Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Araçatuba-SP
O cidadão morreu afogado nas águas da Prainha Municipal de
Araçatuba-SP no último domingo. Trata-se dum lugar público para lazer.
Eu, quando vou à prainha, posso morrer afogado num copo de
cerveja. Mas nunca morrerei nas águas do Rio Tietê, porque minha mãe até hoje
não deixaria. Por isso cheguei aos 77 anos.
Se tentasse entrar nas águas, seria uma surra de varinha, lembranças
da meninice. Dona Augusta estaria hoje com 100 anos.
TAVEIRA MALDITO
Depois de quase um século de espera, Engenheiro Taveira vive
a maior transformação de sua história.
O bairro de Araçatuba fundado em 1927 às margens da ferrovia
(antiga estação Potiguar), o bairro Engenheiro Taveira começa a superar uma
espera de quase um século por infraestrutura. Eng. Taveira certamente era um
profissional que trabalhou na construção da antiga ferrovia.
Diz a lenda de que há muito tempo moradores bateram num
padre em Taveira, lá tem uma capela, e ele, que não perdoava facilmente, rogou
a praga em latim: "Anathema sit!".
Ninguém entendeu nada. A verdade é que Eng. Taveira não foi
para frente. Aí veio a lenda.
Cada povo interpreta a realidade conforme seus conhecimentos.
Na verdade, Taveira foi vítima de circunstância históricas desfavoráveis.
PRECISAMOS DE UMA ARCA
Minha mãe era ligada ao fim do mundo. Se ela estivesse viva,
neste momento com incêndio de um lado do mundo e dilúvio do outro, ela estaria
querendo fazer a arca. Mas cadê o Noé? Deus não encontrou uma pessoa justa.
Segundo o texto bíblico, diante da corrupção da humanidade,
Deus decidiu enviar um grande dilúvio para purificar a Terra. Noé, descrito
como um homem justo e íntegro, recebeu instruções para construir uma gigantesca
embarcação: a arca.
Atualmente, a humanidade está dividida. Os negacionistas
dizem que largue pra lá, a Terra não vale mesmo a pena. Os outros,
esperançosos, querem consertar os efeitos dos erros cometidos pela humanidade.
Ainda há tempo.
ESTUPRAVA A CADELA
Zoofilia: zoofilia
é a atração sexual de pessoas por animais e a prática de atos sexuais com eles.
Não sei se o sujeito era tímido, misógino, ou nasceu com o espírito canino. Na
zona rural, quando a relação sexual entre pessoas era disciplinada, havia a
égua barranqueira. Este cronista aprendeu a saber que havia sexo vendo os
animais treparem. Tanta mulher querendo amar, e o cara cruzando na marra com
uma cadela. Talvez quisesse o nascimento de um homem-cão,

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