AGENDA CULTURAL

23.8.17

Conjuntos habitacionais precisam de área de lazer

Como já disseram, o homem se embrutece sem arte
Maquete da obra depois de pronta

Hélio Consolaro

Durante o anúncio da continuidade das obras do PEC (Praça de Esportes e Cultura) no Parque Atlético, conjunto habitacional do programa Minha Casa, Minha Vida (menos de três de salários mínimos) o prefeito Dilador Borges se mostrou meio contrariado, dizendo que a população não havia pedido aquela obra. A decisão de se empenhar no término dela foi sábia.

Embora eu tenha feito parte da administração municipal passada, eu digo que o prefeito Dilador devia estar contrariado com o prefeito Cido Sério por que não terminou aquela obra tão necessária. Aliás, todos os conjuntos deviam ter um equipamento daquele.


Nem sempre a população quer o melhor para ela, porque se vai ter escola, já tem creche e transporte coletivo, e vai ter UBS, o básico está garantido, faltava o lazer. 


Na construção do conjunto habitacional  Atlântico, o erro foi fazer casas geminadas e asfalto de péssima qualidade. Nisso estão implicadas a Caixa Econômica Federal e a Prefeitura de Araçatuba.


Se os condomínios melhores têm um clube dentro deles para garantir a convivência e o lazer, os conjuntos habitacionais também necessitam. Afinal, como canta os Titãs: "A gente não quer só comida / A gente quer comida / Diversão e arte". 


Os conjuntos habitacionais são compostos de casas pequenas. Durante a semana, as pessoas trabalham, mas nos fins de semana a família toda não cabe na casa, aí entra a utilidade dos equipamentos comunitários na conviência. Principalmente no Parque Atlântico, onde há muitas crianças. 



As atividades esportivas, lúdicas e culturais nos bairros, além dos conjuntos habitacionais é uma forma preventiva de combater as drogas, o crime e a violência. Como já disseram, o homem se embrutece sem arte

*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Araçatuba-SP 

Duo Purunga - Levi Ramiro - Araçatuba

Levi Ramiro

A essência da música caipira e o som do sertanejo raiz num show que promete envolver e animar o público que comparecer ao Teatro Municipal Castro Alves neste sábado (26), às 20h30.

No show “Duo Purunga”, o compositor e violeiro Levi Ramiro, natural de Uru (SP), mistura elementos que formam a música brasileira, celebrando a poesia e a simplicidade da vida interiorana. Em suas apresentações há canções autorais e de artistas como Angelino de Oliveira, Pena Branca e Xavantino e Tonico e Tinoco.

Diversas músicas de Ramiro já foram gravadas nas vozes de importantes nomes brasileiros. Alguns deles são Ana Salvagni, Matuto Moderno, Dércio Marques, Paula Veloso, Tânia Grinberg, Jorge Curuca, João Carlos e Maurício, Duo Catrumano (Elias Kopcak e Rodrigo Nali), Carlos Vergalim, Valdir Verona, João Arruda, Zé Esmerindo e outros.


O cantor integrou a direção musical dos CDs “As liras pedem socorro”, “Sentimento matuto”, “Canto das horas”, “Lufada em Viola de Cocho”, “Estilo Caipira”, “Viagem violeira”, “Viola de Lua”, “Cavaleiro Macunaíma”, “Viola e sentimento” e “Capim dourado”.

Em 2004, Levi participou do primeiro grande Festival de Música Instrumental para Viola, ficando entre os 16 finalistas. Recebeu, em 2010, o Prêmio Rozini “Excelência da Viola Caipira”, na categoria de Violeiro solo.

Já gravou os CDs “Maracanãs” (1997), “Viola de todos os cantos” (2001), “Mais uma saudade” (2005), “Nosso Quintal” (2008), “Trilha dos Coroados” (2009), “Prosa na base do ponteio” (2013) e “Capiau” (2014).

O show é uma realização do Sesc Birigui em parceria com a Prefeitura de Araçatuba, através da Secretaria Municipal da Cultura.

Serviço
Show Duo Purunga
Data e horário: 26 de agosto, às 20h30
Local: Teatro Municipal Castro Alves, Rua Duque de Caxias, 29, Centro
Classificação Indicativa: 16 anos
Os ingressos serão gratuitos e distribuídos a partir das 19h30, na portaria

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22.8.17

Dieta para emagrecer e espartilho

O espartilho e a dieta para emagrecer como forma de moldar o corpo feminino e atender às preferências masculinas (ou da mídia) são igualmente opressivas. 


Hélio Consolaro*

A arte nos proporciona viver vidas que não sejam a nossa. E quando falo em arte, me refiro à literatura, cinema, novelas de televisão, etc. , ou seja,  aquelas que imitam a vida em narrativas ficcionais. 

Estou lendo "Ragtime", um livro de E. L. Doctorow, que nunca o leria se o clube do livro "TAG - Experiências literárias" pusesse nas minhas mãos. E pela leitura, estou vivendo cenas interessantes em que personagens históricas e ficcionais se misturam no enredo.



Uma cena que me marcou muito foi a lição que Emma Goldman (escritora, oradora, sindicalista, antimilitarista, feminista e anarquista) passada a Evelyn Nesbit (atrizcantora e modelo) sobre o uso do espartilho. Ambas são personagens históricas dos Estados Unidos do início do século 20. 

Sempre ouvi de orelhada ou li apressadamente em revistas e jornais sobre os sacrifícios femininos proporcionados pelo uso do espartilho, que prejudicam a saúde da mulher. 

Com a leitura do livro "Ragtime", onde há a lição de Emma Goldman a Evelyn Nesbit, passando-lhe a interpretação política do uso de tal peça, de forma narrativa no livro, meus conhecimentos ganharam mais consistência.  

O espartilho e a dieta para emagrecer como forma de moldar o corpo feminino e atender às preferências masculinas (ou da mídia) são igualmente opressivas. 

Emma Goldmann faz Evelyn Nesbit se desfazer do espartilho (colete para conter as gordurinhas e moldar o corpo externamente, alguns eram duros como aço), que deixasse seu corpo solto na roupa. 

Diante das primeiras resistências de Evleyn, Emma acrescentou seu argumento final: "Você é uma criatura formada do jeito deles. Tem tanta necessidade do espartilho como uma ninfa dos bosques". A militante anarquista libertou mais uma mulher.



Mas não se espante, cara leitora, porque ainda se vendem espartilhos pela internet, como se aumentam seios e nádegas com silicone. Há muita coisa por fazer. 

Há homens que preferem mulheres soltinhas à beira da cama, com luz acesa, em vez de escuridão para que não se veja o desmonte feminino.

A pessoa leitora é diferente, porque viaja sem sair do lugar e não fica limitada a sua própria vivência. Não estou aqui a me elogiar, mas convidar-lhe a ler. A leitura é também um bom entretenimento. 

*Hélio Consolaro é professor, jornalista, escritor. Membro da Academia Araçatubense de Letras


21.8.17

Bate-papo com a artista Márcia Porto

Bate-papo com a artista Márcia Porto
Dia 26, sábado, 9h30
Academia Araçatubense de Letras de Araçatuba
Rua  Joaquim Nabuco, 210 - 18 3624 7638

A artista Márcia Porto irá conversar com o público sobre o processo de criação do mural que acaba de realizar na Academia Araçatubense de Letras de Araçatuba. O projeto faz parte da série Diáspora que narra a história de um grupo de mulheres errantes, as Ginaiques.

A presidenta da AAL, Yara Pedro de Carvalho, estende o convite a todos os apreciadores das artes de Araçatuba e região. 


As Ginaiques

Consta que essas mulheres ansiavam um lugar por vir.Errantes que eram, passavam um dia em quatro palavras: inversão, transposição, inundação e irradiação.

Há muitas gerações, as Ginaiques esqueceram sua origem e, libertas da ordem do tempo evocam:

- Quando foi que deixamos a porta aberta?

17.8.17

Festival da Diversidade, prefeito Dilador Borges e pastores.


Depois de vários anos, em 2017, teremos também em Araçatuba um festival que contemple a diversidade sexual. 

Novamente, a Secretaria Estadual de Cultura está promovendo o evento pelo ProaC, com o apoio do Sesc e da Secretaria Municipal de Cultura.

Na administração passada, também houve tentativas de enfraquecer o evento e o prefeito Cido Sério dizia o mesmo que o atual prefeito Dilador Borges afirmou aos pastores: o gestor público deve ter uma visão democrática, dando a oportunidade de manifestação a todos os segmentos da sociedade.

Neste ano, 2017, tratava-se uma peça, especificamente. Dessa vez, a posição do prefeito ficou mais pública, com mais transparência. Gostei disso e espero que em 2018 o evento continue acontecendo em Araçatuba.

Não tenho nada a dizer aos pastores, mas a todos os líderes religiosos, que deixem de ser totalitários, querendo usar o poder público para que todos os cidadãos tenham a mesma visão deles. 

Precisamos e estamos construindo uma sociedade brasileira plural. Jesus Cristo não é monopólio das igrejas, chega-se a Ele também por outros caminhos, até pela blasfêmia. 

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*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Araçatuba-SP

16.8.17

Em defesa da Constituição e da Democracia


Hélio Consolaro*


Hélio Consolaro*

Um jovem me perguntou se devia ir à reunião do Movimento Brasil Livre (MBL) que acontecerá na Câmara Municipal de Araçatuba, no sábado, 19/08/2017, 15h.

Explicando: o MBL teve uma participação forte no "Fora Dilma", mas não aderiu ao "Fora Temer". Não ia gritar fora para quem eles puseram lá. Há uma certa coerência.

Respondi ao jovem que se ele fosse meu filho (ou neto), eu diria: "Olhe bem com quem você anda, escolha bem suas companhias. Ande com gente que defenda a inclusão, seja contra o preconceito, a favor dos direitos humanos e da diversidade, defenda a democracia e respeite do patrimônio público. Nada de raivosos. Mas você não é meu filho, portanto, converse também com seu pai, com sua família, com seu irmão".

Daqui para frente, todos os movimentos políticos, inclusive o MBL, têm em vista as eleições de 2018 e isso é bom, porque há um consenso no respeito à democracia. Ninguém está correndo para pegar em armas.

Nas urnas de 2018, deverá nascer a construção de um novo pacto social e democrático que foi rompido em 2014 por um lado que não aceitou a derrota, que não teve a paciência de esperar a próxima eleição, preferiu costurar um golpe parlamentar, se antecipando. E deu no que está dando.  

A juventude que sempre começou militando politicamente nos portais da esquerda, passando depois de adulta para a direita, atualmente se inicia  na direita. Quem sabe no futuro, passará para a esquerda. 

Na verdade, estamos fazendo história a cada minuto. Hoje será história amanhã. E ela precisa de tempo para se configurar.

Em 2018, precisamos fazer uma garimpagem apurada na hora de votar, mesmo dentro da agremiação partidária da qual participamos. Todos os partidos e candidatos farão o discurso anticorrupção, muitos, apenas da boca para fora. Cuidado!

*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Araçatuba-SP 

15.8.17

Secretaria Municipal de Cultura lança editais para inscrições de projetos culturais

A Secretaria Municipal de Cultura de Araçatuba lança CINCO editais para inscrições de projetos culturais: contação de história, espetáculos musicais, espetáculos teatrais, festival de arte, oficinas artísticas. 

Os escolhidos receberão prêmios em dinheiro do Fundo Municipal de Apoio à Cultura de Araçatuba. Quem julgará os projetos é o Conselho Municipal de Políticas Culturais de Araçatuba. 

Os extratos dos editais foram publicados no jornal O LIBERAL de 15/08/2017 no caderno Classificados. Os editais se encontram de forma completa no seguinte endereços: secretariacult.blogspot.com e conselhocult.blogspot.com . 

Abaixo, reproduzimos os extratos publicados:

CONTAÇÃO DE HISTÓRIA
 FESTIVAL DE ARTES


ESPETÁCULOS MUSICAIS
 PRODUÇÃO DE TEATRO

 ESPETÁCULOS MUSICAIS 
 OFICINAS ARTÍSTICAS




13.8.17

Homenagem ao Tito Damazo

Tito Damazo e sua esposa Tânia 
Homenagem ao ícone Tito Damazo (moda de viola) - 28/06/2017
Letra: Manuela Sant'Anna Trujilio*
Arranjo e viola: Serestino


No linguajar do caboclo
De um poeta escritor
Eu quero falar um pouco.
Em Letras, Mestre e Doutor,
Infinitos são seus feitos
Seu talento e seriedade
Professor Tito Damazo
É uma autoridade.

Vir ao mundo com essa veia
Curió canta dobrado
Esse dom o poeta tem
Em sua alma está guardado
Em todo seu ser mareja
Sua sensibilidade
Seus versos são imortais
Ficarão pra eternidade.


Com aplauso das estrelas 
Em meio ao orquidário 
Com a Lua se entoa
O cantar desse canário 
Igual aroma de flores 
Os colibris vão beijar 
Abelhas retiram o mel 
Pra todos se saciarem


Literatura tem sabor
Gosto que nem se calcula
Mas o gosto mais gostoso
É o gosto da estrutura 
Prosear pela cidade
Nas escolas o Tito está
Educação é alimento
De quem ama educar.
A educação e a poesia 
Caminhando lado a lado
São cores do arco-íris
Desse mundo o encantado
Falar do Tito Damazo
É ter grande coragem
Mas a voz de fã é forte 
O coração presta homenagem.

*Manuela Sant'Anna Trujilio, poetisa cabocla, membro do Grupo Experimental da Academia Araçatubense de Letras

A dupla Manuela e Serestino

Francisco Antônio Ferreira Tito Damazo é professor, escritor e doutor em Letras pela Unesp. Com quatro livros publicados. Membro da Academia Araçatubense de Letras.

Caminhante da avenida da Saudade

Hélio Consolaro*

Pela sétima vez, passarei um Dia dos Pais órfão. Até parecia que ter pai vivo era tão natural, uma rotina. Neste domingo, pegarei a av. da Saudade para cumprimentar-lhe por seu dia. Poderia fazê-lo de qualquer lugar, pois ele mora no universo, mas a ida até o cemitério significa uma atenção especial, melhor que um presente.

Dizem que nós, homens, imitamos nosso pai, aprendemos ser macho com ele. É uma teoria, apenas isso. Meu sobrinho Eduardo viveu com seu pai até os 6 anos, perdeu a mãe muito cedo, foi criado por parentes, pois ele tem todos os trejeitos do pai, inclusive a personalidade, tendo apenas a convivência dos primeiros anos. Será que esse curto período foi o fundamental ou está tudo no DNA?

Os quatro filhos do Seu Luís (eu e meus irmãos) se parecem, nem tanto na fisionomia, mas no biofísico, na voz, no jeitão. O velho ficou em nós, grudado. Lógico que tenho o meu lado feminino, passado por Dona Augusta, não o renego.

Mijar de pé, por exemplo. Quem me ensinou esse jeito de urinar? Provavelmente, a minha mãe. Principalmente, nos tempos em que pomar, bananal e casinha eram os mictórios. As mulheres nos ensinam como ser macho quando somos pequenos, até chorar não deixam, para que não sejamos “mulherzinha”, depois nos chamam de machistas. É difícil entendê-las. Se as mulheres criam os homens, por que somos assim chamados de cruéis?

Na minha época de criança, menino tabaréu, morador de zona rural, a expressão “mijar para trás” significava ser mulher, não honrar compromissos. Homem que era homem mijava para frente. Entre os meninos, fazíamos até uma aposta no pomar para ver quem mijava mais longe. Hoje, aos 60 anos, essa proeza fica para a mangueira, quando aguamos o jardim.

Se tem uma coisa no homem que causa inveja às mulheres, é a capacidade do homem de mijar de pé. Lá em casa, a Japa vive implicando comigo por causa disso. Às vezes, fico meio chateado, ela não entende a minha formação.

A aflição das mulheres é urinar em um banheiro público imundo. Ficam de cócoras sem encostar a bunda no vaso e tentam fazer xixi.

Que tenho de masculino? O lado solitário, de não abrir a guarda para não me enfraquecer, de chorar escondido, de deixar a mulher e andar em manada de machos, nem que seja no boteco tomando algumas num fim de semana.

A mulher de cada homem detesta boteco. Talvez seja porque a companhia dela já não o satisfaz, ou porque de copo em copo, ele vai perdendo potência sexual. A perda do seu homem, para elas, parece uma ameaça constante. Como fêmeas, disputam entre o si os mais varonis.

O pai é um bicho arredio, às vezes, pouco carinhoso. Por mais presente na família, é um touro bravo, de poucas palavras, a última instância, mesmo quando abandona a casa. Já está perdendo o status de provedor, mas se torna mais presente quando abandona o lar, porque se sente obrigado a superar a distância com mais carinho e com uma convivência concentrada nas horas que passam com os filhos.

Ser pai é meio complicado, não há manual de instrução e nem treinamento. Repetimos aquilo que o pai foi conosco. Até me surpreendi, o Menininho (meu filho), aos 30 anos, vem passar o Dia dos Pais em Araçatuba. A morte do avô deve ter lhe ensinado alguma coisa.

Feliz, Dia dos Pais. Nem que seja como este croniqueiro, caro leitor, um caminhante da avenida da Saudade.

*Hélio Consolaro é professor, jornalista, escritor. Membro da Academia Araçatubense de Letras. Atualmente é secretário da Cultura de Araçatuba-SP. E-mail: conselio@gmail.com

12.8.17

O poeta Antonio Cicero, autor de “Fullgás”, é eleito para a ABL

Além de compositor popular, Cícero é formado em Filosofia pelo University College London, da Universidade de Londres e autor de vários livros de poesia e filosofia.


“Antônio Cícero é um dos escritores mais representativos da literatura brasileira contemporânea”, declarou o Presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Acadêmico Domício Proença Filho, ao anunciar o escritor para a cadeira 27 da ABL.

O escritor Antônio Cícero foi eleito nesta quinta-feira (10) para a cadeira 27, sucedendo Eduardo Portella, morto no dia 3 de maio deste ano.

Cicero foi eleito por 30 votos. Concorreram na eleição, 22 acadêmicos – 12 por cartas.

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Antes de Cícero, os ocupantes anteriores da cadeira 27 foram: Joaquim Nabuco – fundador da cadeira e que escolheu como patrono Maciel Monteiro, Dantas Barreto, Gregório da Fonseca, Levi Carneiro e Otávio de Faria.

O novo integrante
Formado em Filosofia, em 1972, pelo University College London, da Universidade de Londres, Antônio Cícero é autor dos livros de poemas Guardar (Rio: Record, 1996), A cidade e os livros (Rio: Record, 2002), Porventura (Rio: Record, 2012) e, em parceria com o artista plástico Luciano Figueiredo, de O livro de sombras (Rio: +2 Editora, 2010).
O acadêmico também publicou as obras de ensaios filosóficos O mundo desde o fim (Rio: Francisco Alves, 1995), Finalidades sem fim (São Paulo: Companhia das Letras, 2005) e Poesia e filosofia (Rio: Civilização Brasileira, 2012). Além disso, suas entrevistas foram reunidas no livro de Arthur Nogueira, intitulado Encontros: Antônio Cícero (Rio: Azougue, 2013).
Além disso, Cícero organizou o livro de ensaios Forma e sentido contemporâneo: poesia (Rio: EdUERJ, 2012) e, em parceria com Waly Salomão, o volume de ensaios O relativismo enquanto visão do mundo (Rio: Francisco Alves, 1994). Em parceria com Eucanaã Ferraz, produziu a Nova antologia poética de Vinícius de Moraes (São Paulo: Companhia das Letras, 2003).
Em 1993, concebeu o projeto intitulado “Banco Nacional de Ideias”, através do qual promoveu, em colaboração com o poeta Waly Salomão e com o patrocínio do Banco Nacional, ciclos de conferências e discussões de artistas e intelectuais de importância mundial, como João Cabral de Melo Neto, Richard Rorty, Tzvetan Todorov, Hans Magnus Enzensberger, Peter Sloterdijk, Bento Prado Jr. e Darcy Ribeiro, entre outros. É também autor de inúmeras letras de canções, tendo como parceiros compositores como Marina Lima, Adriana Calcanhotto e João Bosco.
Mais recentemente, em 2012, Antonio Cicero foi agraciado com o “Prêmio Alceu Amoroso Lima – Poesia e Liberdade”, concedido pela Universidade Cândido Mendes e pelo Centro Alceu Amoroso Lima pela Liberdade.
*Com informações do G1
Foto: Reprodução YouTube