AGENDA CULTURAL

13.5.26

Ed Mota e Salvador Dali


PORTUGAL E BRASIL

FRANCLIM CARVALHO técnico de futebol português, atualmente no Botafogo. FRANKLIN CARVALHO, escritor brasileiro da Bahia.

Por que a escrita do nome é diferente?

Em Portugal, os nomes próprios estrangeiros são transcritos na grafia portuguesa no momento do registro em cartório. O Brasil, como é um país formado por várias nacionalidades, permite-se registrar a criança na ortografia original do nome: Franklin.

ED MOTTA E SALVADOR DALI

Acompanhei o quebra-pau do cantor brasileiro Ed Motta num restaurante pelo noticiário policial da televisão. O estabelecimento o livrou da rolha (trazer a garrafa de vinho de casa e tomar no bar), mas para ele só, mas o vivaldino levou a sua turma e queria que todos ficassem livres da rolha. O garçom falou "não" aí cadeira voou.  

Ed Motta não faz parte do repertório de meus ouvidos, mas busquei no Google as dez canções mais famosas cantadas por ele: Colombina, Fora da lei, Vamos dançar, Vendaval, Tem espaço na van, Baixo rio, Dias de paz, Falso milagre do amor. Com certeza, tenho que tenho leitores que são seus fãs.  

Salvador Dali, pintor espanhol, tinha problema de relacionamento com as mulheres. Até dizem que era homossexual enrustido. Na verdade, era um sujeito exótico.

Uma de suas manias era almoçar em restaurantes levando um grande grupo, mesas grandes, vinhos caros. E sempre insistia em pagar a conta com cheque. Isso em Paris e Nova York. Demorava para assinar o cheque. Virava a folha e desenhava algo: elefantes, cavalos, figuras surreais. E assinava o desenho, como se fosse em quadro. 

Dali sabia o que aconteceria com o cheque, não seria descontado, pois seria guardado como relíquia, colocaria numa moldura para valorizar o restaurante. Valia mais que a comida que deveria ser paga. 

Salvador Dali compreenderia que o valor da sua presença e da sua assinatura já haviam superado o preço de qualquer cardápio (REVISTA BULA)

Em briga de mão, como dizia minha mãe, ninguém sai ganhando. Com certeza, tanto o restaurante como o cantor perderam com tal bafão.

EDUCAÇÃO EM MUTIRÃO - ROTARY

O Rotary Clube Cruzeiro do Sul desenvolve o projeto biblioteca comunitária Hermínia Salibe na base comunitária do Hilda Mandarino em parceria com a Polícia Militar de São Paulo.

Na sexta-feira, 9/6/2026, houve comemoração do Dia das Mães com os usuários da biblioteca, que são crianças e jovens. O trabalho é coordenado pela rotariana Cláudia Prado, sendo o atual presidente Almir Cavazzana.

*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Rotariano. Araçatuba-SP

 

 


Centro de convivência para idosos

 Alexandre Becker


Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Araçatuba-SP

Ouvindo rádio no carro, o locutor defendeu a natureza, disse que precisamos cuidar do meio ambiente, mas não contente, acrescentou: "precisamos também cuidar um do outro". Gostei.

Bem diferente de Trump, numa pequena frase, o radialista expressou seu amor por todos e tentou conquistar pessoas para sua tese amorosa. Oposto ao presidente norte-americano, que na hora de amar uma pessoa sexualmente, estupra-a.  

A tristeza é que o Trump dirige a maior nação do mundo por delegação de seu povo, que felizmente está se virando contra ele. O rico, por si, é prepotente; pior mesmo é o rico herdeiro de uma riqueza, que é um esbanjador, jogador de cartas. Assim é Trump. 

Acredito que o bem vence o mal. Ele encontrará o antídoto entre o seu povo, será uma criatura pior. 

LINGUAGEM DESATUALIZADA

Numa solenidade em que foi homenageado, o ator Lima Duarte, nos seus 96 anos de idade, afrouxou as rédeas do politicamente correto e disse que nunca havia frequentado a zona de meretrício porque só havia mulheres pretas. Não sei por que tal assunto fez parte de seu discurso.

As mulheres não perdoaram a sua provecta idade e lascaram uma sonora vaia. Deu na Folha de São Paulo, na coluna de Mônica Bérgamo. Nós, os idosos, que temos incorporada uma linguagem antiga, precisamos tomar cuidado ao se expressar.

CENTRO DE CONVIVÊNCIA DO IDOSO DE ARAÇATUBA

O crechão como é chamado pelo povo. A família vai trabalhar e deixa o velho ou velha da família na creche, só vem para casa para dormir. Lá joga-se, ri, contam-se piadas, tem os profissionais necessários, torna-se uma comunidade.

É uma atividade da Prefeitura de Araçatuba, portanto paga-se o uso do local com nossos impostos. Foi implantado pelo prefeito Cido Sério, e Dilador Borges construiu uma nova sede.

Precisamos de mais unidades, Araçatuba-SP tem apenas um centro no Jardim Moreira, do outro lado da rodovia Marechal Rondon. Há muito mais velhos na atualidade, inclusive o Consa.

NO SESC, “UM DIA MUITO ESPECIAL”, COM REYNALDO GIANECCHINI

Toda Birigui estava orgulhosa, principalmente as mulheres balzaquianas. Eu me lembrei do colega de magistério Reinaldo, professor de Química. Fomos colegas nos cursinhos do Chaim Zaher. A mãe foi delegada de ensino em Birigui, Heloísa Gianecchini.

A PEÇA TEATRAL:

A peça "Um Dia Muito Especial", estrelada por Reynaldo Gianecchini e Maria Casadevall, é uma adaptação teatral do clássico filme italiano de 1977 de Ettore Scola. Com direção de Alexandre Reinecke, o espetáculo aborda temas como preconceito, amor e o papel da mulher, com temporadas de sucesso em 2025 e 2026.

30.4.26

5x2. É preguiça?


 Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Araçatuba-SP 

O sociólogo italiano Domênico De Masi, falecido há poucos anos, inventou o termo "ócio criativo", não se trata de preguiça. 

A ocupação de nosso tempo se dá em  três categorias:  trabalho: para gerar riqueza; estudo: para gerar conhecimento.; lazer: para gerar bem-estar e alegria.

A tecnologia ampliou o tempo do lazer. Já tivemos época, na revolução industrial, que a jornada de trabalho variava de 12 a 16 horas, começando às 5h da manhã, com 30 minutos para o almoço. Mulheres e crianças trabalhavam intensamente ganhando menos. O patronato sempre foi escravocrata. 

Atualmente  o lazer tornou-se uma mercadoria, facilitada pelo ócio proporcionada pela tecnologia, mas os patrões usam mais esse ócio do que os empregados. Daí, a proposta da jornada 5x2, para haver uma democratização do descanso.

A jornada mais curta de trabalho agrada as empresas que atuam no lazer, na cultura, no esporte e no turismo. Com a folga, o mercado ficará mais amplo.

Neste Primeiro de Maio,  a redução de jornada será a pauta mais forte nos discursos dos sindicalistas. Afinal, a condenada preguiça é sinal de corpo cansado, espírito estressado, precisando de ócio.

DONALD TRUMP É NERO REENCARNADO?

Não sabemos, temos dúvidas, se Nero de fato incendiou Roma ou foi fruto do acaso e caiu nas costas dele, carrega um fardo histórico. Quando Trump ameaçou com palavras duras em acabar com a raça iraniana, se estava pensando em soltar a bomba atômica sobre o Irã. Corre-se pela internet que Trump pediu ao general o código atômico, mas lhe foi negado. Parece que essa dúvida vai ficar na história da humanidade.
Se eu acreditasse em reencarnação, eu diria que Trump é Nero reencarnado, piorado, porque ele quer destruir o mundo.
PREFEITURA DE OSASCO DESCARTA LIVROS IRREGULARMENTE

Prefeito: Gerson Pessoa (Podemos). Eleito com 75% dos no primeiro turno.

Certamente o prefeito não ficou sabendo, há um secretário de Cultura e uma bibliotecária responsável com formação superior. Nisso tudo o que vai arder será o lombo do prefeito.

Em último caso se leva o livro para a reciclagem de papel. Uma forma de não jogar livro no lixo é criar pontos de leitura nos lugares de alta frequência de público pela cidade. As pessoas pegam livros e levam para casa, devolvendo ou não após leitura. Ou também doar seus livros ao ponto.

Conforme, as pessoas vão doando livros, juntam-se muitos títulos repetidos na biblioteca. Não se pode pôr livros com informações desatualizados nos pontos leituras. Livros ultrapassados vão para a reciclagem de papel.   


27.4.26

Trump, o Nero, tentou soltar a bomba atômica?

Thomas Toledo
 

Segundo Larry Johnson, ex-diretor da CIA, Donald Trump teria se desentendido com generais ao solicitar acesso aos códigos nucleares. Ao que consta, os militares do Estado-Maior se negaram a fornecer, criando um clima de constrangimento na alta cúpula do poder estadunidense. Trump teria ficado furioso, mas mesmo assim não permitiram que ele jogasse o mundo no abismo.


A Casa Branca negou que isso tenha acontecido. Seja verdade ou mentira, é óbvio que negariam. Nenhum governo assumiria publicamente uma cena dessas, ainda mais envolvendo um chefe de Estado e o instrumento mais destrutivo já criado pela humanidade.


Só que mesmo sem confirmação, a hipótese não parece absurda quando se conhece o temperamento celerado de Trump. Estamos falando de um ditadorzinho impulsivo, autoritário, inconsequente e ridiculamente vaidoso, acostumado a agir como se o Estado fosse extensão do próprio ego. Um sujeito movido por capricho, que humilha aliados, testa limites institucionais e reage mal sempre que encontra qualquer freio à sua vontade.


A questão não é apenas se o episódio aconteceu exatamente como foi narrado, mas todos no mundo sabem que Trump é perfeitamente capaz de produzir um cenário em que militares da mais alta patente precisem contê-lo por causa da própria irresponsabilidade. Isso é totalmente compatível com sua trajetória infantilizada de jamais aceitar que exista lei, protocolo, prudência ou autoridade acima de seus impulsos animalescos.


Se houve mesmo esse contencioso, os generais cumpriram o papel que tanta gente se recusou a cumprir: o de serem os adultos na sala. Adultos diante de um bebê narcisista com poder demais nas mãos e nenhuma responsabilidade sobre o que faz. Adultos diante de um bebezão idoso que confunde força com birra, liderança com espetáculo e autoridade com licença para fazer qualquer coisa apenas para se envaidecer.


Num mundo racional, ninguém sequer cogitaria que um presidente pudesse flertar com a ideia de empurrar o planeta para uma hecatombe nuclear por impulsividade, egolatria ou mesmo para uma ameaça teatral. No universo trumpista, porém, até o impensável se torna possibilidade. Trump mente, mente, mente e mente, mas seu séquito segue acreditando. Não é à toa que figuras públicas dos Estados Unidos levantem cada vez mais dúvidas sobre sua sanidade mental e sua capacidade de exercer o poder sem arrastar o mundo inteiro para o desastre.


Esse talvez seja o traço mais assustador do trumpismo: transformar o absurdo em hipótese plausível, de modo que um delírio pessoal possa colocar o mundo todo em risco. (Thomas Toledo)

24.4.26

Santidade coletiva


 Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Araçatuba-SP

A Santa Casa de Misericórdia de Araçatuba completará em 20/03/2027 100 anos. Vou me atrever a escrever alguma coisa, mais como cidadão, usuário, pois o finado médico Oscar Gurjão Cotrim me livrou do apêndice infeccionado em 1963 no prédio antigo da SC. Eu tinha 15 anos.

Não havia INSS e nem SUS, ou pagava-se à vista ou era atendido pela misericórdia da casa santa, uma dependência popularmente chamada de “salão”. Onde pobre quase indigente era internado.

Meus pais que eram pobres brancos não quiseram largar o filho recém-operado naquele quarto sem paredes.  Pediu socorro ao patrão, Waldemar Alves, o mesmo que deu nome a uma avenida na cidade. Deu certo. E foi pagando mensalmente as despesas hospitalares. E a Santa Casa foi crescendo na vertical, era quase o único hospital da cidade, havia também a Maternidade Santa Teresinha e o Hospital São Sebastião.

Até um certo tempo, um grupo de freiras exercia seu ministério, a enfermagem, no hospital. Eram chamadas de “irmãs de caridade”. Por causa disso, para a população, o hospital era coisa da igreja católica.

Santa Casa é um legado da colonização portuguesa. No Brasil, as primeiras foram da cidade de Olinda e Santos. Hoje temos 2.500. De onde vinha dinheiro para sua manutenção? Não se cobrava tanto imposto naquela época, então a assistência social era feita pela igreja católica que incentivava os endinheirados a fazer suas doações.    

Atualmente, são hospitais públicos, mas não governamentais, que prestam serviços ao Sistema Único de Saúde. Mas para chegar ao que estamos agora, houve muita luta. Até foi feita campanha de arrecadação, através de recolhimento de uma taxa pela conta luz.

Há muitas ruas de Araçatuba com nome de gente, homenagem a pessoas que fizeram alguma coisa pela cidade. O nome Manuel Pereira Mil Homens, está numa rua que passa ao lado do Mercadão Municipal. Então, ele foi presidente da assembleia de criação da Santa Casa Araçatuba em 20/03/1927.

O chefe da mesa diretora da Santa Casa sempre se chamou “provedor”.oHhHHHHHHH         Era o cara que provê, abastece, providencia dinheiro que saía, com seu prestígio, buscar dinheiro na cidade, nas entidades governamentais, empresas para a Santa Casa de Araçatuba. Certamente, a entidade fará alguma publicação contando sua história nos detalhes no século de existência. Essa saga não pode ser esquecida.

Os abastados e os remediados ajudam, os pobres alugam o seu trabalho, cobram proteção. De um jeito ou de outro todos os cidadãos ajudam a pôr a Santa Casa para funcionar 24 horas por dia. É uma santidade coletiva. 

15.4.26

A cultura de Araçatuba e região


 Hélio Consolaro*

Radiografia da cultura na região de Araçatuba (final de 2024 e início de 2025) mostra demanda reprimida e anseio por eventos (Fundação Seade - sistema estadual de análise de dados estatísticos - caráter estadual)

Os dados divulgados por essa fundação do governo estadual na semana passada pelos órgãos jornalísticos de Araçatuba (manchete da Folha da Região), que orientam as autoridades estaduais  e as prefeituras nas suas ações não repercutiram entre as autoridades de Araçatuba, nem mesmo na última reunião do Conselho Municipal de Políticas Culturais. A pesquisa pareceu exercícios para satisfazer egos acadêmicos.  

Ela apontou que o a nossa região e Araçatuba não está bem na pesquisa no quesito cultural, principalmente na realização dos grandes eventos. Cadê a Virada Cultural promovida pelo estado e município anual com artistas de renome nacional cujos shows eram apresentados gratuitamente em teatros e praças públicas.

E por feliz ou infeliz coincidência, um exemplo da realidade, Araçatuba vive o drama do fechamento da sede Associata - Associação dos Artistas Teatrais da Região de Araçatuba, fundada desde 2008, quando era prefeita Marilene Magri (PSDB). A entidade é responsável, juntamente com a secretaria Municipal Cultura de Araçatuba, pela realização do Festara - Festival de de Teatro de Araçatuba, que promove anual apresentações de companhias teatrais de todo o Brasil.  

Na administração municipal anterior, liderada por Dilador Borges (PSD): nada de Virada Cultural e deu as costas para o Sesc. Este quadro não pode ser piorado quando na atual administração, Lucas Zanatta (PL), temos o orgulho de ter como secretária municipal de Cultura uma bailarina.  

NOSSA REGIÃO

Estamos falando de cultura no sentido amplo e diverso, antropológico. Cultura caipira, popular, gospel, clássica.

A região Noroeste é composta por pequenos municípios. Algumas prefeituiras não têm um órgão específico da cultura, quando se faz alguma coisa é trazer uma dupla sertaneja. Se há alguma divisão específica para a cultura na prefeitura, ela precisa ser dirigida por uma pessoa do meio cultural, que entenda do assunto.

Não é o caso de Birigui, Penápolis, Buritama, Guararapes, Andradina. Araçatuba possui secretaria. Nesses municípios a cultura está orçamento municipal, há preocupação com a formação cultural de seus munícipes.   

Uma cidade não é apenas um aglomerado de casas, cada núcleo urbano tem uma característica, um rosto diferente que é dado pela cultura. Cultura não é supérfluo, reunião de bacanas, é jeito de viver. 

*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Membro das academias de letras de Araçatuba, Andradina, Penápolis e Itaperuna-RJ 

 

12.4.26

Em avaliação, a cultura de Araçatuba e região

Sede da Fundação Seade - São Paulo

Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Ex-secretário de Cultura

Radiografia da cultura na região de Araçatuba (final de 2024 e início de 2025) mostra demanda reprimida e anseio por eventos (Fundação Seade - sistema estadual de análise de dados estatísticos - caráter estadual)

Os dados divulgados por essa fundação do governo estadual na semana passada pelos órgãos jornalísticos de Araçatuba (manchete da Folha da Região), que orientam as autoridades estaduais  e as prefeituras nas suas ações não repercutiram entre as autoridades de Araçatuba, nem mesmo na última reunião do Conselho Municipal de Políticas Culturais. A pesquisa pareceu exercícios para satisfazer egos acadêmicos.  

Ela apontou que o a nossa região e Araçatuba não está bem na pesquisa no quesito cultural, principalmente na realização dos grandes eventos. Cadê a Virada Cultural promovida pelo estado e município anual com artistas de renome nacional cujos shows eram apresentados gratuitamente em teatros e praças públicas.

E por feliz ou infeliz coincidência, um exemplo da realidade, Araçatuba vive o drama do fechamento da sede Associata - Associação dos Artistas Teatrais da Região de Araçatuba, fundada desde 2008, quando era prefeita Marilene Magri (PSDB). A entidade é responsável, juntamente com a secretaria Municipal Cultura de Araçatuba, pela realização do Festara - Festival de de Teatro de Araçatuba, que promove anual apresentações de companhias teatrais de todo o Brasil.  

Na administração municipal anterior, liderada por Dilador Borges (PSD): nada de Virada Cultural e deu as costas para o Sesc. Este quadro não pode ser piorado quando na atual administração, Lucas Zanatta (PL), temos o orgulho de ter como secretária municipal de Cultura uma bailarina.  

NOSSA REGIÃO

Estamos falando de cultura dos sentido amplo e diverso, antropológico. Cultura caipira, popular, gospel, clássica.

A região Noroeste é composta por pequenos municípios. Alguns não têm um órgão específico da cultura, quando se faz alguma coisa é trazer uma dupla sertaneja. Se há alguma divisão específica para a cultura, ela precisa ser dirigida por uma pessoa do meio cultural, que entenda do assunto.

Não é o caso de Birigui, Penápolis, Buritama, Guararapes, Andradina. Araçatuba possui secretaria. Nesses municípios a cultura está orçamento municipal, há preocupação com a formação cultural de seus munícipes.   

Uma cidade não é apenas um aglomerado de casas, cada núcleo urbano tem uma característica, um rosto diferente que é dado pela cultura. Cultura não é superfluo,   



9.4.26

Saramago em três linguagens



 

Hélio Consolaro*

Gosto de ver livros transformados em filmes, sempre a forma escrita é melhor. As palavras permitem mais a participação do leitor, mais elásticas.

Com o livro de Saramago, a minha experiência foi potencializada, pois o livro foi transformado em filme e peça de teatro. Estive presente nas três mídias.  

Livro: Ensaio sobre a cegueira
Autor: José Saramago
Ano de publicação: 1995, há 31 anos

Sinopse: A obra narra a história da epidemia de cegueira branca que se espalha por uma cidade, causando um grande colapso na vida das pessoas e abalando as estruturas sociais. Na época não tínhamos passado pela epidemia da covid-19

Em 1998, Saramago ganhou o Nobel de Literatura. Ele foi o primeiro e, até hoje, o único escritor de língua portuguesa a receber a distinção máxima da literatura mundial, concedida pela Academia Sueca por sua obra caracterizada pela imaginação, compaixão e ironia. Ele morreu em 18/06/2010.

José Saramago foi convidado à première de Ensaio Sobre a Cegueira em Cannes, mas seus médicos o proibiram de viajar. Desta forma, o diretor Fernando Meirelles foi até Lisboa para lhe mostrar o filme.

Filme: Ensaio sobre a cegueira (mesmo título), dirigido por Fernando Meirelles (2008) é uma coprodução da brasileira O2 Filmes com a canadense Rhombus Media e a japonesa Bee Wine. O longa é baseado no livro do mesmo título do escritor português José Saramago. Não foi fácil encontrar o filme nas plataformas. Atualmente você encontra-o gratuitamente no YouTube.

Teatro: Ensaio sobre a cegueira (mesmo título). Trata-se de uma montagem do renomado Grupo Galpão, mineiro, BH,  inspirada no  romance de José Saramago, com cenário minimalista. O teatro do Sesc Birigui transformou-se num galpão. Nove personagens.

 A peça, que estreou em 2025 e segue em turnê em 2026, chegando ao Sesc Birigui, traz uma reflexão contundente sobre os limites entre a civilização e a barbárie, utilizando a distopia da obra para comentar o tempo presente. 

A peça é uma produção do Grupo Galpão, apresentada com apoio do Ministério da Cultura e Petrobras.

CONCLUSÃO

Apesar do livro todo ser metafórico, como Saramago é um racionalista, não permite várias leituras. Assim, a obra não foi alterada no filme e nem no teatro. É bom dizer que Ensaio sobre a cegueira foi escrita antes da pandemia covid-19.   

O livro apresenta a humanidade num futuro distópico, como fosse uma ficção científica que apresenta um futuro nada animador. Como em 1984, do escritor inglês George Orwell.

Com certeza, José Saramago recebeu o prêmio Nobel de literatura por causa do livro “Ensaio sobre a cegueira”.

*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Membro da Academia Araçatubense de Letras. 

7.4.26

Bicicleta elétrica


Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Araçatuba-SP

O pedestre é o sujeito que anda com seus próprios pés, é o transeunte mais vulnerável do trânsito, depois vem o ciclista. Atualmente surgiu um veículo novo: a bicicleta elétrica (sem acelerador), que pode ser dirigida a partir dos 16 anos, não precisa de CNH.

Já andei muito de bicicleta em Araçatuba-SP, trabalhando em firmas como oficce boy. Ela também era o meu veículo para passeios e pescaria. Eu fui um bicicleteiro. Ciclista é o esportista, pratica ciclismo nos finais de semana.

Roubaram minha Monark novinha, com cadeado, corrente e tudo. Era pobre roubando pobre. Usei também a mobilete Caloi, Honda 125 e Yamaha também. Até que chegou a época de ter carro e moto.

Abandonei a Yamaha porque eu andava caindo muito. Araçatuba era conhecida como a cidade da bicicleta, a terceira do Brasil. Falava-se. A magrela precisava ser licenciada, tinha placa e podia ser multada.

A moto já é uma bicicleta motorizada a combustível, mas muito potente. Está na moda, conforme permite o nosso código de trânsito, a bicicleta elétrica ou bicicleta de pedal assistido. Araçatuba foi tomada por tais veículos.

Bicicleta Elétrica (ou E-bike): é o veículo que possui motor auxiliar, mas exige que você pedale para que o motor funcione (o chamado pedal assistido). Elas não podem ter acelerador manual e a velocidade máxima permitida é de 32 km/h. Há cada figura em cima de uma bicicleta elétrica, principalmente veinhos e veinhas. De vez em quando são atropelados.

CARRO ELÉTRICO

Na crise do petróleo de 1973, a saída foi o álcool. E o óleo de mamona como biodiesel. Essas alternativas continuam no mercado. Aconteceram durante a ditadura militar. A região Noroeste de São Paulo se tornou um imenso canavial. Nessa época, eu estava lecionando em Rosana-SP, solo árido, só se planava mamona.
Tive um carro somente a álcool, não havia o flex, comprei o zero, havia certa desconfiança do carro com combustível vegetal. Até hoje ainda há gente que prefere abastecer seu pangaré a gasolina.

Atualmente, a saída é o carro elétrico ou híbrido. Ainda mais com o surgimento das placassolares (ou placas solares (ou painéis fotovoltaicos).
Já tive oportunidade de andar num carro totalmente elétrico de um motorista de aplicativo. Puxei o papo com o cara e ele foi contando as vantagens e desvantagens: autonomia de 290 km, ótima para taxista. Ruim para grandes viagens. As corridas ficam mais lucrativas, gasta-se menos em combustível. O carro a gás não pegou.

Automover-se foi uma busca do ser humano. Conseguiu. De vez em quando vem uma crise, mas passageira. E os cientistas trabalham para resolver os problemas. E Deus ajuda, por que não?

2.4.26

Reunião do PCdoB com o deputado Orlando Silva

Em clima de aniversário do  PCdoB, aproveitando a presença do deputado federal Orlando  Silva, realizamos um encontro para compartilharmos alguns problemas da nossa região, análise das eleições de 2026 e fortalecimento do Partido.

Cidades presentes: Lins, Penápolis, Birigui, Araçatuba e Guaraçaí ( as outras cidades da nossa Macro serão também visitadas pelo dep. Orlando Silva.

Foi debatida a questão do rio Tietê, implantação de IFs na  região, entidades associativas e sindicais etc bem como possíveis soluções a serem encaminhadas.

Sobre as eleições, nosso campo tem crescido sob o governo Lula, que tem realizados importantes obras pelo interior paulista. Mesmo assim não podemos negligenciar a extrema direita nazifascista presente em nossas cidades, na tentativa de voltar ao poder, o que seria um desastre , não apenas para o Brasil, mas para o mundo. Essa força se baseia na disseminação do ódio, da corrupção, do quem odeia mais, chora menos etc,. como vimos no malfadado governo bolsonarista.

Ao lado de elegermos Lula e Haddad, elegermos um grande bancada do nosso campo, com todos os partidos que não aceitam os horrores bolsonaristas.

Reunião profícua com ótimos encaminhamentos. Resta agora ousarmos, lutar para impedir o retrocesso em nosso país e, quem ousa lutar, ousa vencer.

Após a reunião, o deputado e comitiva seguiram p ara um encontro com parlamentares em Birigui e visita ao IFT de Birigui. Deputado seguiu viagem para Guaraçaí, Andradina etc.

Comitê Municipal de Araçatuba


1.4.26

O desertor é um santo


Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Araçatuba-SP

Quem declara guerra é filho do demônio, quem apoia é filho da puta. O menino da foto ia para a escola do Irã, mal sabia que sua escola ia ser bombardeada por Israel e morreria. Usei palavrão porque a guerra é mais feia ainda. A televisão anda mostrando uma guerra de aviões, não mostra as imagens de uma guerra no chão, quando muito prédios destruídos. Os corpos despedaçados não são mostrados. Tentam poupar o telespectadores de imagens chocantes. Quando fazem isso exercem um função bélica. BENEDITOS OS COVARDES, QUE SE NEGAM A MATAR SEUS IRMÃOS.

GUERRA: LICENÇA PARA MALDADES

Tudo que é proibido, penalizado, em tempo de paz, é permitido em tempo de guerra. Até bombardear escolas. Guerra é um tempo em que pode tudo, comandado pelo demônio. Árvores e jardins são destruídos, florestas queimadas, cidades bombardeadas. É tempo de perdoar Barrabás e condenar Jesus Cristo. Em tempo de guerra, descobrimos que os seres humanos são maus por natureza.

A CULTURA DA GUERRA

A humanidade se divide em dois: a parte de que se serve do planeta e a que serve o planeta. Os primeiros praticam a violência para se manter ricos, promovem as guerras, acumulam, conjugam o verbo TER. São também chamados de direita. A segunda parte é inclusiva, pratica a solidariedade, Conjuga o verbo SER. Assim criamos a sociedade de classe. É chamada de esquerda. CONSA

CULTURA DA PAZ

O estabelecimento de uma cultura de paz e o desenvolvimento sustentável estão no cerne do mandato da UNESCO, por isso o Donald Trump, presidente dos Estados Unidos não gosta ONU - Organização das Nações Unida, que propunha a paz após a segunda guerra mundial.

Cultura de paz entre as nações, mas também entre as pessoas, na família e nas cidades. Nas sociedades cada vez mais diversificadas de hoje, a a cultura da paz continua cumprindo sua missão humanista fundamental de apoiar as pessoas a se entenderem e trabalharem juntas para construir uma paz duradoura.

A paz é mais do que a ausência de guerra; é conviver com nossas diferenças – de sexo, raça, língua, religião ou cultura – promovendo o respeito universal pela justiça e pelos direitos humanos.

Quase nunca paz é bolso cheio de dinheiro, ter muito dinheiro exige violência e guerra; paz é viver mas permitir que o outro viva também