volta a Araçatuba, tive um ataque de tosse, coisas de meu refluxo. Agarraram o Consa e o levaram para os exames. Refuguei, aí me chamaram de negacionista. Foi a mesma coisa de xingar a mãe. E não é que testei positivo. A enfermeira do laboratório me enfiou espátula no nariz e na garganta, quase lati, me senti um canino. 

Nesse tempo de pandemia, não se pode mais tossir.  É como fazer cocô ou xixi (usando um vocabulário infantil), só no banheiro. Não se trata só de questão de higiene, é autoproteção também. Só porque tossi na frente da família, fui arrastado ao laboratório.

Ainda bem que eu estava vacinado, porque assim a covid-19 virou mesmo uma gripezinha. E com a assistência médica de meu sobrinho Sílvio Bianco Consolaro (Araçamed), estou curtindo uma quarentena no quarto de minha casa que virou a cela, e a Helena é minha carcereira:

- Hora da boia - grita! E entrega a comida pela janela. 

Por que meu amigo me alertou para não viajar a Goiás? Quer saber a resposta, caro leitor? É que paulistas que voltaram de lá, chegaram com um presente: covid 19. O vírus de lá não respeita nem vacina. Disso sou testemunho. Bolsonaro faz visitas constantes ao estado, amigão do governador Ronaldo Caiado.  

Tudo brincadeira de um cronista contaminado. O povo  irmão, família unida. A pátria, nem tanto, anda ameaçada pelo vírus da incompetência do autoritarismo. 

8.6.21

Copa América - bola quadrada

Antônio Reis (*)

A Copa América em plena pandemia que já matou quase meio milhão de brasileiros se tornou um dos assuntos mais comentados da primeira semana de junho. O inexpressivo torneio é mais um caça-níquel da Conmebol do que uma competição esportiva capaz de orgulhar o vencedor, principalmente quando se trata de Brasil, pentacampeão mundial, Argentina ou Uruguai, ambos vencedores de duas Copas do Mundo.

A mais antiga competição entre seleções de futebol começou em 1916. Foi criada para comemorar o centenário da independência dos hermanos argentinos, os primeiros a sediá-la e os primeiros a vencê-la. Os brasileiros mais encardidos já começam a torcer o nariz, antes mesmo de saber que o país de Dieguito Maradona tem “apenas” cinco títulos a mais que o Brasil: 14 a 9. Empatamos com eles na artilharia, pois Norberto Méndez  e Zizinho marcaram 17 gols na competição. No entanto, o danado do argentino precisou de três edições para chegar ao feito e o brasileiro para igualar a façanha careceu de seis edições.

Em 1959 teve uma treta envolvendo Conmebol, Argentina e Equador. O país do brother Che Guevara era sede, mas a entidade que “organiza” a competição recebeu um apelo do Equador, que naquele ano inauguraria um moderno estádio em Guayaquil, para sediar a competição. A marrenta Argentina não abriu mão de seu direito e naquele ano foram duas Copas América. O Brasil participou de ambas e não foi campeão de nenhuma. A Argentina se sagrou campeã em casa e o Uruguai, maior vencedor da competição com 15 títulos, levantou o caneco no Equador.

Pelé é tricampeão mundial, mas não tem título da Copa América, competição que disputou apenas uma vez, justamente no bizarro 1959, quando a seleção canarinho perdeu o título para quem?  Ar-gen-ti-na. O Brasil ficou 40 anos sem ganhar uma Copa América, pois foi campeão em 1949 e depois só em 1989. Aliás, se Copa América fosse parâmetro, o Brasil seria a terceira força do continente que tem nove títulos mundiais contra 12 dos europeus. 

Essa é “prá acabar”. Em 1918, a competição não foi disputada por causa da gripe espanhola, que ao contrário da pandemia de covid-19 foi generosa com os brasileiros, pois espanholou Rodrigues Alves, o presidente da República. A polêmica envolvendo Copa América em 2021 tem sido tão atípica, que colocou do mesmo lado o engajado apresentador de televisão Casagrande e o alienado Neymar. Ambos são contra a Cova América no Brasil.

Como as relações entre Tite e a cúpula da CBF já não eram boas, azedaram de vez diante da inédita rebelião de uma Seleção Brasileira perante uma competição oficial. Talvez isso explique o porquê de Renato Gaúcho ter recusado a proposta do Corinthians. Fala sério, galera: a Copa América é bola quadrada ou não?

(*) Antônio Reis é jornalista e ativista do Grupo Experimental da AAL. antonio.reis.jornalista@gmail.com 

Rui Barbosa pisou na bola - Copa América

Caricatura de Rui Barbosa
Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Araçatuba-SP

Jogador de futebol e tocador de violão não tinham prestígio algum, não eram valorizados como são agora. Era gentinha ordinária. Assim era na época vivida por Rui Barbosa.

Na reorganização de minha biblioteca, achei um livro antigo, publicado em 1949 por Cecília Meireles chamado "Rui, pequena história de uma grande vida", que nele estudou meu saudoso cunhado Yukio Nagai. 

Rui era o Rui Barbosa, cantado em verso e prosa. Com ele, baiano ganhou a fama de ter cabeça grande porque é muito inteligente. A publicação do livro era uma forma da Casa de Rui Barbosa" comemorar os 100 anos de nascimento do herói brasileiro.    

No final de cada capítulo, a escritora brasileira escreve um pensamento significativo do nosso Rui Barbosa. No final do capítulo "Menino prodígio", ela transcreveu entre aspas o pensamento do biografado: "Porque só há uma glória; e essa não conhece a soberba nem a fatuidade." Fatuidade significa presunção e vaidade.  

Naquela época, o caso que será contado aconteceu em 1916 (e não mudou muito), as pessoas faziam belos discursos, mas a prática era outra. E Rui Barbosa não escapou da hipocrisia humana.

Toda vez que há a Copa América (disputa de seleções do futebol sul-americano), algum jornalista iconoclasta derriça a imagem de nosso político intelectual. É bom dizer que ele disputou várias eleições, duas vezes para presidente da República.
Capa do livro escrito por
Cecília Meireles

O site "História do Futebol", em 2010, contou o seguinte fato cuja narrativa reproduzo  abaixo em itálico e na cor cinza:

No mês de julho de 1916, quando a seleção brasileira foi disputar o primeiro campeonato sul-americano, em Buenos Ayres, havia escassez de navios devido à primeira grande guerra mundial. O navio disponível era o Júpiter, que levaria à capital argentina a delegação Plenipotenciária do Brasil que iria participar de um Congresso do Centenário de Tucuman e que foi fretado para esse fim, tendo apenas um terço dos seus camarotes ocupados.

Em face disso, o ministro do Exterior, Lauro Miller, pensou em embarcar a nossa delegação de futebol, também no Júpiter, e comunicou para o Conselheiro Rui Barbosa, que era o chefe da comitiva diplomática:


“Olha, Sr. Conselheiro, os jogadores brasileiros que irá para o sul-americano de futebol também viajarão no Júpiter. Estou telefonando para avisar-lhe da minha decisão”.


No mesmo instante, veio a resposta de Rui Barbosa:
“Pois saiba o senhor que eu, minha família e meus auxiliares não viajamos com essa corja de malandros”.


“Mas, senhor Conselheiro, eles são jogadores da nossa seleção”.


Futebolistas é sinônimo de vagabundos, e pode escolher imediatamente, senhor Ministro – Ou eles ou eu”.


O navio Júpiter partiu sem os jogadores da seleção que tiveram de viajar de trem até Buenos Ayres. Uma viagem de cinco dias. Eles chegaram no dia da abertura do sul-americano.


Pelo jeito, isso foi dito por Rui Barbosa com muita soberba e fatuidade. 

Fala-se atualmente muito em fake news, mas é um fenômeno antigo. Há muitos heróis da pátria sendo cultuados que não eram tão heróis assim. Verdadeiros fake news.