AGENDA CULTURAL

15.4.20

Terceira guerra mundial está sendo diferente - Cátia Couto

Texto simples, bem eloquente. 


Nasci 75 anos depois do fim da última grande guerra, e desde pequena ouço falar que a Terceira Guerra Mundial. Provavelmente iria dizimar grande parte da raça humana. 

Acho que chegamos nela e nem nos demos conta disso. A diferença é que eu, na minha inocência, acreditava que seria uma briga de algum país rico,contra outro país rico, em busca de alguma riqueza maior ainda. 

Que esses países inventariam bombas terríveis e com toda força bélica iriam demonstrar quem era o mais forte... Errei... Errei feio... Descobri que o país mais forte na terceira guerra mundial, não é o que tem mais armas de fogo. Não é o que investiu em força bélica, ou armamento nuclear. O país que vai ganhar a guerra é aquele que soube investir na ciência, na saúde e em sua infraestrutura hospitalar, porque o inimigo não morre com um tiro, ele é invisível.

Mas, em uma coisa eu estava certa...Muitos vão 
morrer. Mas essa guerra está aí para inverter valores. Veja: o petróleo, sem consumo, não vale nada, não é mais ouro negro como sempre disseram... O ouro hoje é em gel, e transparente... E só serve pra desinfetar.
Shoppings fechados, lojas desertas. Pra que comprar, se ninguém vai ver a bota nova comprada na loja cara logo no lançamento da Coleção outono-inverno?


Carros caros que não saem das garagens. Viagens desmarcadas. A Disney perdeu o encanto, e dessa vez o Trump, pede para que os americanos fiquem em casa, home. Que ganha um novo significado, além de morada vira "abrigo". A muralha da China não impediu que o vírus se espalhasse, acredito que eles fizeram questão de espalhar. E todo o trabalho foi deixado nas "gavetas" e o mundo parou, e eles querem nos enviar ajuda. Pra quê?! 

Tenho a sensação de que tudo parou, o tempo parou. Não posso perder ninguém e nem um segundo a mais, nem ir embora desse mundo sem me despedir. Será que já fiz tudo que vim fazer aqui? Não sei... Essa Guerra me deixou sem chão, verdades tão óbvias de que, quebraram paradigmas. 

Precisou que o mundo parasse e o vírus ameaçasse nossa sobrevivência para que os pais percebessem que educação se faz em casa e o trabalho é importante, e que as escolas são centros de socialização. E ensinar e educar não é fácil

Site: O pensador

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