AGENDA CULTURAL

19.1.18

Beber a água suja da mina


"A Vigilância Sanitária Municipal de Araçatuba considerou imprópria para consumo a água da mina localizada às margens da Via Agnaldo Fernando dos Santos, que liga a rotatória da Rua Aviação ao pé de galinha, na zona norte de Araçatuba. Segundo análises feitas pela vigilância, foi detectada contaminação por bactérias, parasitas e protozoários, que causam náusea, diarreia, perda de apetite, fadiga e vômito.
De acordo com o dirigente administrativo da Vigilância, Luis Carlos Rodrigues Teixeira, o órgão tem feito vários esforços há anos para conscientizar a população a não consumir mais a água da mina. (Jornal O LIBERAL, 18/01/2018)

Hélio Consolaro*

Há muita gente, milhões de pessoas, que acreditam nos seus olhos bons, que eles veem tudo, o mundo como ele é. Se cada espécie animal vê a realidade de um jeito, será que nós também não vemos nos limites de nossas antenas (os cinco sentidos)? 

Tanto é que para ver o macro, o universo, o céu, inventamos o telescópio; e o micro, o microscópio. Assim, a água está límpida, mas está suja, basta pô-la numa lâmina no microscópio. 

Na África, mina significa bomba, que a qualquer hora alguém pode pisar nela. Se aqui temos a bala perdida, lá os africanos têm a mina perdida, restos de guerra que ficaram enterrados.

No Brasil, mina significa água limpa, como o índio tomava, quando aqui era floresta. Agora temos inseticida, esgoto, um monte de jeitos de poluição, portanto as minas não são as mesmas.

Para vender água, os donos de fontes, que engarrafam água das profundidades do aquífero esparramaram o boato aqui em Araçatuba de que a água tratada do antigo DAEA, hoje Samar, não presta para beber. Não existe essa mentalidade em todas cidades. Esse negócio de depósito de gás vender água em garrafão é coisa de Araçatuba.

Com essa mentalidade, em Araçatuba, quem tem dinheiro compra água engarrafada, quem não tem, busca água "duvidosa" da mina. Algumas pessoas deixam de consumir a água tratada, boa para a saúde, da torneira, para ir buscar água suja. 

Educar, instruir é preciso.

*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor.

18.1.18

Grupos de dança contemporânea sobem ao palco do Teatro do Sesc Birigui


Dois espetáculos de dança contemporânea integram a programação de dança do Sesc Birigui neste mês. Enquanto um deles recria o fandango, dança tradicional do Rio Grande do Sul, o outro adentra o universo das canções de Ary Barroso. As apresentações são gratuitas (cm retirada de ingressos 1h hora antes no local) e acontecem no Teatro da instituição. 

Em Fandango a Céu Aberto, que será apresentado no dia 18, quinta-feira, a Cia. Oito Nova Dança propõe uma leitura transformada e recriada do que seria um fandango para um coletivo de dança contemporânea. A companhia acolhe aspectos essenciais do fandango original, como o bailado, o batido, a noção de mutirão e de celebração. O espetáculo é finalizado com um grande "baile" incluindo o público, num espaço que evoca o estar a céu aberto. 

Criada e dirigida por Lu Favoreto em 2000, a Cia. Oito Nova Dança tem como elemento primordial de investigação a relação entre estrutura corporal, movimento vivenciado e obra cênica. Sua abordagem corporal tem como princípio técnicas fundamentadas nos métodos de Klauss Vianna e da fisioterapeuta francesa Marie Madeleine Béziers. 

Já o Ballet Stagium, sob a direção de Márika Gidali e coreografia de Décio Otero, apresenta O Canto da Minha Terra, no dia 27. Por meio da dança, a montagem explora toda a poesia que ecoa no universo sonoro de Ary Barroso. Mineiro de Ubá que se desdobrou em várias atividades e em todas deixou a marcas de sua essência combativa, Ary Barroso foi popular por seus sambas-exaltação, sendo o mais famoso deles “Aquarela do Brasil”. 

Criado em 1971, Ballet Stagium desenvolve produções adaptáveis aos mais diversos tipos de espaços. Foi uma das primeiras companhias nacionais a utilizar trilhas sonoras da MPB em seus espetáculos (Pixinguinha, Geraldo Vandré, Chico Buarque, Lamartine Babo e Cartola são alguns dos músicos trabalhados). Além disso, vários compositores criaram partituras originais para o grupo, entre eles: Milton Nascimento, (Missa dos Quilombos), Egberto Gismonti (Pantanal), André Abujamra (Shamain) e outros. 


Programação de Dança de janeiro no Sesc Birigui: 

Espetáculo
Fandango a Céu Aberto
Com Oito Nova Dança. O trabalho propõe uma leitura transformada e recriada do que seria um fandango para um coletivo de dança contemporânea. A companhia acolhe aspectos essenciais do fandango original, como o bailado, o batido, a noção de mutirão e de celebração. O espetáculo é finalizado com um grande "baile" incluindo o público, num espaço que evoca o estar a céu aberto. 
Dia 18, quinta, 20h30. Teatro - Sesc Birigui. Grátis. Livre.
Retirada de convites com 1h de antecedência.

Espetáculo
O Canto da Minha Terra
Com Ballet Stagium
Com direção de Márika Gidali e coreografia de Décio Otero, a obra se lança à tarefa de explorar, por meio da dança, toda a poesia que ecoa no universo sonoro de Ary Barroso. Mineiro de Ubá que se desdobrou em várias atividades e em todas deixou a marcas de sua essência combativa, Ary Barroso foi popular por seus sambas-exaltação, sendo o mais famoso deles “Aquarela do Brasil”. 
Dia 27, sábado, 17h. Teatro - Sesc Birigui. Grátis. Livre.  
Retirada de convites com 1h de antecedência.

17.1.18

Eleições de 2018. Cuidado com a pós-verdade

Benito Mussolini
Hélio Consolaro*

Não sei caro leitor se deparou com a palavra pós-verdade, se não sabe o que é, não perdeu nada, mas é bom tomar conhecimento para não ser enganado por um novo tipo de jornalismo. Não é aquele que mente, mas que é panfletário, faz um discurso para determinado segmento político.

Segundo Oxford Dictionaries, departamento da universidade de Oxford, trata-se de um substantivo “que se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”. A representante maior do jornalismo pós-verdade são as revistas noticiosas, como a Veja.

Nas redes sociais, por exemplo, a palavra é usada por quem avalia que a verdade está perdendo importância no debate político. Por exemplo: o boato amplamente divulgado de que o Papa Francisco apoiava a candidatura de Donald Trump não vale menos do que as fontes confiáveis que negaram esta história.


Mas tudo tem a sua história, a pós-verdade tem raízes antigas. A república brasileira criou a imagem de Tiradentes semelhante à de Jesus Cristo crucificado para que caísse nas graças da população brasileira. 

“Independência ou Morte” de 1888, quadro do pintor Pedro Américo, retrata um jovem Dom Pedro I a erguer a sua espada a 7 de Setembro de 1822, nas margens do Rio Ipiranga, em São Paulo. Trata-se de uma imagem pintada, inventada. 
Independência ou Morte, quadro de Pedro Américo
Machado de Assis tinha o cabelo pixaim, era afrodescendente, fundador da Academia Araçatubense de Letras, admirado pela intelectualidade branca do Rio de Janeiro. Não houve dúvida, dúvida, embranqueceram as suas fotos, até em comercial da Caixa Econômica em 2011.
Machado de Assis branqueado
Machado de Assis - natural










Mas isso não é exclusividade brasileira. Uma foto de Abraham Lincoln na sede do congresso americano em Washington, com pose de estadista, tem só a cabeça dele, o corpo é de outra pessoa. 
Na imagem à esquerda, só a cabeça pertencia a Lincoln. Foi colocada sobre foto de Calhoun (à direita) 
Numa foto, na antiga União Soviética, Lênin discursando com a presença de de Trótski. Tiraram este porque ele havia caído em desgraça com os líderes da Revolução Russa. 

Na fotografia à esquerda, a figura de Trótski (de quepe, na imagem à direita) foi apagada
Mussolini montado num cavalo, todo valentão, ergue a espada, mas o animal estava sendo segurado no cabresto por um tratador, tirando toda a galhardia do ditador. Não houve dúvida, tiraram da foto o tratador.
Mussolini posa de valentão (à esquerda), mas não mostra o tratador que segurava o cavalo (à direita)
E assim, caminha humanidade. Atualmente, com as redes sociais, a pós-verdade, que é um panfleto, está em evidência. Já recebi foto de João Dória como roqueiro, consumindo maconha. Produção de um site especialista em "fake new". Não divulguei, é mentira, montagem.

Cuidado, caro leitor, para não ser um inocente útil de um dos lados. Neste ano, temos eleições.  

LEIA MAIS: 
http://www.bbc.com/portuguese/brasil-42172146?SThisFB

*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Membro da Academia Araçatubense de Letras 

14.1.18

Sesc de Birigui promove show de choro em Birigui e em Araçatuba


Grupo de choro Água de Vintém é atração do Sesc Birigui nos dias 17 e 18/01/2018

O conjunto piracicabano Água de Vintém traz ao público da região de Birigui um panorama completo do universo do choro. Nos dias 17 e 18, o grupo realiza respectivamente em Birigui e Araçatuba dois shows gratuitos, com composições inéditas, obras pouco divulgadas de alguns dos maiores nomes do gênero e clássicos eternos.

A primeira apresentação, no dia 17, acontece às 19h, na Área de Convivência do Sesc Birigui, e a segunda, dia 18, será realizada às 20h30, na Praça João Pessoa, em Araçatuba (em caso de intempéries, o show poderá ser transferido para o Polo Avançado de Araçatuba).

Formado por Vitor Casagrande (bandolim), Saulo Ligo (cavaco), Guilherme Girardi (violão), Marcus Godoy (violão de 7 cordas) e Xeina Barros (pandeiro), o Água de Vintém tem dois discos lançados e já se apresentou nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa. 

O disco de estreia, “Café da Dona Chica” (2013/Acari Records), tem 12 faixas, sendo que 11 são composições autorais. O segundo disco, “Água de Vintém interpreta Sérgio Belluco” (2015), resgata da obra de um importante compositor e violonista piracicabano.

Além disso, o conjunto já gravou o programa “Talentos” da TV Câmara e dividiu o palco com nomes como Toninho Carrasqueira, Cristóvão Bastos, Déo Rian, Pedro Amorim, Alessandro Penezzi, Nailor Proveta, Toninho Ferragutti, Izaías do Bandolim, Celsinho Silva e Ronaldo do Bandolim.

Serviço
Shows com o grupo Água de Vintém
Dia 17, quarta, 19h. Área de Convivência do Sesc Birigui (Rua Manoel Domingos Ventura, 121, na Vila Xavier) - Birigui.
Dia 18, quinta, 20h30. Praça João Pessoa – Araçatuba. 
Grátis. Livre. 
Informações: (18) 3649-4786

Trepou e se estrepou! Velho teimoso


Hélio Consolaro*

O fato narrado ocorreu em Santa Fé do Sul no início deste janeiro de 2018, mas isso pode acontece em qualquer cidade, basta ter idosos ao redor. E como tem. Antigamente, havia muitas crianças, agora sobram velhos e velhas. Eu sou um deles. 

Idoso rima com teimoso, assim também no feminino. Tudo isso porque a idade dá excesso de confiança, e o corpo, de fraqueza. O espírito quer fazer, mas a carcaça não aguenta.  

Lá em Santa Fé do Sul, conforme relato de jornal, o senhor Paulo Antônio da Silva foi limpar o telhado, tirar as folhas secas acumuladas e caiu. Da UPA, foi para o cemitério. Em quase toda família há um caso parecido.

Há outras teimosias. O bilau não funciona, toma Viagra (ou seu similar), pega uma maria-fraldão, vai para o motel, lá morre porque era hipertenso.

Não conhece, caro leitor, o termo maria-fraldão? Há maria-chuteira, que corre atrás da fama e do salário de jogador de futebol; maria-gasolina, só quer homem com carro, moto nem pensar, pois não quer levar vento no rosto. 

E há também a maria-fraldão, terror da Previdência Social, que encanta um velhote, pois pensa que o seu carisma ainda não acabou, tem um filho com ele e herda a sua aposentadoria. Velho teimoso que teima em colocar para funcionar aquilo que não funciona mais.

 Subir em árvore para apanhar frutas ou podá-la, subir em telhado para fazer a limpeza ou querer prorrogar a vida útil do bilau, tudo isso é trepar. E velho que trepa demais, às vezes, se estrepa.  

LEIA A NOTÍCIA, CLICANDO AQUI

*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor.

13.1.18

Agenda da semana (15 a 21/1/2018) no Sesc de Birigui - programe-se

Filme "Cine Holliúdy", espetáculo "Fandango a Céu Aberto", grupo  Água de Vintém
e peça "Concerto de Ispinho e Fulô" integram a programação da semana

Exibição de filme
Cine Holliúdy
Dir. Halder Gomes | Brasil | 2012 | Comédia | 91 min. | DVD 
Interior do Ceará, década de 1970. A popularização da TV permitiu que os habitantes da cidade desfrutassem de um bem até então desconhecido. Porém, o televisor afastou as pessoas dos cinemas. É aí que Francisgleydisson entra em ação. Ele é o proprietário do Cine Holliúdy, um pequeno cinema da cidade que terá a difícil missão de se manter vivo como opção de entretenimento. 
Dia 16, terça, às 19h30. Teatro - Sesc Birigui. Grátis. Livre.
Retirada de ingressos com 1h de antecedência.

Sesc Verão

Vivência em esgrima
Com Life Quality Assessoria. Vivência de fundamentos e contato com as regras e equipamentos da esgrima.
Dia 16/1, terça, das 16h às 17h30. Quintal/Gramado - Sesc Birigui. Livre.
Dia 17/1, quarta, das 16h às 17h30. Quadra Poliesportiva - Sesc Birigui. Livre.

Sesc Verão

Vivência Esportiva em Fútbol Callejero 
O “Fútbol Callejero” (futebol de rua), nasceu a partir da ideia de ampliar o espaço de diálogo entre jovens, tornando-se uma eficiente atividade de transformação social e formação de lideranças juvenis. 
Dia 16, terça, das 16h às 17h30. Campo de grama sintética - Sesc Birigui. Livre.

Sesc Verão
Luta, Brasil! Jiu-Jitsu Brasileiro
Com José Lopes G. Segundo (Zelo). Arte marcial de raiz japonesa, com modificação brasileira, o Jiu-Jitsu é composto por movimentos de alavancas, torções e pressões, com o intuito de levar o oponente ao chão e refuta a ideia de esporte violento. 
Dia 17, quarta, das 19h às 20h30. Sala Múltiplo Uso 2 - Sesc Birigui. 12 anos.

Show
Água de Vintém
O grupo já se apresentou ao lado de nomes como Toninho Carrasqueira, Cristóvão Bastos, Alessandro Penezzi, Proveta, Toninho Ferragutti, Rolando Boldrin e outros. Os músicos Vitor Casagrande (bandolim), Saulo Ligo (cavaco), Guilherme Soares (violão), Marcus Godoy (violão de 7 cordas) e Xeina Barros (pandeiro) unem o trabalho de pesquisa e interpretação a uma sólida produção autoral. 
Dia 17, quarta, 19h. Área de Convivência - Sesc Birigui.  
Dia 18, quinta, 20h30. Praça João Pessoa - Araçatuba (Em caso de intempéries, o show poderá ser transferido para o Polo Avançado de Araçatuba).
Grátis. Livre. 

Espetáculo
Fandango a Céu Aberto
Com Oito Nova Dança. O trabalho propõe uma leitura transformada e recriada do que seria um fandango para um coletivo de dança contemporânea. A companhia acolhe aspectos essenciais do fandango original, como o bailado, o batido, a noção de mutirão e de celebração. O espetáculo é finalizado com um grande "baile" incluindo o público, num espaço que evoca o estar a céu aberto. 
Dia 18, quinta, 20h30. Teatro - Sesc Birigui. Grátis. Livre.
Retirada de convites com 1h de antecedência.

Sesc Verão

Vivência em Yoga 
Aula aberta de yoga, arte marcial chinesa apreciada no ocidente especialmente por sua relação com a meditação e com a promoção da saúde. Ministrada pelo professor Ruberlei Silva. 
Dia 18, quinta, das 18h30 às 20h. Sala Múltiplo Uso 2 - Sesc Birigui. 16 anos.

Sesc Verão
Vivência Futebol Society 
O Futebol Society é uma derivação do futebol de campo, que é praticada em campo reduzido, com 7 jogadores de cada lado. Ministrada pelos instrutores do Sesc Birigui. 
Dia 18, quinta, das 16h às 17h30. Campo de grama sintética - Sesc Birigui. Livre.

Sesc Verão
É do Brasil! 
Vivências em modalidades esportivas criadas no Brasil, como frescobol, futebol de areia, tapembol, futevôlei, futetênis e peteca. 
Dia 18, quinta, 16h às 17h30. Quadra de Areia - Sesc Birigui. 6 a 10 anos. 
Dia 19, sexta, 16h às 17h30. Quadra Poliesportiva - Sesc Birigui. 11 a 12 anos.

Curso
Digitalização e restauro de fotografias
Com Aline Yuri Hasegawa
Desde a instalação do software de digitalização, ao manuseio do escaner. Do armazenamento das imagens, à restauração digital. Enquanto acessa suas memórias fotográficas, o participante trabalha para que ela sejam mantidas e armazenadas de forma segura e prática. 
De 19 a 26, quartas e sextas, das 14h30 às 17h30. Espaço de Tecnologias e Artes (ETA) - Sesc Birigui. Grátis. 12 anos. Inscrições no local.

Oficina 
Customizando um Robô-Pisca
Com Studio Hacker
A atividade tem como objetivo brincar com alguns conceitos da eletrônica por meio da customização do Robô-pisca. Usando materiais facilmente encontrados em papelarias, os participantes irão decorar os seus kits e experimentarão divertidas programações feitas em microcontroladores Arduino ou similares. Cada participante levará para casa o Robô-pisca que construir.  
Dia 20, sábado, 10h. Espaço de Tecnologias e Artes (ETA) - Sesc Birigui. Grátis. Livre. Inscrições no local.

Oficina 
Arte Robô Escovinha 
Com Studio Hacker
Usando materiais simples, reciclados ou facilmente encontrados em papelarias, materiais de eletrônica ou até mesmo de desmanches de computadores, os participantes terão a oportunidade de experimentar e criar junto com os artistas uma pequena variedade de robôs autônomos. Cada participante levará para casa o robô escovinha que construir.  
Dia 20, sábado, 13h. Espaço de Tecnologias e Artes (ETA) - Sesc Birigui. Grátis. Livre. Inscrições no local.

Oficina 
Lousa Mágica
Com Studio Hacker
A atividade levará os participantes ao mundo da eletrônica e da programação, por meio da construção de um artefato lúdico, uma lousa mágica digital, utilizando Processing em comunicação com um Arduino e potenciômetros.   
Dia 20, sábado, das 15h30 às 17h30. Espaço de Tecnologias e Artes (ETA) - Sesc Birigui. Grátis. Livre. Inscrições no local.

Oficina 
Estrelas de Manoel - Crochê Básico em Fio de Malha 
Com Coletivo Meiofio
A partir da leitura do poema "O Palhaço", de Manoel de Barros, o público é convidado a crochetar em malha de reuso estrelas gigantes que, ao final da atividade, serão arremessadas em uma árvore, compondo um grande móbile urbano. 
Dia 20/1, sábado, 14h. Área de Convivência - Sesc Birigui. Grátis. Livre.
Entrega de senhas no local com 30 minutos de antecedência.

Oficina
Juventudes - Ioiô profissional 
Com Planeta Ioiô
Nesta oficina desafiante, os especialistas farão apresentações, truques e manobras espetaculares do ioiô profissional, acompanhados de música, e compartilharão com os jovens as maneiras de realizá-las. 
Dia 20, sábado, das 15h às 16h30. 
Sala Múltiplo Uso 4 - Sesc Birigui. Grátis. Recomendado para jovens de 13 a 17 anos.

Contação de Histórias
Contos da Vovó Teka - Cachinhos Dourados 
Com Ester Moreira e Leandro Ferreirinha
Um clássico recontado com humor e diversão. Com auxílio da plateia, o Palhaço Ferreirinha tenta ajudar a Vovó Teka a lembrar os detalhes das aventuras de Cachinhos Dourados pela floresta e na casa dos ursos. Contação de histórias com tradução simultânea em libras. 
Dia 20, sábado, 15h. Área de Convivência - Sesc Birigui. Grátis. Livre.

Vivência 
Costurando palavras com Manoel de Barros
Com Coletivo meiofio
Um mergulho no imaginário do poeta Manoel de Barros, por meio de oficina e instalações lúdicas. Com os dedos, os participantes irão tecer rabos de lagartixas; um novelo e uma semente se transformarão em passarinhos; as formigas se alimentarão de pontos e serão tecidas com agulhas gigantes. 
Dias 20 e 21, sábado e domingo, das 10h30 às 12h30. Espaço de Brincar - Sesc Birigui. Grátis. Recomendado para crianças de 3 a 6 anos.

Sesc Verão
Quando eu jogava... Varal do Vôlei 
Prática do vôlei de modo informal, remetendo à época em que se jogava no quintal e na rua. 
Dia 20/1, sábado, das 14h às 18h. Quadra Poliesportiva - Sesc Birigui. Livre.

Sesc Verão
Clínica de vôlei de praia 
Com a participação da ex-jogadora Virna, o público vivenciará a modalidade e conversará com a convidada sobre sua trajetória e experiências esportivas. 
Dia 20/1, às 10h. Quadra de Areia - Sesc Birigui. 12 anos.

Espetáculo 
Concerto de Ispinho e Fulô
Com Cia. do Tijolo
Uma rádio Conexão São Paulo/Assaré anuncia que uma companhia de teatro de São Paulo chega para entrevistar o poeta Patativa do Assaré. O que seria uma entrevista costumeira se transforma num diálogo entre o popular e o erudito, o urbano e o rural, e culmina com a denúncia de um dos primeiros ataques aéreos contra civis dentro do território brasileiro, que não consta nos livros da história oficial do Brasil. 
Dia 20, sábado, 20h. Teatro - Sesc Birigui. Grátis. 16 anos. 
Retirada de ingressos com 1h de antecedência.

Sesc Verão
Quando eu jogava... Varal do Vôlei 
Prática do vôlei de modo informal, remetendo à época em que se jogava no quintal e na rua. 
Dia 20, sábado, das 14h às 18h. Quadra Poliesportiva - Sesc Birigui. Livre.

Sesc Verão
Clínica de vôlei de praia 
Com a participação da ex-jogadora Virna, o público vivenciará a modalidade e conversará com a convidada sobre sua trajetória e experiências esportivas. 
Dia 20, às 10h. Quadra de Areia - Sesc Birigui. 12 anos.

Espetáculo 
O Menino e a Cerejeira
Com Borbolina Produções Artísticas. 
Baseado na obra de Daisaku Ikeda, o espetáculo O Menino e a Cerejeira retrata a história de sobrevivência de uma árvore de cerejeira, a partir de um enredo em que amizade, carinho e coragem unem o garoto Taiti e sua dura realidade, após a devastação provocada pela guerra. Mensagens e ideias abstratas, como paz, esperança e humanismo inspiram crianças e jovens de forma lúdica. 
Dia 21, domingo, 17h. Teatro - Sesc Birigui. Grátis. Livre.
Retirada de ingressos com 1h de antecedência.

Oficina 
Automação de uma casa de brinquedo 
Com Studio Hacker
Neste encontro, os participantes terão contato com princípios de eletrônica e automação por meio da montagem de circuitos utilizando uma casinha de boneca, que será iluminada, decorada e automatizada. Serão apresentados circuitos simples, usando conexões eletrônicas com massa de modelar, bases de papelão, lápis, programação em Arduino e outros materiais familiares. 
Dia 21, domingo, das 10h às 12h. Espaço de Tecnologias e Artes (ETA) - Sesc Birigui. Grátis. Livre. Inscrições no local.

Oficina
Robô Desenhista
Com Studio Hacker
Os participantes acompanharão a montagem de dois robôs que serão programados para desenhar. Unindo arte e robótica, a atividade apresenta a montagem elétrica, robótica, programação e conjunto de comandos que o robô reconhece para desenhar.  
Dia 21, domingo, 13h30 às 17h30. Espaço de Tecnologias e Artes (ETA) - Sesc Birigui. Grátis. Livre. Inscrições no local.

Sesc Verão
Brincadeiras Aquáticas 
Realizada pela equipe técnica esportiva do Sesc Birigui. Atividades recreativas como caça ao tesouro, cabo de guerra e travessia, voltadas ao público infantil. Ministradas pelos instrutores do Sesc Birigui. 
Dia 21, domingo, das 9h30 às 11h30. Parque Aquático - Sesc Birigui. Livre.

Sesc Verão
Etapa de Araçatuba de Vôlei de Praia 
A atividade abre a edição 2018 do Circuito Sesc de Vôlei de Praia em Araçatuba, e conta com o apoio das Prefeituras e do Sincomércio. Inscrições gratuitas realizadas para duplas masculinas e femininas no local. 
Dia 21/1, às 9h. R. Renato Werneck, 376. 16 anos.

Sesc Verão
Etapa Buritama de Vôlei de Praia 
Competição amistosa da modalidade para duplas femininas e masculinas. Em Buritama acontece a 2ª etapa do Circuito Sesc de Vôlei de Praia, com o apoio da Prefeitura e do Sincomércio. Inscrições gratuitas no local. 
Dia 21/1, domingo, das 9h às 19h. Praia Municipal de Buritama. 16 anos.

Caraoquê! Quando a noite é uma criança

Fachada do bar
Hélio Consolaro*

Na sexta-feira, 12/01/2017, fui assistir a um belo espetáculo musical no Sesc de Birigui,  Jorge Amado Amor e Mar, apresentado pelo duo Canto Livro, formado por Jean Garfunkel e Joana Garfunkel. Fui acompanhado da Helena, do José Hamilton Brito, Fátima Florentino.

O show apresentou alguns textos consagrados da obra de Jorge Amado (1912 - 2001) em meio a um cenário musical que traz à tona as cores da Bahia retratada pelo autor.

Atuação em dupla
Mas eu sabia que a MPB biscoito fino do Sesc ia terminar no bar do Jack, na esquina das ruas Chiquita Fernandes e Torres Homem em Araçatuba, onde havia caraoquê todas as sextas-feiras, porque para o Hamilton, nosso acompanhante, se não participar de um espetáculo assim,  o fim de semana se torna incompleto.

Jorge Amado Amor e Mar, apresentado pelo duo Canto Livro

O leitor mais apressado vai dizer: 

- Sair de um show de MPB biscoito fino para cair na gritaria de um caraoquê em boteco de esquina, ninguém merece.

Sizar, Fátima Florentino e José Hamilton Brito
Primeiro, é bom explicar que caraoquê tem origem japonesa - 1971 - é também um espetáculo onde qualquer pessoa pode cantar ao microfone, sair do anonimato do banheiro, acompanhada por fundos instrumentais gravados em aplicativos, com letras das músicas na tela. 

Yara Dias canta, fazendo dupla com seu filho
Embora o Sizar, o coordenador do caraoquê do Jack, não seleciona ninguém,  pode se fazer isso para garantir a qualidade. Ninguém é vaiado, porque afinal, o cara pode ser um péssimo cantor, mas um excelente bebedor de cerveja.

No caraoquê dessa última sexta-feira, a noite foi uma criança, apareceu gente de todos os segmentos para cantar. Até havia uns meninos com cara de manos. Só faltava ter caraoquê de rap. Por que não?

Entre o o show do Sesc e o caraoquê do Sizar não havia desnível, apenas diferenças, é uma questão de diversidade. O primeiro foi feito para assistir, ouvir, deleitar; o segundo é muito participativo, terapêutico. Ambos musicais, culturais.

*Hélio Consolaro é professor, jornalista, escritor. Membro da Academia Araçatubense de Letras  

11.1.18

A Academia Araçatubense de Letras irá sediar o Programa de Formação do Jovem Escritor

Matéria da Academia Araçatubense de Letras:


O objetivo é ajudar alunos do ensino médio a aprimorarem suas habilidades de escrita e auxiliar professores a provocarem os jovens a escrever.

O projeto foi apresentado pela cineasta e escritora Fernanda Machado e aprovada pelos acadêmicos da Academia Araçatubense de Letras.

Segundo Fernanda, que é formada em Letras, haverá espaço para que alunos tirem dúvidas sobre a língua portuguesa também. O maior objetivo, no entanto, é que eles desenvolvam a técnica e a coragem de expressão literária, encontrem a própria voz.

Ao final do programa semestral, um livro com as peças literárias dos alunos será publicado. Além disso, um blog será editado durante o processo.

É preciso que haja um projeto editorial, para que o aluno visualize e trabalhe pelo resultado final, que no caso dessa primeira etapa do projeto será o livro “Somos Todos Heróis”. Cada aluno terá sua história publicada no livro, motivados pela “Jornada do Herói”, conceito de storytelling criado por Joseph Campbell e usado para contar histórias da Disney.

As oficinas acontecerão uma vez por semana, com duração de duas horas, na sede da AAL. Para se manterem no programa, os alunos deverão ter 90% de presença durante o semestre. No início, serão abertas 15 vagas para alunos da rede pública, formando um cadastro de reservado.

Visamos preencher as lacunas no processo de ensino-aprendizagem. O que vemos na maioria das escolas da rede pública são salas de aula com grande número de alunos e um currículo obrigatório denso, defasado e que não contempla novas tecnologias. Dificilmente o professor tem o tempo e o recurso necessário de atender os alunos de forma individualizada.
Conseguimos grandes resultados em habilidades literárias quando temos atenção individualizada, ou seja, quando o escritor é acompanhado de perto.

A expressão literária é uma das armas mais poderosas que uma pessoa pode ter. Quando sabemos transformar as experiências difíceis da vida em algo belo, que é a artimanha do escritor, vivemos uma vida de constante redenção.

Além disso, jovens que entram no mercado de trabalho sabendo ler e escrever melhor possuem chances múltiplas de prosperidade. A clareza e objetividade de um e-mail, a sedução de uma carta de apresentação, o engajamento de um discurso, tudo isso brota de um gênio literário. E, ao contrário do que muitos pensam, escrever ou desempenhar qualquer técnica e arte é muito mais um trabalho de constante aprimoramento do que um talento nato.
O enfoque nesse primeiro semestre será trabalhar a imaginação dos alunos. Não há literatura, nem sonho algum sem o exercício da imaginação. É um processo de inteligência. Quem sabe imaginar é livre. Assim, traremos elementos para as oficinas que agucem a imaginação dos alunos, como um artefato de um pirata, ou um som extraterrestre. Faremos exercícios práticos de descrição.

Procuraremos apoio público e privado para que possamos aprimorar nosso programa constantemente, levando projetos editoriais pra dentro das escolas, ajudando na publicação de livros, e-books, blogs e revistas, além de propostas de trabalho práticas aos professores. Além disso, realizaremos excursões guiadas para exercitar a percepção em lugares fora de um ambiente de quatro paredes, experiências fundamentais aos escritores.
Sempre achei que a dificuldade do incentivo à leitura é a distância que existe entre leitura e escrita. Quem escreve lê e, vice versa.

O interesse pelo programa ficou claro em uma enquete feita na Semana Literária. Após as palestras “Somos Todos Heróis”, ministrada por Fernanda, cerca de 50 % dos alunos responderam que gostariam de se tronarem escritores. Um número bastante expressivo.

Precisamos divulgar também o quanto é acessível hoje aos jovens escrever, publicar e fazer o marketing do próprio livro. Antigamente esse era um privilégio elitista, hoje é acessível a qualquer pessoa, com custo perto de zero. É um processo que Fernanda almeja ensinar na oficina, passo a passo.

Os jovens precisam de novas mitologias. No fim das conta, “Somos Todos Heróis”. E descobrir a literatura, é descobrir exatamente isso.

O primeiro semestre da oficina irá buscar o herói em cada um, com inspiração na obra do autor Joseph Campbell.
A fase 1 do programa terá duração de 6 meses e acontecerá todas às quartas-feiras, das 16h às 18h (dia e horário a confirmar), na sede da Academia Araçatubense de Letras, na rua Joaquim Nabuco 210, em frente ao terminal rodoviário. São 15 vagas abertas e 10 vagas de cadastro de reserva. Para se inscrever é necessário que o jovem tenha de 13 a 17 anos.

As inscrições poderão ser feitas na sede da AAL a partir do dia 20 de janeiro, das 14h às 17h, através do preenchimento de formulário disponível na recepção. Para inscrição on-line, basta preencher o formulário no seguinte endereço web:


Apoiem e acompanhem os resultados desta iniciativa nos curtindo e interagindo nas redes sociais. 

Instagram/facebook:  jovem.escritor

A praça do Diamante, uma história de amor

Conteúdo da caixinha

Hélio Consolaro*

Sempre desejei ter o tempo do mundo para ler como entretenimento, sem necessidade de fazer provas, trabalhos, ministrar aulas. Ler, largar o livro no início porque que não gostei. Com a TAG - Experiências de leitura, estou conseguindo fazer isso. Não escolho os livros, eles caem debaixo de meu nariz.

Ao dar as boas-vindas à caixinha que deixaram em casa em dezembro, ao me apresentar ao livro "A praça do Diamante" (1962): prazer em conhecê-lo, agarrei na leitura. 

Literatura espanhola, ou melhor, catalã, do mesmo povo que faz atualmente passeatas para sua independência, ou então, do time de Barcelona.

No início, tive um desapontamento tal como o do amigo de Mercè Rodoreda, Baltazar Porcel, que disse, após leitura, ser Colometa, a protagonista e narradora, uma moça boboca. 

Telefonei para um amigo, que gosta muito do poeta brasileiro Manuel de Barros, e disse-lhe que havia encontrado uma narrativa com o mesmo ponto de vista diante do mundo: valorizar as insignificâncias. E conversamos.

E assim, fui navegando no romance de Mercè Rodoreda, uma escritora que nunca quis escrever em espanhol, mas em catalão, aprisionava sua obra num idioma pouco conhecido, que por isso era desconhecida na própria Espanha, mas admirada por Garcia Marques. A boa qualidade da obra promoveu uma explosão: já é traduzido em 30 idiomas.

Escrever em catalão era uma atitude de resistência de quem havia participado da Guerra Civil Espanhola de 1937, da qual Franco saiu vencedor.


Pedaço de "Guernica" (1937), quadro de Pablo Picasso
Um idioma reconhecido como oficial apenas em 1978, com a nova Constituição, para 10 milhões de habitantes de uma região da Espanha, residentes no Estado soberano de Andorra.

Aquela briga toda acontecia, matança dos dois lados, mas para Natália, a Colometa, que vivia seu cotidiano sem se envolver, como certamente acontecia com o restante do povo, não fazia uma análise política da situação.

Realmente, Colometa vivia uma história de amor, pois foi na praça do Diamante que encontrou Qimet e se apaixonou por ele e se casaram. Um homem que não tinha muita responsabilidade com sua família, que enchia seu apartamento de pombos para a família criar.

Natália, a Colometa (tradução: Pombinha), só foi sentir a gravidade da guerra quando ela tirou a vida de seu amado, o Quimet, e amigos. Ele e seus amigos entraram no conflito pelo lado dos republicanos. 

No posfácio, escrito em 1982 por Mercè Rodoreda, disse que ao escrever "A praça do Diamante", quis ser kafkiana com os pombos asfixiando a protagonista do início ao fim.

A miséria de Colometa e suas duas crianças (Antoni e Rita) era tanta que chegavam à mendicância. No capítulo que antecede a decisão do suicídio coletivo (dos três), houve uma narração, uma descrição surrealista. A fome aparecia com a pele grudada nos ossos.

Mas o amor humanitário, sem paixão, morava numa mercearia, onde Natália sempre comprava a satisfação de suas necessidades. E ela foi adquirir o veneno para o suicídio, mas não tinha dinheiro nem para isso, o Sr. Antoni vendeu-lhe fiado. Quando ela já havia andado dois quarteirões com o veneno, o merceeiro bateu-lhe por trás em suas costas com uma proposta: você não quer trabalhar comigo? Ele voltara mutilado da guerra e reabria o estabelecimento.  Voltaram ao estabelecimento, acertaram o trabalho, e ela abandonou disfarçadamente o ácido nítrico no balcão.    
Contou sua mutilação sexual a Natália. Se propôs a criar os filhos dela como seus e se casaram. Não era o amor arrebatador de Qimed, mas era um amor acolhedor, e os filhos foram amparados inclusive nos estudos.

E sempre vinha à cabeça de Natália se Qimed não houvesse morrido. E este leitor, presa fácil das narrativas cheias de tragédia e suspense, esperava a qualquer momento a volta do morto.

Mas a história de amor não terminou bem, os heróis não terminaram abraçados, sempre Natália voltava aos passeios na praça do Diamante para recordar o encontro com Qimet, mas o merceeiro Antoni (xará do filho de Colometa) revelou um amor humanitário, sem interesse na beleza de Natalia, respeitando os filhos dela.

Terminei a leitura de "A praça do Diamante" como um homem do povo, como se tivesse lido uma história de amor com final feliz. Se não deu certo pelo prisma da grandeza, do arrebatamento, terminou bem pela visão da insignificância do mundo.

OUTRAS RESENHAS SOBRE O LIVRO:
Literatura Catalã: conheça cinco escritores

Pequena história, grande história - Sérgio Rodrigues

Voa, Colometa - Carol Bensiomon

Quando a gente cai dentro do livro - Por Letícia Wierzchowski

*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Membro da Academia Araçatubense de Letras