AGENDA CULTURAL

27.3.17

Show Derico e Clube do Jazz em Araçatuba

Em sintonia com o jazz faz uma homenagem a diversos artistas

O Sesc (Serviço Social do Comércio) - Unidade Birigui, realiza no dia 31 de março, sexta, 20h30, o show Derico e Clube do Jazz. O saxofonista Derico Sciotti, conhecido pelo seu trabalho na banda Sexteto do Jô Soares traz arranjos próprios dentro de composições de Cole Porter, Beatles, Tom Jobim, Edu Lobo e Chico Buarque. O show, que conta com o apoio da Secretaria da Cultura de Araçatuba, acontece no Teatro Municipal Castro Alves em

Araçatuba, às 20h30 e é gratuita. Os ingressos podem ser retirados na portaria do teatro a partir das 19h30 no dia do show. A classificação indicativa é de 14 anos.

Derico e Clube do Jazz, com a proposta de criar arranjos para clássico do jazz, blues e bossa nova são características marcantes do grupo com técnica e muita criatividade para uma sofisticação musical que passa pela harmonia, melodia e dinâmica da bateria e do baixo. 

O repertório conta com clássico do gênero. O grupo já tem uma parceria desde 2003, com um DVD e dois CDs lançados onde percorreram por vários estados brasileiros, tocando em vários lugares e em muitos eventos.

Jazz/Bossa Nova

A bossa nova deriva do jazz em suas amplitudes e som, o jazz é de origem americana foi criada pelos negros como um estilo atípico e por ser uma música da ‘minoria’ demorou para consolidar- se e para se tornar um ritmo que toma se os rádios. O surgir da Bossa Nova foi
em relação a país conturbado com tudo o que estava acontecendo  nos "anos dourados" e Segunda Guerra Mundial foi um palco para uma transformação que acontecia os primeiros nomes a influenciar com importância foi Tom Jobim e Vinicius de Morais.

Resumo:
Show Derico e Clube do Jazz
Dia 31/3, sexta, às 20h30
Local: Teatro Municipal Castro Alves (Rua Duque de Caxias, 29)
Realização: Sesc Birigui
Apoio: Secretaria Municipal da Cultura de Araçatuba

26.3.17

Todos os jornais e revistas brasileiros num só aplicativo - grátis


Jornais Brasileiros torna-se o aplicativo de notícias mais baixados na América Latina! Inclusive o jornal araçatubense Folha da Região.

Andróides e IOS - todos os móbiles, menos para o Mac da Apple. Adquirir gratuitamente nas lojas Google Play e App Store

Jornais Brasileiros é um aplicativo que reúne todos os diários e principais revistas do Brasil. Com este aplicativo você pode contar em um só lugar, com toda a informação que quiser, sem a necessidade de navegar através de cada um dos sites de cada jornal ou revista.

Você pode ler em seus dispositivos seguintes jornais e revistas:

◉ O Globo ◉ G1 ◉ UOL ◉ Folha de S. Paulo ◉ iG ◉ R7 ◉ Bol ◉ Estadao ◉ Brasil 247 ◉ Forum ◉ Folha Dirigida ◉ Gazeta Online ◉ Jornal do Brasil ◉ Goiânia ◉ Jornal da Cidade ◉ Diario de Canoas ◉ Jornal de Brasília ◉ A Tribuna ◉ O Dia ◉ ZeroHora ◉ Diario Gaucho ◉ Diário de Santa Maria ◉ Campo Grande ◉ Gazeta de Alagoas ◉ O Estado do Maranhão ◉ Gazeta do Povo ◉ Correio Braziliense ◉ Estado de Minas ◉ Paraiba ◉ Centro do Mundo ◉ Jornal A Tarde ◉ O Tempo ◉ Correio do Povo ◉ Diário do Nordeste ◉ Diario do Pará ◉ Agora São Paulo ◉ Folha de Pernambuca ◉ Amazonas em Tempo ◉ Tribuna da Bahia ◉ Diário de São Paulo ◉ Cruzeiro do Sul ◉ Diarinho ◉ Jornal Agora ◉ Folha de Londrina ◉ O Fluminense ◉ Jornal do Tocantins ◉ Brasil de Fato ◉ Diário de Cuiabá ◉ Diário de Pernambuco ◉ Tribuna Online ◉ Folha do Estado ◉ O Progresso ◉ O Girassol ◉ Ne Noticias ◉ O Rio Branco ◉ Folha Metropolitana ◉ Diário do Amapá ◉ O Jornal de Hoje ◉ A Crítica ◉ Novoeste ◉ Tribuna do Sertão ◉ O Estado do Acre ◉ Diário de Guarulhos ◉ BV News ◉ Correio do Imbe ◉ Jornal Primeira Página ◉ Jornal do Sudoeste ◉ Página 20 ◉ Tribuna do Juruá ◉ Diário do Sudoeste da Bahia ◉ Folha da Região ◉ Novo Extra ◉ Diario Da Paraiba ◉ Correio Popular ◉ Vale do Paraiba ◉ Jornal Stylo ◉ G1 Economico ◉ Terra Economico ◉ UOL Economico ◉ Info Money ◉ Valor Economico ◉ Jornal do Comércio ◉ Jornal do Commercio Rio ◉ Placar ◉ Super Esportes ◉ Lance ◉ Jornal do Esporte ◉ Gazeta Esportiva ◉ Planeta Esporte ◉ Veja ◉ Quem ◉ Contigo! ◉ Revista VIP ◉ Tv e famosos ◉ Caras ◉ Folha Geral ◉ Claudia ◉ Manequim ◉ Elle ◉ Portal do Dog ◉ Harpers Bazaar ◉ Catarina ◉ Costura Perfeita ◉ Mulheres de Sucesso ◉ Mulher Cheirosa ◉ Revista Femme

Prefeitura: turma que sai, turma que entra

Hélio Consolaro*

Prometi voltar ao assunto, estou aqui ocupando o seu tempo, caro leitor. 

O jornal O LIBERAL, coluna Bastidores, edição de sábado, 18/03/2017, publicou uma nota muito interessante que ilustra aquilo que vou escrever a seguir:

SUSTO DOS INEXPERIENTESalguns membros do governo de Araçatuba que não tinham experiência do serviço público ainda levam alguns sustos. Acostumados às decisões imediatas do setor privado, ainda precisam aprender a conviver com as limitações legais e financeiras da área pública. Tudo é mais lento. Prazos precisam ser cumpridos. Não há como queimar etapas”.

Em janeiro, os jornais divulgaram fotos do prefeito Dilador Borges acompanhando a operação tapa-buracos em plena época de chuvas. Li a reportagem e num solilóquio comentei: "Coitado, está enxugando gelo, parece um pai no nascimento de seu primeiro filho, não sabe o trabalho que o rebento vai lhe dar."

Numa democracia, o cidadão, por mais inconsciente que ele seja, sabe escravizar os homens e mulheres que se atrevem a adentrar a vida pública. Se fazem muito, não passaram de sua obrigação; se fazem pouco, são incompetentes. E sabem pôr um lado contra o outro, querem ver situação e oposição sempre brigando. 

A turma do Dilador Borges assumiu, com muitos deles têm falta de experiência em administração pública; o pessoal do Cido Sério saiu com bastante experiência. 

Assim, a turma que sai ri da inexperiência da turma que entra. E isso não é erro do sistema, faz parte de sua renovação. Se fosse erro da democracia, teríamos que adotar a monarquia.  

Sempre digo que todos os cidadãos, homens e mulheres, deveriam ser candidato a alguma coisa nas eleições, porque assim conheceriam in loco o nosso povo, a sociedade, e passaria a conhecer toda a cidade onde mora, não apenas o caminho de ida e volta ao serviço. 

Para que o impacto da renovação seja menor, basta os secretários serem cargos de livre provimento, os demais cargos de direção serem funcionários de carreira. Já chegamos na lei municipal aos 70%,  apenas  30% de confiança, poderemos chegar à proporção de 85% / 15%.

Assim, as caras assustadas na renovação de um mandato de prefeito serão bem menos.  

*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Membro da Academia Araçatubense de Letras.     

24.3.17

Boné na casa do chapéu

 
Hélio Consolaro*

Sem estar esperando alguém, a campainha de minha casa tocou durante o dia de ontem, era uma voz masculina. Pelo interfone, cumprimentei-o e solicitei com quem queria falar. 

Ele respondeu:

- O sol está muito quente e eu preciso de um boné.

E ontem não foi um dia tão ensolarado. Não quis vender nenhum produto, não pediu alimento, queria mesmo um boné. Bateu campainha na casa de um sujeito que usa chapéu para pedir um boné. Nem sei se sabia desta particularidade. 

Podia ser alguma brincadeira de alguém. Se fosse um chapéu, teria um para lhe passar, mas ele quis um boné.

Respondi-lhe:

- Já vou!, sem abrir o portão. 

Tenho o coração meio mole, mas não sou trouxa. Eu me lembrei de um boné dependurado atrás da porta de meu escritório, brinde de um advogado de causas previdenciárias, Idalino Almeida Moura. Peguei-o e fui para o alpendre da casa com ele na mão.

- Boa-tarde!

- Boa-tarde!

Sujeito bem apessoado, meia idade, sem nenhum traço de mendicância, com a careca exposta, mas foi pedir um boné na casa do chapéu.

- Então, caminho a pé e a careca está precisando de uma proteção.

Pediu assim na cara dura como se fosse executar um serviço para mim, como se fosse minha obrigação socorrer a sua necessidade. Não deu nenhuma dica que me conhecesse.

- Segura aí!

Joguei-lhe o boné por cima da grade. Não me senti seguro para abrir o portão. Ele pegou o boné e saiu caminhando com a cabeça coberta. 

Podia ser uma brincadeira de um amigo, a armadilha de um inimigo. Ele esperava receber um boné de propaganda política e aí faria um escândalo. Sabe-se lá! 

Na verdade, o meu medo e minha desconfiança me afastou daquele homem; não puxei conversa com ele, não lhe pedi se estava mesmo querendo um chapéu... Desumanidades de nossa vida moderna.

Afinal, se saiu bem. Ele visitou a casa do chapéu e saiu com um boné na cabeça.   

*Hélio Consolaro é professor, jornalista, escritor. Membro da Academia Araçatubense de Letras.

23.3.17

Nero, de verde e amarelo


Arlen Pontes*

Sim o romano. E não, não é difícil uma comparação lídima do governo "júlio-claudiano" com o des-governo do "temer-morano" (é eu sei, não ficou bom) mas "morano" é o mais próximo que posso escrever de 'moro', ou posso ser conduzido de forma coercitiva —afinal, não há mais democracia nem liberdade de expressão.
Em tempo, o primeiro dos tiranos aqui descrito, Nero —"um quase vice" do seu tio Cláudio, quando viu que sua 'batata' ia assar, logo culpou os cristãos, claro, quem mais iria tacar o terror, digo, o fogo em Roma.

Vejam só o perfil dos cristãos à época: seguiram o filho de Deus, ajudavam os pobres, partilhavam da refeição... pronto, tá aí - "comunistas". Essa turma de 'petralha' já dava trabalho até mesmo no ano '0' DC.

E lá se foi Roma, destruída pelo fogo do imperador.

Já o segundo tirano ou vampiro como queiram, que também foi um vice - não um vice de verdade, está mais para um aproveitador sanguessuga - quando também sentiu a 'batata' ardendo, tratou logo de se proteger.

Nomeou coligados e correligionários, abraçou o capeta e beijou as aves, não, não é o "ave Caesar", mas os tucanos (e veja lá que tem prefeito que assumiu que matava "dos seus" quando pequeno) para se manter no poder.

E para não fugir da correlação fatídica entre o tirano e o vampiro, este segundo não tacou fogo em Brasília, mas fez pior.
- Busca por destruir de forma incoerente o futuro de todos os que trabalham e um dia vão trabalhar neste país, tirando deles (inclusive eu) direitos que foram conquistados durante anos de luta com uma "reforma" que está mais para desconstrução previdenciária.

Prejudicou de forma imensurável a médio e longo prazo o mercado, onde justamente o Brasil era mais competitivo frente às outras potências mundiais, a agropecuária, divulgando resultados de uma operação policial que ate agora, só há suspeitos disso e daquilo.

E para tudo isso, consorciou-se com um juiz que só enxerga uma sigla partidária, enquanto expõe o sigilo de uns, as "bundas brancas" do des-governo não saem nem em nota de rodapé da Playboy, triste.

E o Nero, nem usou verde e amarelo.
Mas entre enfrentar um incêndio de cinco dias ou uma destruição que levará anos para poder ser cessada, fico com a depravação de Nero do que a "fudida" coletiva em mais de 200 milhões de brasileiros de uma só vez.

*Arlen Pontes, arte-finalista, Buritama-SP

Troca de cor do teatro, da casa da cultura e da biblioteca municipal

Folha da Região, 23/03/2017
Hélio Consolaro*

Nem ia escrever sobre essa bobagem, mas me convenci de que precisava dar uma palavrinha, afinal, fui citado na matéria acima. Todas as cores do mundo são lindas, nós é que fomos atribuindo significados a elas, até chegar às vezes ao preconceito.

Não foi o ex-prefeito Cido Sério que mandou pintar tais prédios de vermelho. Ele baixou no início de sua administração um decreto determinando as cores dos prédios públicos municipais. A cor vermelha aparecia bem discreta, uma faixinha.

Os dois prédios, tanto da Casa da Cultura Adelino Brandão (não esqueçamos nunca de homenagear o patrono) como Castro Alves, ficam em área bem central, enquanto a biblioteca municipal Rubens do Amaral em zona nobre, todos bem antigos. Tais prédios não recebiam reforma há mais de 30 anos.

Na hora de pintar, conversei com um artista plástico, pedindo-lhe uma sugestão: qual cor dava mais imponência a um prédio antigo. Ele me disse que era o vermelho. Assim foi. Muitas empresas tem seus prédios vermelhos, como também é a cor do espírito santo, como é a cor de partidos também. E assim por diante.

No caso do Museu dos Ferroviários Moisés Joaquim Rodrigues, inaugurado em 2016, que é um prédio restaurado da Vila Ferroviária, ficou novinho em folha, não exigi como secretário que constasse do projeto as cores. Está lá também bem bonito e tecnológico noutras cores.

Se os atuais administradores querem pintar os prédios com o azul, cor da bandeira Araçatuba, cor do céu, etc., mas também uma das cores do PSDB, para marcar a mudança, que façam, sem minha objeção. Não deixarei de frequentar o teatro e a biblioteca por causa disso. Apenas torço para que as políticas públicas culturais avancem, trocar de comando é um dos benefícios da democracia. 

*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Ex-secretário municipal de Cultura de Araçatuba

21.3.17

Operação Carne Fraca: somos comedores de carniça?


*Hélio Consolaro


Comedores de cadáveres somos, com certeza, pois matamos os animais para comê-los, somos de certa forma necrófagos também; quando fedem, passamos para os urubus, vermes e outros seres vivos que adoram carniça sem lhes fazer mal. No mundo rural, isso acontecia normalmente, de forma simples; no mundo urbano, esse processo ganha complexidade. 

Quando este blogueiro era criança, na zona rural, vivíamos de estilingue na mão, minha mãe sempre me dizia:

- Cuidado! É pecado matar urubu!

Como eu era meio cego e não sabia, só consegui matar um passarinho em toda a minha vida, mas havia um certo cuidado com os urubus, por serem os faxineiros do mundo. Como não sabem caçar, então vivem de comer o fato consumado.

A gastronomia e a culinária escondem o porquê de usarmos a pimenta em alimentos, principalmente nas carnes. Como antigamente não havia geladeira e nem freezer, nossos ancestrais se viravam com outros procedimentos e produtos para conservar a carne, sem mau cheiro, como o charque (sal e sol) e a pimenta.

Se inserimos o vinagre em nossa culinária para desinfetar alimentos crus (os japoneses usam o gengibre para tanto), a pimenta tinha originariamente a função de encobrir o gosto de carne estragada em nossos pratos. 

Sobre a operação "Carne fraca" da Polícia Federal que investiga a venda de carne estragada, empacotada (processada), ou seu reaproveitamento nos embutidos: linguiça, mortadela, salame, presunto, salsicha, há muitas ponderações a fazer.

Isso é como o café. A boa produção vai para a exportação, o café de segunda ou terceira fica aqui no Brasil para o consumo interno. Carne estragada, adulterada e coisas tais, é uma questão nossa, dos brasileiros.

Daqui a pouco, o presidente postiço Michel Temer telefona para os presidentes de outros países e diz:

- Calma! A melhor carne é para a exportação, essas denúncias valem apenas para o mercado interno.
   
Por que a Polícia Federal se meteu nisso? Não é competência do Ministério da Agricultura fazer a fiscalização da carne? Sim, o famoso carimbo do SIF, mas acontece que os fiscais estavam sendo corrompidos pelos frigoríficos.

Toda ação tem efeitos colaterais, uma delas é mostrar que parte de nosso empresariado é corruptor, e sem corruptores não há corruptos. Outro efeito é fazer uma cortina de fumaça justamente na hora em que discutimos a Reforma da Previdência. A terceirização foi votada por trás dessa cortina.

Como também, a concorrência queira prejudicar o Brasil no mercado internacional da carne. E assim por diante.

Se espremermos o nosso cérebro, vamos descobrir outras coisas, como: a carniça está instalada em Brasília.


*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Membro da Academia Araçatubense de Letras.

19.3.17

Chega! Eu me rendo! Sou sócio do TAG



TAG é uma espécie de clube do livro, Editora Globo, Porto Alegre. Paga-se mensalmente para receber um livro e alguns adereços. Depois daquela propaganda passar por mim no Facebook milhões de vezes, eu gritei:

- Chega! Eu me rendo! Vocês, marqueteiros, não vão me deixar de consciência pesada por ser um leitor e não aderir!

Assim já li o primeiro: O Xará, gostei muito e reproduzo aqui a apreciação de dois escritores brasileiros sobre o livro. Já chegou o segundo (Hélio Consolaro).

SOMOS TODOS ESTRANGEIROS

FEVEREIRO 2017

Carne podre? Claro

Arlen Pontes*
Muito mimimi... todos sabem que os embutidos, salame, salsicha, presunto e mortadela são produzidos em sua origem com carne de cavalo, carcaça de porco (incluindo a cabeça), carcaça de peixe e carcaça de gado inteira, muito das vezes já expostas ao tempo durante semanas..
Só lembrando, o resfriamento como alternativa para preservação da carne só surgiu no século passado, então é óbvio que a humanidade sempre consumiu carne podre, podre e com larvas, que dava mais "sustância".
Sei que quase ninguém suporta o gosto fétido do chocolate, mas para quem gosta, é sempre bom refrescar a memória que mais de 30% do chocolate é composto por traços de baratas, moscas, pelos de ratos e outros insetos carnudos.
Eu sempre consumi carnes de todos os tipos e seus embutidos, e o máximo que consegui de prejuízo com isso até hoje foi o financeiro.
É muito mimimi para algo que todos nós sabemos, se você gosta de leite então pare de beber, se você consome massa de tomate industrializada você provavelmente já comeu a porcentagem equivalente de uns dez ratos inteiros.
Então menos barulho e mais carne podre.
Ah, um salame de cavalo, porco, peixe e papelão por favor, que hoje eu tô com fome.
*Arlen Pontes, arte-finalista, Buritama-SP

18.3.17

Bate-boca de prefeitos: conversa de desqualificados


Hélio Consolaro*

Algumas pessoas me procuram na fila do banco, em eventos culturais, enfim, na rua, perguntando que acho da administração do novo prefeito de Araçatuba, Dilador Borges.

Tenho dito que ainda é muito cedo para emitir uma opinião, porque só teremos um perfil do prefeito depois de um ano de sua administração, pois respeito a democracia e, como candidato derrotado, reconheço o vencedor. Nem que eu tivesse perdido por um voto, não ia propor o impeachment do vencedor. Saber perder faz parte de minhas parcas virtudes. E parece ser também do Luís Fernando da Lomy.

Por que um ano? No primeiro semestre, o vencedor ainda não desceu do palanque; no segundo, ele cai na real. Aos poucos, vai descobrindo que fez promessas impossíveis e que as críticas feitas ao prefeito sainte não tinha muito fundamento.

O jornal O LIBERAL, coluna Bastidores, edição de sábado, 18/03/2017, publicou uma nota muito interessante que ilustra aquilo que estou dizendo: “SUSTO DOS INEXPERIENTES: alguns membros do governo de Araçatuba que não tinham experiência do serviço público ainda levam alguns sustos. Acostumados às decisões imediatas do setor privado, ainda precisam aprender a conviver com as limitações legais e financeiras da área pública. Tudo é mais lento. Prazos precisam ser cumpridos. Não há como queimar etapas”.

Muitos desses sustos, as falhas dos inexperientes, não são assumidos pela nova administração, então jogam a culpa no falecido, ou seja, no antecessor.

Apesar de Cido Sério ter vendido a alma para o diabo, se esforçando para eleger uma bancada multipartidária na Câmara Municipal de Araçatuba para defendê-lo, “os seus queridos vereadores” passaram para o lado de lá. Ninguém faz a sua defesa.

Assim, ele mesmo teve que vir a público e se defender. Assim o bate-boca de Dilador Borges e Cido Sério pela imprensa e redes sociais  se estabeleceu, parecendo conversa de desqualificados.

Esse negócio de “Sustos dos inexperientes” vai me render outra crônica. Aguarde.


-->
*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Candidato a prefeito de Araçatuba, 2016, derrotado