AGENDA CULTURAL

13.1.18

Caraoquê! Quando a noite é uma criança

Fachada do bar
Hélio Consolaro*

Na sexta-feira, 12/01/2017, fui assistir a um belo espetáculo musical no Sesc de Birigui,  Jorge Amado Amor e Mar, apresentado pelo duo Canto Livro, formado por Jean Garfunkel e Joana Garfunkel. Fui acompanhado da Helena, do José Hamilton Brito, Fátima Florentino.

O show apresentou alguns textos consagrados da obra de Jorge Amado (1912 - 2001) em meio a um cenário musical que traz à tona as cores da Bahia retratada pelo autor.

Atuação em dupla
Mas eu sabia que a MPB biscoito fino do Sesc ia terminar no bar do Jack, na esquina das ruas Chiquita Fernandes e Torres Homem em Araçatuba, onde havia caraoquê todas as sextas-feiras, porque para o Hamilton, nosso acompanhante, se não participar de um espetáculo assim,  o fim de semana se torna incompleto.

Jorge Amado Amor e Mar, apresentado pelo duo Canto Livro

O leitor mais apressado vai dizer: 

- Sair de um show de MPB biscoito fino para cair na gritaria de um caraoquê em boteco de esquina, ninguém merece.

Sizar, Fátima Florentino e José Hamilton Brito
Primeiro, é bom explicar que caraoquê tem origem japonesa - 1971 - é também um espetáculo onde qualquer pessoa pode cantar ao microfone, sair do anonimato do banheiro, acompanhada por fundos instrumentais gravados em aplicativos, com letras das músicas na tela. 

Yara Dias canta, fazendo dupla com seu filho
Embora o Sizar, o coordenador do caraoquê do Jack, não seleciona ninguém,  pode se fazer isso para garantir a qualidade. Ninguém é vaiado, porque afinal, o cara pode ser um péssimo cantor, mas um excelente bebedor de cerveja.

No caraoquê dessa última sexta-feira, a noite foi uma criança, apareceu gente de todos os segmentos para cantar. Até havia uns meninos com cara de manos. Só faltava ter caraoquê de rap. Por que não?

Entre o o show do Sesc e o caraoquê do Sizar não havia desnível, apenas diferenças, é uma questão de diversidade. O primeiro foi feito para assistir, ouvir, deleitar; o segundo é muito participativo, terapêutico. Ambos musicais, culturais.

*Hélio Consolaro é professor, jornalista, escritor. Membro da Academia Araçatubense de Letras  

2 comentários:

sergio cezar da silva disse...

Só um homem das letras como o nosso Consa, "PATRIMÔNIO HUMANO CULTURAL DE ARAÇATUBA" para escrever tão bem traçadas linhas tão cheias de picardia, mas tão sinceras e verdadeiras. Caraoquê, como ele faz questão de abrasileirar, é bem isso, diversidade musical, gênero, gostos, humano e acima de tudo uma grande oportunidade para os amadores saírem do armário do chuveiro. E nessa última sexta pudemos ver que isso é extremamente salutar e alegre no caraoquê do Sizar!!!

O Poeta das Multidões disse...

Essa está uma merda, nem citou o meu nome, o mais consagrado e belo cantor de vidioke!! Kkkkkkkkkkk