AGENDA CULTURAL

18.8.18

Programação Cineflix - Shopping Praça Nova - Araçatuba - de 16 a 22/8/2018




Crítica: Uma Quase Dupla acerta na trilha sonora e no humor
OS INCRÍVEIS 2 (D) (DUBLADO) (THE INCREDIBLES 2)

Ano de Produção: 2018, Idioma: INGLÊS, Diretor: BRAD BIRD, Duração: 02:07:00h, com: 
SALA 5
16/08/2018 - Quinta-Feira: 14:55h 17/08/2018 - Sexta-Feira: 14:55h 18/08/2018 - Sábado: 14:55h                                 
19/08/2018 - Domingo: 14:55h
20/08/2018 - Segunda-Feira: 14:55h 21/08/2018 - Terça-Feira: 14:55h 22/08/2018 - Quarta-Feira: 14:55h

HOTEL TRANSILVÂNIA 3 - FÉRIAS MONSTRUOSAS (D)    (DUBLADO) (HOTEL TRANSYLVANIA 3: SUMMER VACATION)
Ano de Produção: 2018, Idioma: INGLÊS, Diretor: GENNDY TARTAKOVSKY, Duração: 01:36:00h, com: 

SALA 3
16/08/2018 - Quinta-Feira:  15:00h - 17:00h
 17/08/2018 - Sexta-Feira: 14:00h - 17:00h
 18/08/2018 - Sábado: 15:00h - 17:00h
 19/08/2018 - Domingo: 15:00h - 17:00h 20/08/2018 - Segunda-Feira: 15:00h - 17:00h
21/08/2018 – Terça-Feira: 15:00h - 17:00h
22/08/2018 - Quarta-Feira: 15:00h - 17:00h
  
MISSÃO IMPOSSÍVEL - EFEITO FALLOUT (D) (DUBLADO) (MISSION: IMPOSSIBLE - FALLOUT)
Classificação: 14 anos, Ano de Produção: 2018, Idioma: INGLÊS, Diretor: CHRISTOPHER MCQUARRIE, Duração: 02:27:00h, com: TOM CRUISE, HENRY CAVILL, REBECCA FERGUSON

SALA 3
16/08/2018 - Quinta-Feira: 22:00h 17/08/2018 - Sexta-Feira: 22:00h 18/08/2018 - Sábado: 22:00h                                
19/08/2018 - Domingo:  22:00h
20/08/2018 - Segunda-Feira: 22:00h 21/08/2018 - Terça-Feira: 22:00h 22/08/2018 - Quarta-Feira: 22:00h

MISSÃO IMPOSSÍVEL - EFEITO FALLOUT 3D (D) (DUBLADO) (MISSION: IMPOSSIBLE - FALLOUT)
Classificação: 14 anos, Ano de Produção: 2018, Idioma: INGLÊS, Diretor: CHRISTOPHER MCQUARRIE, Duração: 02:27:00h, com: TOM CRUISE, HENRY CAVILL, REBECCA FERGUSON

SALA 3
16/08/2018 - Quinta-Feira: 19:00h 17/08/2018 - Sexta-Feira: 19:00h 18/08/2018 - Sábado: 19:00h                                          
19/08/2018 - Domingo: 19:00h
20/08/2018 - Segunda-Feira: 19:00h 21/08/2018 - Terça-Feira: 19:00h 22/08/2018 - Quarta-Feira: 19:00h

UMA QUASE DUPLA (IDIOMA ORIGINAL) (UMA QUASE DUPLA)
Classificação: 12 anos, Ano de Produção: 2018, Idioma: PORTUGUÊS, Diretor: MARCUS BALDINI, Duração: 01:30:00h, com: TATA WERNECK, CAUA REYMOND, LOUISE CARDOSO

SALA 4
16/08/2018 - Quinta-Feira: 15:10h - 19:30h
17/08/2018 - Sexta-Feira:  15:10h - 19:30h
18/08/2018 - Sábado: 15:10h - 19:30h
19/08/2018 - Domingo: 15:10h - 19:30h 20/08/2018 - Segunda-Feira: 15:10h - 19:30h 21/08/2018 – Terça-Feira: 15:10h - 19:30h
 22/08/2018 - Quarta-Feira: 15:10h - 19:30h

MAMA MIA! LÁ VAMOS NÓS DE NOVO (L) (LEGENDADO) (MAMA MIA! HERE WE GO AGAIN)
Classificação: 10 anos, Ano de Produção: 2018, Idioma: INGLÊS, Diretor: OL PARKER, Duração: 01:53:00h, com: LILY JAMES, AMANDA SEYFRIED, MERYL STREEP CHER

SALA 4
16/08/2018 - Quinta-Feira: 21:30h 17/08/2018 - Sexta-Feira: 21:30h 18/08/2018 - Sábado: 21:30h                                                 
19/08/2018 - Domingo:  21:30h
20/08/2018 - Segunda-Feira: 21:30h 21/08/2018 - Terça-Feira: 21:30h 22/08/2018 - Quarta-Feira: 21:30h

VIDAS À DERIVA (L) (LEGENDADO) (ADRIFT)
Classificação: 12 anos, Ano de Produção: 2018, Idioma: INGLÊS, Diretor: BALTASAR KORMAKUR, Duração: 01:36:00h, com: SHAILENE WOODLEY, SAM CLAFLIN JEFFREY THOMAS

SALA 4
16/08/2018 - Quinta-Feira: 17:10h 17/08/2018 - Sexta-Feira: 17:10h 18/08/2018 - Sábado: 17:10h 

19/08/2018 - Domingo: 17:10h

20/08/2018 - Segunda-Feira: 17:10h 21/08/2018 - Terça-Feira: 17:10h 22/08/2018 - Quarta-Feira: 17:10h                                  



MEGATUBARÃO (D) (DUBLADO) (THE MEG)
Classificação: 14 anos, Ano de Produção: 2018, Idioma: INGLÊS, Diretor: JON TURTELTAUB, Duração: 01:53:00h, com: JASON STATHAM , BINGBING LI, RAINN WILSON

SALA 2
16/08/2018 - Quinta-Feira: 21:40h 
17/08/2018 - Sexta-Feira: 14:10h - 21:40h
18/08/2018 - Sábado: 14:10h - 21:40h
19/08/2018 - Domingo: 14:10h - 21:40h 20/08/2018 - Segunda-Feira:  21:40h
21/08/2018 - Terça-Feira: 21:40h-
22/08/2018 - Quarta-Feira: 21:40h           

MEGATUBARÃO 3D(D) (DUBLADO) (THE MEG)
Classificação: 14 anos, Ano de Produção: 2018, Idioma: INGLÊS, Diretor: JON TURTELTAUB, Duração: 01:53:00h, com: JASON STATHAM , BINGBING LI, RAINN WILSON

SALA 2
16/08/2018 - Quinta-Feira: 16:40h - 19:10h
17/08/2018 - Sexta-Feira: 16:40h - 19:10h
18/08/2018 - Sábado: 16:40h - 19:10h
19/08/2018 - Domingo: 16:40h - 19:10h
20/08/2018 - Segunda-Feira: 16:40h - 19:10h
21/08/2018 - Terça-Feira: 16:40h - 19:10h
22/08/2018 - Quarta-Feira: 16:40h - 19:10h

O PROTETOR 2 (D) (DUBLADO) (THE EQUALIZER 2)
Classificação: 16 anos, Ano de Produção: 2018, Idioma: INGLÊS, Diretor: ANTOINE FUQUA, Duração: 02:01:00h, com: DENZEL WASHINGTON, PEDRO PASCAL BILL PULLMAN

SALA 1
16/08/2018 - Quinta-Feira: 16:30h - 19:20h
17/08/2018 - Sexta-Feira: 14:05h - 16:30h - 19:20h
18/08/2018 - Sábado: 14:05h - 16:30h - 19:20h
19/08/2018 - Domingo: 14:05h - 16:30h - 19:20h
20/08/2018 - Segunda-Feira: 16:30h - 19:20h 21/08/2018 - Terça-Feira: 16:30h - 19:20h
22/08/2018 - Quarta-Feira: 16:30h - 19:20h


O PROTETOR 2 (L) (LEGENDADO) (THE EQUALIZER 2)
Classificação: 16 anos, Ano de Produção: 2018, Idioma: INGLÊS, Diretor: ANTOINE FUQUA, Duração: 02:01:00h, com: DENZEL WASHINGTON, PEDRO PASCAL BILL PULLMAN

SALA 1
16/08/2018 - Quinta-Feira: 21:50h 
17/08/2018 - Sexta-Feira: 21:50h 
18/08/2018 - Sábado: 21:50h                                
19/08/2018 - Domingo:  21:50h
20/08/2018 - Segunda-Feira: 21:50h 
21/08/2018 - Terça-Feira: 21:50h 
22/08/2018 - Quarta-Feira: 21:50h

MENTES SOMBRIAS (D) (DUBLADO) (THE DARKEST MINDS)
Classificação: 14 anos, Ano de Produção: 2018, Idioma: INGLÊS, Diretor: JENNIFER YUH NELSON, Duração: 01:43:00h, com: AMANDA STENBERG, HARRIS DICKINSON MANDY MOORE

SALA 5
16/08/2018 - Quinta-Feira: 17:35h - 21:55h
17/08/2018 - Sexta-Feira: 17:35h - 21:55h
18/08/2018 - Sábado: 17:35h - 21:55h
19/08/2018 - Domingo: 17:35h - 21:55h 20/08/2018 - Segunda-Feira: 17:35h - 21:55h 21/08/2018 –
Terça-Feira:  17:35h - 21:55h
22/08/2018 - Quarta-Feira: 17:35h - 21:55h

MENTES SOMBRIAS (L) (LEGENDADO) (THE DARKEST MINDS)
Classificação: 14 anos, Ano de Produção: 2018, Idioma: INGLÊS, Diretor: JENNIFER YUH NELSON, Duração: 01:43:00h, com: AMANDA STENBERG, HARRIS DICKINSON MANDY MOORE

SALA 5
16/08/2018 - Quinta-Feira: 19:45h 
17/08/2018 - Sexta-Feira: 19:45h 
18/08/2018 - Sábado: 19:45h    
19/08/2018 - Domingo: 19:45h
20/08/2018 - Segunda-Feira: 19:45h 
21/08/2018 - Terça-Feira: 19:45h 
22/08/2018 - Quarta-Feira: 19:45h



17.8.18

Campanha do absurdo


Ventura Picasso*

Os candidatos mais ricos estão chegando. Misturados com Cacarecos, Tiriricas e outros bichos. “Olha nós aqui outra vez”.

O eleitor, para salvar sua família, seus herdeiros ou a si próprio, precisa ter muito cuidado ao utilizar o Título de Eleitor, ele vale muito, vale um ‘voto’.

Olho nos partidos e nos olhos dos candidatos. Estamos perdendo o Brasil. O país virou suco e nos escapa pelo vão dos dedos.

O Cacareco está à solta. Não é hora de brincadeiras irresponsáveis. 

Tudo pode acontecer. Os partidos; os políticos; as bancadas evangélicas ou bíblicas; da bala e bola; do latifúndio, do boi ou agronegócio e ruralista; empreiteiras e construtoras; Direitos Humanos e sindical; saúde e empresarial...

O que fazem do Congresso Nacional os 513 deputados e 81 senadores?
Vendedores de emendas? E nós o que faremos; venderemos o nosso voto?

O delegado com a palavra:
― Manda quem pode, obedece quem é sem vergonha.

Das pedaladas fiscais ao impeachment, o desfecho que finalizou o primeiro ato da nossa tragédia social, removendo a Presidenta Dilma Rousseff do Planalto, um evento prepotente, provocado pelo indignado Aécio Neves (PSDB), produzindo a maior traição sofrida pela nação brasileira, não aceitando o direito da mulher de ocupar o maior cargo político do país.

Atitude machista, atendendo a um bando de cafajestes corruptos, a cada qual pago o preço combinado. Destroçou os projetos sociais que protegiam os trabalhadores, e também as maiores empresas nacionais detentoras de tecnologia própria. Criou um desemprego e uma nova legislação trabalhista, verdadeiro terror;
terrorista!

“Falta trabalho para 27,6 milhões de brasileiros”.

O Brasil está quebrado... 

Chegou a ser a 6ª maior economia mundial, mas ladrões sedentos, assim como um conto vampiresco, destruíram o sonho de país do primeiro mundo.

O governo Collor de Melo (1990/92), errou o alvo atingindo a classe média com o confisco da poupança.

O Plano Collor 1, detonou a classe média no primeiro dia do governo. Foi só pena que voou.

Era dia de ‘vale’.
O médio e pequeno empresário não dispunham de dinheiro para fazer o pagamento do tal ‘vale’.

Amanhecemos com cinquenta pratas em conta corrente; e acima de cinquenta mil na poupança confiscados por dezoito meses.

Os três dias de feriado bancário, um inferno na corte, como formicida Tatu no formigueiro.

Foi um festival de AVCs e infartos do miocárdio.

As sirenes das ambulâncias, cortavam o silêncio assustador, dia e noite. Quem será desta vez?

Só cobrador de ônibus urbano, naquele fatídico dia, tinha dinheiro nas mãos. 

Fernando Color de Mello, o estressado das Alagoas ás voltas com seus marajás, chefe supremo do leão de ‘chacra’ P. C. Farias (‘ao estilo bateu levou’), acorreu com tanta sede, mas quebrou o pote.

Gastando os poderes que a classe média havia lhe outorgado, perdeu-se no caminho.

“Eu vou pra Maracangalha. Eu vou/Eu vou de chapéu de palha”... Cacá Rosset, no Central Park, ouve as palmas de 2000 pessoas, após encerrar o “Sonho de uma noite de verão”, de Shakespeare.
Ornitorrinco denunciando a política cultural pública e privada no Brasil. Foi...
Esqueceu?

Em abril de 2016, o golpe foi atualizado por Temer, desta vez atingindo o trabalhador em cheio, visando unicamente as classes sociais inferiores.

Ao som de MC Neguinho do Kaxeta, cantando “Revolta”: Linha de frente, é Deus que manda, /E cada um, vai colher o que planta, /Plantô maldade, colheu sofrimento, /E no futuro, é só desespero.
O salário mínimo, acaba de perder a correção, acima da inflação do período. Como referência básica para reajustes, ninguém escapa dessa máxima mordaz, no mínimo.  
   
Roubaram dos aposentados o reajuste salarial de 2017/2018/2019. Modificando ou inutilizando a CLT, tiraram os direitos trabalhista daqueles que geram as nossas riquezas.

O verdadeiro trabalhador, para produzir um bem, não sabe que sem essa mão de obra, não há riquezas. 

Não pode haver evolução social escravizando o trabalhador.

Os candidatos mais ricos estão chegando. Misturados com Cacarecos, Tiriricas e 
outros bichos. “Olha nós aqui outra vez”.

Eleitor, por favor, olhos nos olhos...
COMEÇOU A CAMPANHA DO ABSURDO; VOTE EM MIM!

*Ventura Picasso é militante político, mora em Araçatuba. Fundador do PT em nível nacional. 

14.8.18

A fila anda: a velhice

*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Membros das academias de letras de Araçatuba-SP, Andradina-SP, Itaperuna-SP

Cada faixa etária tem suas características, suas necessidades, suas conversas. Viver cada peculiaridade é o segredo da vida. 

Escrevo crônicas há tanto tempo que me lembro do texto que registrei os meus 50 anos exatos, me tornando um cinquentão. Agora minha estrada está curta, à beira do abismo, vou completar 70. Tudo parece que foi ontem e vai acabar amanhã.

Nessa idade, gasta-se o tempo (e dinheiro) para permanecer vivo. Cuidar de si mesmo faz parte da rotina dos idosos. E está dando certo, porque a média de vida dos brasileiros passou de 46 para 76 anos porque o poder público também passou a cuidar de nós. Sem me esquecer de dizer que as farmácias agradecem.

Juca Chaves

Já tenho até turma de hidroginástica. Outro dia, um deles me falou que não aguentava ultrapassar 23h, dormia bem antes. Alguém disse:

- Você está parecendo velho de asilo!

Todos riram. Mas ter facilidade para dormir não é defeito, trata-se de uma virtude, porque há muitos velhos que se entopem de calmantes antes de ir para a cama. Essa inquietude, falta de sono, está ligada à inconformidade com a velhice. 

Asilo é também uma palavra polêmica, carregada de sentido negativo, que faz parte do mundo da terceira idade. Não é o lugar de abandonar o idoso, mas de cuidar dele. Hoje, o velho se autossustenta num asilo com sua aposentadoria. Há até os asilos com muito luxo.

Além disso, um velho rico, remediado, arruma até uma maria fraldão, querendo ter um filho dele para participar da herança ou viver de pensão. Se cuidar bem do velho, até compensa. Quem não gosta é o INSS.

Ou então os filhos ou netos ficam mordendo a magra aposentadoria do velho. Se for mulher, os problemas se agravam, mas será assunto de outras crônica. 
Capa do livro

Antes de minha mãe chegar aos 92, achava que viver muito era um bom negócio. Agora, com ela nonagenária, não penso mais assim. Ela não tem mais amigas, dos 22 irmãos, só resta ela. Nem os bisnetos dão a atenção que ela merece. Isolou-se na sua longevidade. 

Há gente que rechaça a velhice com toda a sua força, se tornando, às vezes, ridículo. Quando falo de velho, sempre recomendo a audição da música "Sentir-se jovem", de Juca Chaves, humorista e cantor de modinhas. Clique aqui para ouvi-la. Apesar de falastrão, o artista expõe muitas. verdades.

Para quem está entrando nos quarenta, aconselho a leitura do livro "Saber envelhecer", de Alfons Deecken, Editora Vozes (ou outro livro de mesmo tema). Não deixe chegar os cabelos brancos, leia este livro antes deles. Prepare-se com antecedência.

O drama de envelhecer e morrer é bem do indivíduo, na sua trajetória de existir, porque Universo nem está aí com isso. A fila anda, o substituto já está pronto.


11.8.18

Caminhante da avenida da Saudade

Hélio Consolaro*

Pela oitava vez, passarei um Dia dos Pais órfão. Até parecia que ter pai vivo era tão natural, uma rotina. Neste domingo, pegarei a av. da Saudade para cumprimentar-lhe por seu dia. Poderia fazê-lo de qualquer lugar, pois ele mora no universo, mas a ida até o cemitério significa uma atenção especial, melhor que um presente.

Dizem que nós, homens, imitamos nosso pai, aprendemos ser macho com ele. É uma teoria, apenas isso. Meu sobrinho Eduardo viveu com seu pai até os 6 anos, perdeu a mãe muito cedo, foi criado por parentes, pois ele tem todos os trejeitos do pai, inclusive a personalidade, tendo apenas a convivência dos primeiros anos. Será que esse curto período foi o fundamental ou está tudo no DNA?

Os quatro filhos do Seu Luís (eu e meus irmãos) se parecem, nem tanto na fisionomia, mas no biofísico, na voz, no jeitão. O velho ficou em nós, grudado. Lógico que tenho o meu lado feminino, passado por Dona Augusta, não o renego.

Mijar de pé, por exemplo. Quem me ensinou esse jeito de urinar? Provavelmente, a minha mãe. Principalmente, nos tempos em que pomar, bananal e casinha eram os mictórios. As mulheres nos ensinam como ser macho quando somos pequenos, até chorar não deixam, para que não sejamos “mulherzinha”, depois nos chamam de machistas. É difícil entendê-las. Se as mulheres criam os homens, por que somos assim chamados de cruéis?

Na minha época de criança, menino tabaréu, morador de zona rural, a expressão “mijar para trás” significava ser mulher, não honrar compromissos. Homem que era homem mijava para frente. Entre os meninos, fazíamos até uma aposta no pomar para ver quem mijava mais longe. Hoje, aos 60 anos, essa proeza fica para a mangueira, quando aguamos o jardim.

Se tem uma coisa no homem que causa inveja às mulheres, é a capacidade do homem de mijar de pé. Lá em casa, a Japa vive implicando comigo por causa disso. Às vezes, fico meio chateado, ela não entende a minha formação.

A aflição das mulheres é urinar em um banheiro público imundo. Ficam de cócoras sem encostar a bunda no vaso e tentam fazer xixi.

Que tenho de masculino? O lado solitário, de não abrir a guarda para não me enfraquecer, de chorar escondido, de deixar a mulher e andar em manada de machos, nem que seja no boteco tomando algumas num fim de semana.

A mulher de cada homem detesta boteco. Talvez seja porque a companhia dela já não o satisfaz, ou porque de copo em copo, ele vai perdendo potência sexual. A perda do seu homem, para elas, parece uma ameaça constante. Como fêmeas, disputam entre o si os mais varonis.

O pai é um bicho arredio, às vezes, pouco carinhoso. Por mais presente na família, é um touro bravo, de poucas palavras, a última instância, mesmo quando abandona a casa. Já está perdendo o status de provedor, mas se torna mais presente quando abandona o lar, porque se sente obrigado a superar a distância com mais carinho e com uma convivência concentrada nas horas que passam com os filhos.

Ser pai é meio complicado, não há manual de instrução e nem treinamento. Repetimos aquilo que o pai foi conosco. Até me surpreendi, o Menininho (meu filho), veio passar o Dia dos Pais em Araçatuba. A morte do avô deve ter lhe ensinado alguma coisa.

Feliz, Dia dos Pais. Nem que seja como este croniqueiro, caro leitor, um caminhante da avenida da Saudade.

*Hélio Consolaro é professor, jornalista, escritor. Membro das  academias de letras de Araçatuba-SP,  Andradina-SP, Itaperuna-RJ.

9.8.18

O que é um clube de leitura e como participar dele

Estou convidando você para fazer parte de um clube de leitura da TAG - Araçatuba e região
No dia da primeira reunião, abriremos uma caixinha lacrada, como se faz e entrega em nossas casas
Hélio Consolaro - Araçatuba-SP

No dia 18 de agosto de 2018, sábado, 10h da manhã, na sede da Academia Araçatubense de Letras, vamos formar o Clube de Assinatura de Livros da TAG - Experiências Literárias. Clique aqui para saber mais. Este clube já está com mais de 20 mil assinaturas mensais, é brasileiro e nasceu em Porto Alegre-RS.

Você ainda não recebe os livros da TAG , sem problemas. Se estiver interessado, basta comparecer, vamos explicar, dar mais detalhes. Quem sabe você pode assinar.

Queremos transformar o Clube de Assinaturas de Livros da TAG num clube de leitura, que se reúne mensalmente para conversar sobre o livro do mês recebido em casa. Nada acadêmico, chato, mas uma bate-papo, troca de ideias, como cada um sentiu a leitura: leitores em confraternização.

ENDEREÇO E HORÁRIO: sede da Academia Araçatubense de Letras, rua Joaquim Nabuco, 210 - centro de Araçatuba-SP, 18 3624 7638 (das 13h às 17h), aracaletras@outlook.com. Meu whatsapp: 18 99786 9445. Sábado, 18 de agosto de 2018, 10h (término: 12h). 

7.8.18

Literatura no Sesc Birigui

Encontro favorece a formação crítica de estudantes em projeto que analisa obras literárias pedidas em vestibular. Neste mês, Guimarães Rosa está no foco 


Integrante da terceira fase do modernismo brasileiro, o escritor Guimarães Rosa rompeu com a forma tradicional de escrever romances, ao utilizar em suas obras recursos da linguagem oral escrita, regional e arcaica. Seu “regionalismo universal” e seus neologismos ecoam na literatura nacional até hoje. Sua obra é recorrente nas listas dos grandes vestibulares do país.

 

Com o objetivo de favorecer a formação crítica de estudantes no tangente às obras literárias obrigatórias nos principais vestibulares do Estado de São Paulo, duas obras de Guimarães Rosa serão tema do debate Dando a letra: Guimarães Rosa, com Matheus Arcaro e Ed Barba, no dia 9, às 20h, no teatro do Sesc Birigui. A atividade é gratuita.

Neste primeiro encontro, será feita a análise das obras "A hora e a vez de Augusto Matraga" e "Sagarana", de Guimarães Rosa. Além da análise dos livros, será feita a contextualização histórico-social da obra de Guimarães Rosa, a partir de suas influências e tendências literárias, bem como uma interpretação filosófica e sociológica dos enredos em questão. A análise será entremeada por poesias e músicas, estimulando a formação sensível e artística dos participantes para além da obra em si.

Matheus Arcaro é mestrando em filosofia contemporânea pela UNICAMP. Pós-graduado em História da Arte. Graduado em Filosofia e em Comunicação Social. É professor, artista plástico, palestrante e escritor, autor do romance "O lado imóvel do tempo" (Patuá, 2016) e dos livros de contos "Violeta velha e outras flores" (Patuá, 2014) e "Amortalha" (Patuá, 2017).

Ed Barba é ator, performer, professor, contador de histórias e percussionista. Formado em artes visuais pela UNIESP – Faculdade Birigui, atua como professor efetivo na Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e como ator na Cia. do Blefe.



Confira a programação completa de Literatura do Sesc Birigui em agosto:

bate-papo

Clube da Leitura

Mediação de Luana Garcia

O público participará de uma roda de conversa acerca de obras clássicas do pensamento humano, objetivando o desenvolvimento do hábito da leitura, interpretação de texto e senso crítico. Para participar é imprescindível a leitura das obras na íntegra e trazer o livro e/ou anotações para acrescentar ao encontro. Obra discutida: “O Sol é para todos”, de Haper Lee.
Luana Garcia - Formada em Ciências Sociais, especialista em Ensino de Sociologia e mestre em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Londrina. Atualmente é professora coordenadora do núcleo pedagógico da Diretoria Municipal de Birigui-SP.
O Clube da Leitura nasceu em 2016 com a necessidade de entrar em contato com as obras tidas como clássicos da literatura, seja essa universal ou regional. Os encontros ajudam para que os participantes desenvolvam hábitos de leitura e a conversa promove maior capacidade de interpretação de texto e compreensão dos livros em diferentes visões. As obras revistas em uma perspectiva multidisciplinar e com pareceres técnicos possibilitam maior entendimento, aprimoram a visão crítica, auxiliam na perspectiva cidadã e superação do senso comum.

Dia 4, sábado, das 14h às 18h. Sala Múltiplo Uso 1. A partir de 12 anos. Grátis


Contação de história

Batutas, partituras e sinfonia

Com Márcio Pontes

A infância de três grandes nomes da música erudita - Bach, Beethoven e Chopin - é contada de um jeito bem-humorado, cheio de aventuras e músicas.
A Companhia Polichinelo de Teatro de Bonecos, criada e dirigida pelo versátil artista Márcio Pontes, estabeleceu-se em Araraquara, interior paulista, em 1997, sendo que nessa década e meia de atuação sua efervescência cultural foi apreciada Brasil afora. Na Cia., o teatro de animação, que nunca sai de foco, permeia um leque de produções que varia desde a contação de histórias até os mais elaborados espetáculos para teatros fechados adaptados para abrigar os efeitos visuais e sonoros concebidos para dar vida a histórias de amor, de comoção, de humor ou até mesmo de medo.

Dia 4, sábado, às 5h. Teatro. Livre. Grátis - Retirada de ingressos com 1h de antecedência. Limitado a 1 (um) ingresso por pessoa.

 

Debate

Dando a letra: Guimarães Rosa

Matheus Arcaro e Ed Barba

Visa favorecer a formação crítica de estudantes no tangente às obras literárias obrigatórias nos principais vestibulares do estado de São Paulo. Neste primeiro encontro entremeado com poesia e música, será feita a análise das obras "A hora e a vez de Augusto Matraga" e "Sagarana", de Guimarães Rosa. Além da análise dos livros, será feita a contextualização histórico-social da obra de Guimarães Rosa, a partir de suas influências e tendências literárias, bem como uma interpretação filosófica e sociológica dos enredos em questão. A análise será entremeada por poesias e músicas, estimulando a formação sensível e artística dos participantes para além da obra em si.
Matheus Arcaro é mestrando em filosofia contemporânea pela UNICAMP. Pós-graduado em História da Arte. Graduado em Filosofia e em Comunicação Social. É professor, artista plástico, palestrante e escritor, autor do romance "O lado imóvel do tempo" (Patuá, 2016) e dos livros de contos "Violeta velha e outras flores" (Patuá, 2014) e "Amortalha" (Patuá, 2017).  Ed Barba é ator, performer, professor, contador de histórias e percussionista. Formado em artes visuais pela UNIESP – Faculdade Birigui, atua como professor efetivo na Secretaria de Educação do Estado de São Paulo e como ator na Cia. Do Blefe.

Dia 9, quinta, às 20h. Teatro. Não recomendado para menores de 14 anos. Grátis. 

Contação de história

Elis, a Pimentinha

Com Abigail Conta Mais de Mil

Uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos, foi também uma mulher de personalidade forte. Não à toa ganhou o apelido de Pimentinha. Esta é a história da gauchinha que começou cantando em programas de rádio para crianças até se tornar a Elis Regina.

Dia 11, sábado, às 15h. Área de Convivência. Livre. Grátis


Contação de história

Nono, o velho do Rock

Com Abigail Conta Mais de Mil

Seu Nono parece um velhinho meigo e calmo, mas o que ninguém do asilo sabe é que ele era "Nono, o rei da bateria". Ele tocou durante anos em uma banda de rock e aprontou várias… E parece que ele vai acabar com a rotina daquele lugar!

Dia 18, sábado, às 15h. Área de Convivência. Livre. Grátis


Contação de história

Chuva de Flores

Com Márcio Pontes

Na África, uma menina cheia de imaginação diz a todo mundo que viu uma chuva de flores. Como ninguém acredita no fato, ela resolve percorrer o mundo em companhia de um elefante, para encontrar a chuva e provar a todos que estava dizendo a verdade. Será que ela acabará encontrando a tal chuva de flores?
A Companhia Polichinelo de Teatro de Bonecos, criada e dirigida pelo versátil artista Márcio Pontes, estabeleceu-se em Araraquara, interior paulista, em 1997, sendo que nessa década e meia de atuação sua efervescência cultural foi apreciada Brasil afora. Na Cia., o teatro de animação, que nunca sai de foco, permeia um leque de produções que varia desde a contação de histórias até os mais elaborados espetáculos para teatros fechados, adaptados para abrigar os deslumbrantes efeitos visuais e sonoros concebidos para dar vida a histórias de amor, de comoção, de humor ou até mesmo de medo.

Dia 25, sábado, às 15h. Teatro. Livre. Grátis