AGENDA CULTURAL

3.1.26

Chegou e continuamos - Marcos Francisco Alves

 

Tempos difíceis nos esperam em 2026.  O  resultado da inanição política/ideológica e as conciliações à direita e às esquerdas, criaram a  possibilidade desse retrocesso para o país. Aos  trabalhador(as), somos  nós aqueles/as que pagaremos a fatura: fim da soberania, dos direitos civis e trabalhistas, da educação, da saúde, da igualdade social...Somente as lutas evitarão o pior.

Caravaggio mostrou, nesta obra seminal, As Setes Obras da Misericórdia, o clamor por  direitos fundamentais negados ao povo. Antes, como agora, é preciso reinventar a ousadia e ocupar  mentes e corações de todos  para denunciar os ainda  golpistas fascistas e seus áulicos  que querem  desgovernar  nosso país. São muitos, encastelados nas mídias, nos legislativos, executivos, judiciários, nas polícias, federações empresariais, igrejas, sindicatos... Combatê-los, para que qualquer retrocesso seja derrotado e o Estado de Direito  seja reconquistado e ampliado na Democracia Popular, rumo a um Estado onde aqueles que produzam as riquezas  se apropriem delas com a certeza de um futuro melhor para todos/as, o socialismo.

Gramsci, em um texto dizia  “odiar o ano novo” pois esse “ transforma a vida e o espírito humano em uma  preocupação comercial... Suas quantias exorbitantes para uma nova gestão comercial... Você acaba pensando que entre um ano e outro há uma  pausa, que uma nova história se inicia...  Você faz planos e se arrepende dos que não cumpriu...” E escreveu: “ Todas as manhãs quando acordo novamente debaixo da imensidão do céu, sinto que para mim  é um dia de ano novo.”  “Eu quero que todas as manhãs sejam ano novo. Todos os dias eu quero reconhecer a mim mesmo e todos os dias eu quero me renovar. Nenhum dia separado dos outros. Eu quero poder escolher eu mesmo minhas pausas, quando a intensidade da vida me embriagar eu quero mergulhar na selvageria e dela drenar um novo vigor.

Se lá atrás Caravaggio já denunciava as podridões das elites, Gramsci e outros/as recentes, apontam que só teremos nossas datas quando vencermos estas criadas pelo capitalismo que apenas reforçam as desigualdades.

QUE TODOS OS DIAS, SEJAM DIAS DE ANO NOVO NO RUMO DE UMA SOCIEDADE JUSTA: O SOCIALISMO.

*Marcos Francisco Alves - professor - Araçatuba-SP


Nenhum comentário: