AGENDA CULTURAL

20.11.18

Suicídio



Ventura Picasso*

Quando Cristo pede ao Pai que perdoe aqueles que o crucificam, porque ignoram o que fazem; Não discerniam nada sobre realidade ou fantasia, verdade ou mentira.

Acreditaram piamente em Fake-News romano. Aplaudiram a crucificação do homem Deus, acompanhado de ladrões, como se fosse um.

Até hoje os cristãos de todas as tendências, não querem saber da vida pública de Jesus; como naquele tempo.

A mentira, na atividade política, tem pedigree. Seduzido, o eleitor idiota, trai a própria família.

Um voto pode destruir uma família, um país ou um ideal. Os Direitos Humanos.

O eleitor classe média, o religioso cochichando, enturmado com interesseiros, enganando Deus não valorizaram a 6ª posição do Brasil na economia mundial.

Chegou um Bolsonaro...

Ao final, o programa Mais Médicos criado pela Presidenta Dilma Rousseff, vira uma história.

Cuba é uma ilha socialista. Os médicos são voluntários. O sistema econômico não é capitalista. Nas atividades coletivas não existe lucro. Não vieram ao Brasil por melhores salários. Vieram atender a uma população que precisa de ajuda.

O eleitor cliente dos médicos cubanos, estão no mato sem cachorro. O ‘Coiso’ não vê.

Em 2013, Dilma Rousseff contemplou mais de 700 cidades que nunca tiveram médicos.

Melgaço, no Pará refletia o pior IDH do Brasil – chegaram as “Maribeis” cubanas e mudaram a história da cidade.

Em reconhecimento ao gesto humano por criar o ‘Mais Médicos’, foi acionado na Arena Corinthians, na abertura da Copa do Mundo, o hino da vergonha:” Ei, Dilma, vai tomar...”. O mundo inteiro viu 62 mil pessoas classe média, que pagou R$900,ºº o ingresso (mais barato), cantar.

“Apesar de vocês”, o distúrbio obsessivo-compulsivo (DOC) contra o PT, vai chegar ao fim.

A destruição da economia e das reservas minerais do Brasil, poderá destruir muitas riquezas pessoais, construir falências, e no desespero a solução pode ser o - Suicídio.

*Ventura Picasso, Araçatuba-SP.

18.11.18

As diferenças entre nós


Um abraço, um beijo, um olhar compreensivo, um tempo para ouvir e entender o outro é caridade, e pode ser exercida todos os dias. (Ana Cerqueira)

*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Araçatuba-SP

Às vezes, as pessoas discutem acaloradamente a questão dos direitos humanos, alguns a favor outros contra sob o prisma da ideologia. Tais direitos se resumem numa só palavra: respeito. Não precisa teorizar tanto e criar antagonismos, pois, afinal, somos todos humanos.

A humanidade é uma manada perdida num planeta também perdido num espaço infinito. Diante de tal grandeza, somos vermes, mas um quer ser mais do que o outro, e não nos unimos nessa caminhada errante. 

Alguém pode responder: "Eu não estou perdido, tenho Jesus!" Isso é uma questão de fé. Com fervor ou sem ele, cada um de nós é uma formiga moradora de um trem do metrô, que nem sabe onde ela está. 

O maior ato de caridade de um cristão (que fala tanto em santidade) é aceitar o outro como ele é. Podemos mudá-lo, mas no acolhimento, quando for preciso, um arrocho. 

Cada pessoa é única, somos diferentes um do outro. O que uma pessoa faz com facilidade, a outra não consegue, tem dificuldade. É  impossível um professor ensinar igual para os 25 alunos de uma classe. O ensino deve ser em grupo, mas a assistência, individualizada. 

Parece que escrevo sobre o óbvio, mas a evidência nem sempre acontece em nossa vida. Há muita gente querendo mudar o outro à base da força, do sofrimento. A chave da mudança está dentro de cada um.

A família (incluo na família  a religião) e depois a escola são as primeiras responsáveis pela formação de pessoas saudáveis, caridosas. O grupo familiar pode dar bons ou maus exemplos, demonstrando boas atitudes, formando gente ou monstro.

Quem está precisando de ler este texto sou eu mesmo. Não quero dar conselhos a ninguém, apenas faço um solilóquio que divido com você, caro leitor.

15.11.18

Forma bem crítica de contar a Proclamação da República


Hélio Consolaro*



Nesta quinta-feira, o Brasil comemora a Proclamação da República, que se contrapõe à monarquia, uma forma de governo baseada na hereditariedade. O poder era tomado e prosseguido por herança, por isso havia as dinastias.  

A república é uma forma de governo com base no liberalismo, na representação popular. No Brasil, tal regime de governo se deu devido ao fim da escravidão, que enfraqueceu a monarquia. Os republicanos eram tão inexpressivos que colocaram um monarquista como primeiro presidente: Marechal Deodoro da Fonseca.

Há um termo que está em moda na política atual: “devemos ser mais republicanos” ao tratar a coisa pública. Trata-se de um pleonasmo diante da origem da palavra república. Ser governo é não perseguir adversários; respeitar a oposição, por exemplo, é ser republicano. Quando se perde a eleição, telefonar para cumprimentar o vencedor é ter um comportamento republicano.  

Existe também a república: habitação coletiva de estudante, que tem origem na Idade Média. Eu jurava que o nome “república” nesse sentido era ironia de monarquista. República de estudante é um lugar bagunçado, como no regime republicano... Democracia para alguns trogloditas ainda é sinônimo de bagunça.
 

Graciliano Ramos no seu livro “Alexandre e outros heróis” apresenta “Uma pequena história da república”. Escrita em 1940 para participar de um concurso literário da revista “Diretrizes”. Seria a história da república brasileira para crianças. Trata-se de um resumo, irônico da história do Brasil entre os anos de 1889 (a proclamação da República) até 1930 (ascensão de Vargas ao poder). Ele não enobrece os fatos evocados. “Sua visão é exata, fiel, desencantada e cáustica”, classifica alguns historiadores.


Leia este trecho, caro leitor para ter uma noção de como Graciliano Ramos narra a história da Proclamação da República: “Os homens maduros de hoje eram meninos. O Sr. Getúlio Vargas, no Sul, montava em cabos de vassoura. [...] Nesse tempo o chefe do governo, o Sr. Pedro II, Imperador, dispunha de longas barbas brancas respeitáveis e nas horas de ócio estudava hebraico, língua difícil, inútil à administração e à política. Todos os
homens notáveis e idosos eram barbudos, conforme se vê em qualquer história do Brasil de perguntas e respostas”.


 

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*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Atualmente é secretário municipal de Cultura de Araçatuba-SP