06 a 20/02/2026, em Goiânia.
Rever filhas/o e netos. Engordar com os doces da Janaina e provar o filet a poivre do Daniel. Passear pela cidade com o/a, excelentes, Olival Freire e Agnes Soares .Participar em debate na UEE, com a UJS, sobre o PCdoB e conhecer camaradas. Conviver com professores/as do Lyceu, colegas da filha Marla. Fantásticos/as. Ótimas conversas e risos. Ressalva: a moela estava horrível! Da Marla: 10 a zero. Alongar essa convivência com uma rabada, para ser chato, coda alla vacinara, arroz, polenta e saladas. Muitas cervejas, debates sobre “quase tudo” e promessas que teremos novos encontro. Já com saudades. Sobremesa: torta de limão da Wanessa.
Depois, 13h para São Paulo. Sem implicâncias, mas as estradas de Goiás e Minas, 70%, drogas
de ruins. E com chuvas. Já em São Paulo, estradas boas, montanhas de radares e pedágio para
enricar mais as burguesias do estado,
cúmplices do bolsonarista nazifascista, forasteiro e incompetente Tarcísio.
Essa aventura toda para assistir Carmina Burana, ballet, no
Teatro Liberdade. (na segunda-feira,
HSPE). E valeram.
Início, preocupado. Já vira centenas de vezes Carmina, em DVD. Filarmônica alemã, coral japonês e
maestro Seiji Osawa. Até estraguei o DVD. Agora, em ballet.
Ambiente imersivo. Cores nas paredes e temas referentes aos
carminas. A tecnologia, luzes e cenografia digital criando
subtextos... a estética servindo a narrativa. O corpo de baile, muito
físico, ágil, narrando a humanidade e seus desejos, nem sempre virtuosos.
A outrora cantata, com o coro ao fundo, que expressa críticas
ao clero, à sua devassidão, a busca por prazeres, questionamento da fé,
luxúria, poder etc é visualizado. Agora, na música e no palco, debate sobre a
humanização, desejos e fraquezas humanas se concretizam.
Carmina, manuscrito, é
a compilação de 254 textos, escritos entre os sec. XI e XIII. Escritores
diversos: monges jovens e adultos, intelectuais eruditos, viajantes etc, em
vários idiomas, textos diferentes, com enormes diversidades. Orgias, amores,
erotismo, blasfêmias, paródias contra a liturgia, críticas à
Cúria Romana, recusa às riquezas etc, estão nessa Camina, manifesto da nossa humanidade. .
Carl Orlaff escolheu 21 desses textos e fez essa obra. E nessa
apresentação, corpos encenam os textos
em danças. Movimentos ágeis expressam certas situações dos textos.
Da roda da Fortuna não se escapa: no final, queimaremos no inferno.
MARCOS F. ALVES é professor aposentado, Araçatuba
PS. Há publicação sobre Carmina. Livro em português: Carmina Burana: Canções de Beuren, pela Amazon.













