AGENDA CULTURAL

1.4.26

O desertor é um santo


Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Araçatuba-SP

Quem declara guerra é filho do demônio, quem apoia é filho da puta. O menino da foto ia para a escola do Irã, mal sabia que sua escola ia ser bombardeada por Israel e morreria. Usei palavrão porque a guerra é mais feia ainda. A televisão anda mostrando uma guerra de aviões, não mostra as imagens de uma guerra no chão, quando muito prédios destruídos. Os corpos despedaçados não são mostrados. Tentam poupar o telespectadores de imagens chocantes. Quando fazem isso exercem um função bélica. BENEDITOS OS COVARDES, QUE SE NEGAM A MATAR SEUS IRMÃOS.

GUERRA: LICENÇA PARA MALDADES

Tudo que é proibido, penalizado, em tempo de paz, é permitido em tempo de guerra. Até bombardear escolas. Guerra é um tempo em que pode tudo, comandado pelo demônio. Árvores e jardins são destruídos, florestas queimadas, cidades bombardeadas. É tempo de perdoar Barrabás e condenar Jesus Cristo. Em tempo de guerra, descobrimos que os seres humanos são maus por natureza.

A CULTURA DA GUERRA

A humanidade se divide em dois: a parte de que se serve do planeta e a que serve o planeta. Os primeiros praticam a violência para se manter ricos, promovem as guerras, acumulam, conjugam o verbo TER. São também chamados de direita. A segunda parte é inclusiva, pratica a solidariedade, Conjuga o verbo SER. Assim criamos a sociedade de classe. É chamada de esquerda. CONSA

CULTURA DA PAZ

O estabelecimento de uma cultura de paz e o desenvolvimento sustentável estão no cerne do mandato da UNESCO, por isso o Donald Trump, presidente dos Estados Unidos não gosta ONU - Organização das Nações Unida, que propunha a paz após a segunda guerra mundial.

Cultura de paz entre as nações, mas também entre as pessoas, na família e nas cidades. Nas sociedades cada vez mais diversificadas de hoje, a a cultura da paz continua cumprindo sua missão humanista fundamental de apoiar as pessoas a se entenderem e trabalharem juntas para construir uma paz duradoura.

A paz é mais do que a ausência de guerra; é conviver com nossas diferenças – de sexo, raça, língua, religião ou cultura – promovendo o respeito universal pela justiça e pelos direitos humanos.

Quase nunca paz é bolso cheio de dinheiro, ter muito dinheiro exige violência e guerra; paz é viver mas permitir que o outro viva também


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