AGENDA CULTURAL

22.1.18

Presente que vem pelo correio: multa de trânsito


O excesso de velocidade é a principal causa de suspensões ou cassações da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), mostra pesquisa feita pelo Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran.SP) em seus cursos de reciclagem. Quase metade (47%) dos entrevistados respondeu que essa é a infração que mais comete. Porém, em Araçatuba, como não há radar, não existe este tipo de autuação. Em contrapartida, estacionar em desacordo representa 34% das multas de trânsito no município. No ano passo foram 48.498 autuações, o que dá uma média superior a 134 multas por dia. As multas das feitas pelos agentes de trânsito (Guarda Municipal e Polícia Militar). Jornal O LIBERAL, 18/01/2018

Hélio Consolaro*

Caro leitor, a gente pode ser petista, tucano, patriota ou cidadão, mas ninguém fica contente ao receber o comunicado de uma multa de trânsito pelo correio. Ainda mais se estiver com o IPVA atrasado. 

Você abre a caixa do correio na sua casa, ou recebe a sua correspondência pelo porteiro de seu prédio, e lá está aquele comunicado em forma de envelope. 

O pensamento que vem a seguir é "estou sendo assaltado". Se viajar de carro, pode esperar do Detran, com certeza vão  Chegar multas como se fossem aviõezinhos. É difícil escapar. É o que a população chama de "fábrica de multas" 

Já ouvi prefeito dizer a seus assessores da secretaria de Mobilidade Urbana: 

- Aperte nas multas, o município está precisando de dinheiro!

Não sou defensor de maus cidadãos, de gente que põe a vida do outro em risco, dirigindo veículo de forma irresponsável.

Eu me confesso um motorista barbeiro, mas evito dirigir nas estradas, porque escolhi uma mulher para com ela se casar que não beba. Não foi bem assim, é que coincidiu.

Mulher abstêmia está em alta no mercado casamenteiro, não precisa ser uma lindeza...  

Eu já fui multado duas vezes porque me esqueci de pôr de forma visível o cartão de idoso. Gastaria menos se tivesse pago a zona azul. "Pau na cabeça do véi. Quem mandou ser cabeçudo!"

Ninguém quer consertar nada, apenas arrecadar. O ex-prefeito Fernando Haddad, em São Paulo, estava consertando o trânsito daquela selva de pedra, mas o povo elegeu um maluco que derrubou o trabalho feito.

O dinheiro arrecadado com as multas, nem sempre é aplicado ao bem do trânsito da cidade. Há pouca educação para o trânsito, nem a escola tem feito isso direito com as crianças. Nem quando muda o sentido fluxo de rua, há um trabalho de espera, de guardas presentes naquele trecho por alguns dias, orientando. 

Esse negócio de vender carro a qualquer preço ou medir o sucesso da economia brasileira pela alta ou baixa na venda dos carros não ajuda. Precisamos ter transporte coletivo digno para que andar sozinho num carro não seja um hábito.

Se não se pode correr em alta velocidade, porque pôr no mercado carros cada vez mais potentes? Nenhum carro poderia passar de 100h, a não ser ambulância, bombeiros e polícia. Quem sabe se o carro elétrico não irá consertar isso.

Dizem que o órgão mais sensível do corpo humano é bolso, então governos enchem o motorista de multas. Se Araçatuba é a cidade que mais multa, é também a que mais diminuiu o número de acidentes com mortes em seu perímetro urbano.
Haja coração! Ou melhor, haja bolso!

Leia notícia, clicando aqui.    

*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor.  Araçatuba

20.1.18

Cultura e Eventos: mais que faturamento, uma necessidade pública

Por Hugo Bernardo* 

Mesmo com um cenário político turbulento e lentidão no crescimento financeiro, um ponto deve ser levado em consideração – toda população no mundo precisa de lazer, cultura e entretenimento. Esses aspectos são essenciais para uma sociedade mais feliz, mesmo diante das pressões do dia a dia. A contribuição cultural deve eclodir de todos os lados, seja da área pública ou privada.
Segundo a UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Educação, à Ciência e à Cultura, o complexo integral de distintos traços espirituais, materiais, intelectuais e emocionais que caracterizam uma sociedade ou grupo social, inclui não apenas as artes e as letras, mas também os modos de vida, os direitos fundamentais do ser humano, sistemas de valores, tradições e crenças.
E o que isso quer dizer? A cultura pode ser interpretada por diversos ângulos, ainda mais em um país que possui tantos públicos culturais diferentes. Oferecer e produzir eventos de forma democrática é a grande questão e o fato é que toda forma de acesso à cultura é bem-vinda.
Grande parte do volume de eventos no Brasil está alocado no setor privado, o que acaba contribuindo para o PIB nacional. Segundo a Associação Brasileira de Empresas e Eventos (Abeoc), o setor privado teve crescimento médio de 14%, o que representa mais de R$ 200 bilhões. Dinheiro esse arrecadado de palestras motivacionais, encontros, shows, festivais, cinema, games entre outros.
Nossa plataforma, por exemplo, foi responsável pelo processamento de mais de 2 milhões de ingressos em 2017, o que equivale a mais de 50 mil eventos privados. Tenho certeza de que isso não representa somente lucro, pois trabalhar com eventos culturais é apostar na felicidade, no acesso ao lazer, é uma forma de contribuir com a população mesmo com captação.
Uma curiosidade que já não é novidade são os eventos direcionados para games. Você já parou para pensar o quanto o mercado de jogos representa? O setor registrou movimentação de mais de R$ 670 milhões, segundo pesquisa Global de Entretenimento e Mídia 2017-2021, realizada pela PwC. Além de ser uma das áreas que mais cresce em faturamento, diversos organizadores apostam no segmento por enxergar que existe uma variedade de possibilidades a serem exploradas, como jogos on-line, aplicativos, criação de comunidade etc.
E para finalizar, o título já remete a uma clara posição: os eventos, de todos os modelos, são muito importantes para o andamento e funcionamento de uma sociedade. Por isso, encerro afirmando – entretenimento é mais que faturamento, é uma necessidade pública!
* Hugo Bernardo é Country Manager da Eventbrite Brasil, plataforma líder global em tecnologia para eventos

19.1.18

Teatro no Sesc de Birigui de 20 a 28 de janeiro de 2018

Os universos da poesia popular brasileira e da filosofia de vida japonesa são os temas que baseiam os dois espetáculos teatrais que serão apresentados no Teatro do Sesc Birigui neste final de semana. A peça Concerto de Ispinho e Fulô, da Cia. do Tijolo, será encenada no sábado, às 20h, e a montagem O Menino e a Cerejeira, da Borbolina Produções Artísticas, será apresentada no domingo, às 17h. A entrada para ambas as apresentações é gratuita (ingressos distribuídos no local com 1h de antecedência).

Em Concerto de Ispinho e Fulô, o grupo leva para o palco um pouco da poesia e da trajetória do poeta cearense Antônio Gonçalves da Silva (1909 - 2002), que era semianalfabeto e passou a fazer repentes já na adolescência. Mais tarde, aos 20 anos, recebeu a alcunha de Patativa do Assaré, que faz referência a uma ave de canto belo, comum no Nordeste, e à cidade natal do poeta autodidata.

Na trama, uma rádio Conexão São Paulo/Assaré anuncia que uma companhia de teatro de São Paulo chega para entrevistar o poeta Patativa do Assaré. O que seria uma entrevista costumeira se transforma num diálogo entre o popular e o erudito, o urbano e o rural, e culmina com a denúncia de um dos primeiros ataques aéreos contra civis dentro do território brasileiro, que não consta nos livros da história oficial do Brasil. A montagem recebeu o Prêmio Shell 2010 na categoria Música e o Prêmio CPT 2010 na categoria Projeto Sonoro. Indicada para pessoas com a partir de 16 anos.

Já O Menino e a Cerejeira é baseado na obra homônima do japonês Daisaku Ikeda e retrata a história de sobrevivência de uma árvore de cerejeira, a partir de um enredo em que amizade, carinho e coragem unem o garoto Taiti e sua dura realidade, após a devastação provocada pela guerra. Mensagens e ideias abstratas, como paz, esperança e humanismo inspiram crianças e jovens de forma lúdica.

O livro que serviu de base para o espetáculo foi lançado em 1974. Ikeda tem 90 anos e se dedica desde a juventude a escrever e defender a educação e cultura como premissas para um mundo de coexistência harmônica. Sua obra fala de valores fundamentais para a paz. Líder da Soka Gakkai Internacional (SGI), vinculada à ONU e com 12 milhões de associados pelo mundo, inclusive no Brasil, tem livros traduzidos em vários idiomas. Ele ocupa cadeira na Academia Brasileira de Letras (ABL) desde 1993.

Programação de Teatro de janeiro no Sesc Birigui:

Espetáculo
Concerto de Ispinho e Fulô
Com Cia. do Tijolo
Uma rádio Conexão São Paulo/Assaré anuncia que uma companhia de teatro de São Paulo chega para entrevistar o poeta Patativa do Assaré. O que seria uma entrevista costumeira se transforma num diálogo entre o popular e o erudito, o urbano e o rural, e culmina com a denúncia de um dos primeiros ataques aéreos contra civis dentro do território brasileiro, que não consta nos livros da história oficial do Brasil.
Dia 20, sábado, 20h. Teatro. Grátis. 16 anos.
Retirada de ingressos com 1h de antecedência.

Espetáculo
O Menino e a Cerejeira
Com Borbolina Produções Artísticas.
Baseado na obra de Daisaku Ikeda, o espetáculo O Menino e a Cerejeira retrata a história de sobrevivência de uma árvore de cerejeira, a partir de um enredo em que amizade, carinho e coragem unem o garoto Taiti e sua dura realidade, após a devastação provocada pela guerra. Mensagens e ideias abstratas, como paz, esperança e humanismo inspiram crianças e jovens de forma lúdica.
Dia 21, domingo, 17h. Teatro. Grátis. Livre.
Retirada de ingressos com 1h de antecedência.

Espetáculo
Terra Abaixo, Rio Acima
Com Cia. Cênica
O progresso chega a uma pequena comunidade e, com ele, as águas. Casas, terras, pessoas, memórias, tudo é represado, submerso. No dia em que o rio vira mar, os moradores e suas histórias fantásticas decidem emergir em busca de algo que se perdeu. O espetáculo tem como ponto de partida o realismo mágico e é inspirado em histórias colhidas no noroeste paulista.
Dia 28, domingo, 21h. Praça Doutor Gama - Birigui.  Grátis. Livre.

Oficina
Pé no Chão: Práticas de um Teatro Popular
Com Cia. Cênica
Ao partilhar o processo de pesquisa e criação do espetáculo Terra abaixo, Rio acima por meio de depoimentos, exibição de imagens e atividades práticas, a Cia. Cênica propõe com esta oficina reflexões acerca da importância do olhar do artista sobre suas origens, suas fontes próximas, sua terra.
Dia 28, domingo, 14h. Sala Múltiplo Uso 2. Grátis. 16 anos.
Inscrições gratuitas no portal 
- Vagas limitadas.

Beber água suja da mina


"A Vigilância Sanitária Municipal de Araçatuba considerou imprópria para consumo a água da mina localizada às margens da Via Agnaldo Fernando dos Santos, que liga a rotatória da Rua Aviação ao pé de galinha, na zona norte de Araçatuba. Segundo análises feitas pela vigilância, foi detectada contaminação por bactérias, parasitas e protozoários, que causam náusea, diarreia, perda de apetite, fadiga e vômito.
De acordo com o dirigente administrativo da Vigilância, Luis Carlos Rodrigues Teixeira, o órgão tem feito vários esforços há anos para conscientizar a população a não consumir mais a água da mina. (Jornal O LIBERAL, 18/01/2018)

Hélio Consolaro*

Há muita gente, milhões de pessoas, que acreditam nos seus próprios olhos, que eles veem tudo, o mundo como ele é. Se cada espécie animal vê a realidade de um jeito, será que nós também não sentimos o mundo nos limites de nossas antenas (os cinco sentidos)? 

Tanto é que para ver o macro, o universo, o céu, inventamos o telescópio; e o micro, o microscópio. Assim, a água está límpida, mas está suja, basta pô-la numa lâmina no microscópio. Uma sujeira invisível a olho nu.

Na África, mina significa bomba, que a qualquer hora alguém pode pisar nela. Se aqui temos a bala perdida, lá os africanos têm a mina perdida, restos de guerra que ficaram enterrados.

No Brasil, mina significa água limpa, como o índio tomava, quando aqui era floresta. Agora temos inseticida, esgoto, um monte de jeitos de poluição, portanto as minas não são as mesmas.

Para vender água, os donos de fontes, que engarrafam água das profundidades do aquífero esparramaram o boato aqui em Araçatuba de que a água tratada do antigo DAEA, hoje Samar, não presta para beber. Não existe essa mentalidade em todas cidades. Esse negócio de depósito de gás vender água em garrafão é coisa de Araçatuba.

Com essa mentalidade, em Araçatuba, quem tem dinheiro compra água engarrafada, quem não tem, busca água "duvidosa" da mina. Algumas pessoas deixam de consumir a água tratada, boa para a saúde, da torneira, para ir buscar água suja. 

Educar e instruir é preciso.

*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor.

18.1.18

Grupos de dança contemporânea sobem ao palco do Teatro do Sesc Birigui


Dois espetáculos de dança contemporânea integram a programação de dança do Sesc Birigui neste mês. Enquanto um deles recria o fandango, dança tradicional do Rio Grande do Sul, o outro adentra o universo das canções de Ary Barroso. As apresentações são gratuitas (cm retirada de ingressos 1h hora antes no local) e acontecem no Teatro da instituição. 

Em Fandango a Céu Aberto, que será apresentado no dia 18, quinta-feira, a Cia. Oito Nova Dança propõe uma leitura transformada e recriada do que seria um fandango para um coletivo de dança contemporânea. A companhia acolhe aspectos essenciais do fandango original, como o bailado, o batido, a noção de mutirão e de celebração. O espetáculo é finalizado com um grande "baile" incluindo o público, num espaço que evoca o estar a céu aberto. 

Criada e dirigida por Lu Favoreto em 2000, a Cia. Oito Nova Dança tem como elemento primordial de investigação a relação entre estrutura corporal, movimento vivenciado e obra cênica. Sua abordagem corporal tem como princípio técnicas fundamentadas nos métodos de Klauss Vianna e da fisioterapeuta francesa Marie Madeleine Béziers. 

Já o Ballet Stagium, sob a direção de Márika Gidali e coreografia de Décio Otero, apresenta O Canto da Minha Terra, no dia 27. Por meio da dança, a montagem explora toda a poesia que ecoa no universo sonoro de Ary Barroso. Mineiro de Ubá que se desdobrou em várias atividades e em todas deixou a marcas de sua essência combativa, Ary Barroso foi popular por seus sambas-exaltação, sendo o mais famoso deles “Aquarela do Brasil”. 

Criado em 1971, Ballet Stagium desenvolve produções adaptáveis aos mais diversos tipos de espaços. Foi uma das primeiras companhias nacionais a utilizar trilhas sonoras da MPB em seus espetáculos (Pixinguinha, Geraldo Vandré, Chico Buarque, Lamartine Babo e Cartola são alguns dos músicos trabalhados). Além disso, vários compositores criaram partituras originais para o grupo, entre eles: Milton Nascimento, (Missa dos Quilombos), Egberto Gismonti (Pantanal), André Abujamra (Shamain) e outros. 


Programação de Dança de janeiro no Sesc Birigui: 

Espetáculo
Fandango a Céu Aberto
Com Oito Nova Dança. O trabalho propõe uma leitura transformada e recriada do que seria um fandango para um coletivo de dança contemporânea. A companhia acolhe aspectos essenciais do fandango original, como o bailado, o batido, a noção de mutirão e de celebração. O espetáculo é finalizado com um grande "baile" incluindo o público, num espaço que evoca o estar a céu aberto. 
Dia 18, quinta, 20h30. Teatro - Sesc Birigui. Grátis. Livre.
Retirada de convites com 1h de antecedência.

Espetáculo
O Canto da Minha Terra
Com Ballet Stagium
Com direção de Márika Gidali e coreografia de Décio Otero, a obra se lança à tarefa de explorar, por meio da dança, toda a poesia que ecoa no universo sonoro de Ary Barroso. Mineiro de Ubá que se desdobrou em várias atividades e em todas deixou a marcas de sua essência combativa, Ary Barroso foi popular por seus sambas-exaltação, sendo o mais famoso deles “Aquarela do Brasil”. 
Dia 27, sábado, 17h. Teatro - Sesc Birigui. Grátis. Livre.  
Retirada de convites com 1h de antecedência.

17.1.18

Eleições de 2018. Cuidado com a pós-verdade

Benito Mussolini
Hélio Consolaro*

Não sei caro leitor se deparou com a palavra pós-verdade, se não sabe o que é, não perdeu nada, mas é bom tomar conhecimento para não ser enganado por um novo tipo de jornalismo. Não é aquele que mente, mas que é panfletário, faz um discurso para determinado segmento político.

Segundo Oxford Dictionaries, departamento da universidade de Oxford, trata-se de um substantivo “que se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”. A representante maior do jornalismo pós-verdade são as revistas noticiosas, como a Veja.

Nas redes sociais, por exemplo, a palavra é usada por quem avalia que a verdade está perdendo importância no debate político. Por exemplo: o boato amplamente divulgado de que o Papa Francisco apoiava a candidatura de Donald Trump não vale menos do que as fontes confiáveis que negaram esta história.


Mas tudo tem a sua história, a pós-verdade tem raízes antigas. A república brasileira criou a imagem de Tiradentes semelhante à de Jesus Cristo crucificado para que caísse nas graças da população brasileira. 

“Independência ou Morte” de 1888, quadro do pintor Pedro Américo, retrata um jovem Dom Pedro I a erguer a sua espada a 7 de Setembro de 1822, nas margens do Rio Ipiranga, em São Paulo. Trata-se de uma imagem pintada, inventada. 
Independência ou Morte, quadro de Pedro Américo
Machado de Assis tinha o cabelo pixaim, era afrodescendente, fundador da Academia Araçatubense de Letras, admirado pela intelectualidade branca do Rio de Janeiro. Não houve dúvida, dúvida, embranqueceram as suas fotos, até em comercial da Caixa Econômica em 2011.
Machado de Assis branqueado
Machado de Assis - natural










Mas isso não é exclusividade brasileira. Uma foto de Abraham Lincoln na sede do congresso americano em Washington, com pose de estadista, tem só a cabeça dele, o corpo é de outra pessoa. 
Na imagem à esquerda, só a cabeça pertencia a Lincoln. Foi colocada sobre foto de Calhoun (à direita) 
Numa foto, na antiga União Soviética, Lênin discursando com a presença de de Trótski. Tiraram este porque ele havia caído em desgraça com os líderes da Revolução Russa. 

Na fotografia à esquerda, a figura de Trótski (de quepe, na imagem à direita) foi apagada
Mussolini montado num cavalo, todo valentão, ergue a espada, mas o animal estava sendo segurado no cabresto por um tratador, tirando toda a galhardia do ditador. Não houve dúvida, tiraram da foto o tratador.
Mussolini posa de valentão (à esquerda), mas não mostra o tratador que segurava o cavalo (à direita)
E assim, caminha humanidade. Atualmente, com as redes sociais, a pós-verdade, que é um panfleto, está em evidência. Já recebi foto de João Dória como roqueiro, consumindo maconha. Produção de um site especialista em "fake new". Não divulguei, é mentira, montagem.

Cuidado, caro leitor, para não ser um inocente útil de um dos lados. Neste ano, temos eleições.  

LEIA MAIS: 
http://www.bbc.com/portuguese/brasil-42172146?SThisFB

*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor. Membro da Academia Araçatubense de Letras 

14.1.18

Sesc de Birigui promove show de choro em Birigui e em Araçatuba


Grupo de choro Água de Vintém é atração do Sesc Birigui nos dias 17 e 18/01/2018

O conjunto piracicabano Água de Vintém traz ao público da região de Birigui um panorama completo do universo do choro. Nos dias 17 e 18, o grupo realiza respectivamente em Birigui e Araçatuba dois shows gratuitos, com composições inéditas, obras pouco divulgadas de alguns dos maiores nomes do gênero e clássicos eternos.

A primeira apresentação, no dia 17, acontece às 19h, na Área de Convivência do Sesc Birigui, e a segunda, dia 18, será realizada às 20h30, na Praça João Pessoa, em Araçatuba (em caso de intempéries, o show poderá ser transferido para o Polo Avançado de Araçatuba).

Formado por Vitor Casagrande (bandolim), Saulo Ligo (cavaco), Guilherme Girardi (violão), Marcus Godoy (violão de 7 cordas) e Xeina Barros (pandeiro), o Água de Vintém tem dois discos lançados e já se apresentou nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa. 

O disco de estreia, “Café da Dona Chica” (2013/Acari Records), tem 12 faixas, sendo que 11 são composições autorais. O segundo disco, “Água de Vintém interpreta Sérgio Belluco” (2015), resgata da obra de um importante compositor e violonista piracicabano.

Além disso, o conjunto já gravou o programa “Talentos” da TV Câmara e dividiu o palco com nomes como Toninho Carrasqueira, Cristóvão Bastos, Déo Rian, Pedro Amorim, Alessandro Penezzi, Nailor Proveta, Toninho Ferragutti, Izaías do Bandolim, Celsinho Silva e Ronaldo do Bandolim.

Serviço
Shows com o grupo Água de Vintém
Dia 17, quarta, 19h. Área de Convivência do Sesc Birigui (Rua Manoel Domingos Ventura, 121, na Vila Xavier) - Birigui.
Dia 18, quinta, 20h30. Praça João Pessoa – Araçatuba. 
Grátis. Livre. 
Informações: (18) 3649-4786

Trepou e se estrepou! Velho teimoso


Hélio Consolaro*

O fato narrado ocorreu em Santa Fé do Sul no início deste janeiro de 2018, mas isso pode acontece em qualquer cidade, basta ter idosos ao redor. E como tem. Antigamente, havia muitas crianças, agora sobram velhos e velhas. Eu sou um deles. 

Idoso rima com teimoso, assim também no feminino. Tudo isso porque a idade dá excesso de confiança, e o corpo, de fraqueza. O espírito quer fazer, mas a carcaça não aguenta.  

Lá em Santa Fé do Sul, conforme relato de jornal, o senhor Paulo Antônio da Silva foi limpar o telhado, tirar as folhas secas acumuladas e caiu. Da UPA, foi para o cemitério. Em quase toda família há um caso parecido.

Há outras teimosias. O bilau não funciona, toma Viagra (ou seu similar), pega uma maria-fraldão, vai para o motel, lá morre porque era hipertenso.

Não conhece, caro leitor, o termo maria-fraldão? Há maria-chuteira, que corre atrás da fama e do salário de jogador de futebol; maria-gasolina, só quer homem com carro, moto nem pensar, pois não quer levar vento no rosto. 

E há também a maria-fraldão, terror da Previdência Social, que encanta um velhote, pois pensa que o seu carisma ainda não acabou, tem um filho com ele e herda a sua aposentadoria. Velho teimoso que teima em colocar para funcionar aquilo que não funciona mais.

 Subir em árvore para apanhar frutas ou podá-la, subir em telhado para fazer a limpeza ou querer prorrogar a vida útil do bilau, tudo isso é trepar. E velho que trepa demais, às vezes, se estrepa.  

LEIA A NOTÍCIA, CLICANDO AQUI

*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor.

13.1.18

Agenda da semana (15 a 21/1/2018) no Sesc de Birigui - programe-se

Filme "Cine Holliúdy", espetáculo "Fandango a Céu Aberto", grupo  Água de Vintém
e peça "Concerto de Ispinho e Fulô" integram a programação da semana

Exibição de filme
Cine Holliúdy
Dir. Halder Gomes | Brasil | 2012 | Comédia | 91 min. | DVD 
Interior do Ceará, década de 1970. A popularização da TV permitiu que os habitantes da cidade desfrutassem de um bem até então desconhecido. Porém, o televisor afastou as pessoas dos cinemas. É aí que Francisgleydisson entra em ação. Ele é o proprietário do Cine Holliúdy, um pequeno cinema da cidade que terá a difícil missão de se manter vivo como opção de entretenimento. 
Dia 16, terça, às 19h30. Teatro - Sesc Birigui. Grátis. Livre.
Retirada de ingressos com 1h de antecedência.

Sesc Verão

Vivência em esgrima
Com Life Quality Assessoria. Vivência de fundamentos e contato com as regras e equipamentos da esgrima.
Dia 16/1, terça, das 16h às 17h30. Quintal/Gramado - Sesc Birigui. Livre.
Dia 17/1, quarta, das 16h às 17h30. Quadra Poliesportiva - Sesc Birigui. Livre.

Sesc Verão

Vivência Esportiva em Fútbol Callejero 
O “Fútbol Callejero” (futebol de rua), nasceu a partir da ideia de ampliar o espaço de diálogo entre jovens, tornando-se uma eficiente atividade de transformação social e formação de lideranças juvenis. 
Dia 16, terça, das 16h às 17h30. Campo de grama sintética - Sesc Birigui. Livre.

Sesc Verão
Luta, Brasil! Jiu-Jitsu Brasileiro
Com José Lopes G. Segundo (Zelo). Arte marcial de raiz japonesa, com modificação brasileira, o Jiu-Jitsu é composto por movimentos de alavancas, torções e pressões, com o intuito de levar o oponente ao chão e refuta a ideia de esporte violento. 
Dia 17, quarta, das 19h às 20h30. Sala Múltiplo Uso 2 - Sesc Birigui. 12 anos.

Show
Água de Vintém
O grupo já se apresentou ao lado de nomes como Toninho Carrasqueira, Cristóvão Bastos, Alessandro Penezzi, Proveta, Toninho Ferragutti, Rolando Boldrin e outros. Os músicos Vitor Casagrande (bandolim), Saulo Ligo (cavaco), Guilherme Soares (violão), Marcus Godoy (violão de 7 cordas) e Xeina Barros (pandeiro) unem o trabalho de pesquisa e interpretação a uma sólida produção autoral. 
Dia 17, quarta, 19h. Área de Convivência - Sesc Birigui.  
Dia 18, quinta, 20h30. Praça João Pessoa - Araçatuba (Em caso de intempéries, o show poderá ser transferido para o Polo Avançado de Araçatuba).
Grátis. Livre. 

Espetáculo
Fandango a Céu Aberto
Com Oito Nova Dança. O trabalho propõe uma leitura transformada e recriada do que seria um fandango para um coletivo de dança contemporânea. A companhia acolhe aspectos essenciais do fandango original, como o bailado, o batido, a noção de mutirão e de celebração. O espetáculo é finalizado com um grande "baile" incluindo o público, num espaço que evoca o estar a céu aberto. 
Dia 18, quinta, 20h30. Teatro - Sesc Birigui. Grátis. Livre.
Retirada de convites com 1h de antecedência.

Sesc Verão

Vivência em Yoga 
Aula aberta de yoga, arte marcial chinesa apreciada no ocidente especialmente por sua relação com a meditação e com a promoção da saúde. Ministrada pelo professor Ruberlei Silva. 
Dia 18, quinta, das 18h30 às 20h. Sala Múltiplo Uso 2 - Sesc Birigui. 16 anos.

Sesc Verão
Vivência Futebol Society 
O Futebol Society é uma derivação do futebol de campo, que é praticada em campo reduzido, com 7 jogadores de cada lado. Ministrada pelos instrutores do Sesc Birigui. 
Dia 18, quinta, das 16h às 17h30. Campo de grama sintética - Sesc Birigui. Livre.

Sesc Verão
É do Brasil! 
Vivências em modalidades esportivas criadas no Brasil, como frescobol, futebol de areia, tapembol, futevôlei, futetênis e peteca. 
Dia 18, quinta, 16h às 17h30. Quadra de Areia - Sesc Birigui. 6 a 10 anos. 
Dia 19, sexta, 16h às 17h30. Quadra Poliesportiva - Sesc Birigui. 11 a 12 anos.

Curso
Digitalização e restauro de fotografias
Com Aline Yuri Hasegawa
Desde a instalação do software de digitalização, ao manuseio do escaner. Do armazenamento das imagens, à restauração digital. Enquanto acessa suas memórias fotográficas, o participante trabalha para que ela sejam mantidas e armazenadas de forma segura e prática. 
De 19 a 26, quartas e sextas, das 14h30 às 17h30. Espaço de Tecnologias e Artes (ETA) - Sesc Birigui. Grátis. 12 anos. Inscrições no local.

Oficina 
Customizando um Robô-Pisca
Com Studio Hacker
A atividade tem como objetivo brincar com alguns conceitos da eletrônica por meio da customização do Robô-pisca. Usando materiais facilmente encontrados em papelarias, os participantes irão decorar os seus kits e experimentarão divertidas programações feitas em microcontroladores Arduino ou similares. Cada participante levará para casa o Robô-pisca que construir.  
Dia 20, sábado, 10h. Espaço de Tecnologias e Artes (ETA) - Sesc Birigui. Grátis. Livre. Inscrições no local.

Oficina 
Arte Robô Escovinha 
Com Studio Hacker
Usando materiais simples, reciclados ou facilmente encontrados em papelarias, materiais de eletrônica ou até mesmo de desmanches de computadores, os participantes terão a oportunidade de experimentar e criar junto com os artistas uma pequena variedade de robôs autônomos. Cada participante levará para casa o robô escovinha que construir.  
Dia 20, sábado, 13h. Espaço de Tecnologias e Artes (ETA) - Sesc Birigui. Grátis. Livre. Inscrições no local.

Oficina 
Lousa Mágica
Com Studio Hacker
A atividade levará os participantes ao mundo da eletrônica e da programação, por meio da construção de um artefato lúdico, uma lousa mágica digital, utilizando Processing em comunicação com um Arduino e potenciômetros.   
Dia 20, sábado, das 15h30 às 17h30. Espaço de Tecnologias e Artes (ETA) - Sesc Birigui. Grátis. Livre. Inscrições no local.

Oficina 
Estrelas de Manoel - Crochê Básico em Fio de Malha 
Com Coletivo Meiofio
A partir da leitura do poema "O Palhaço", de Manoel de Barros, o público é convidado a crochetar em malha de reuso estrelas gigantes que, ao final da atividade, serão arremessadas em uma árvore, compondo um grande móbile urbano. 
Dia 20/1, sábado, 14h. Área de Convivência - Sesc Birigui. Grátis. Livre.
Entrega de senhas no local com 30 minutos de antecedência.

Oficina
Juventudes - Ioiô profissional 
Com Planeta Ioiô
Nesta oficina desafiante, os especialistas farão apresentações, truques e manobras espetaculares do ioiô profissional, acompanhados de música, e compartilharão com os jovens as maneiras de realizá-las. 
Dia 20, sábado, das 15h às 16h30. 
Sala Múltiplo Uso 4 - Sesc Birigui. Grátis. Recomendado para jovens de 13 a 17 anos.

Contação de Histórias
Contos da Vovó Teka - Cachinhos Dourados 
Com Ester Moreira e Leandro Ferreirinha
Um clássico recontado com humor e diversão. Com auxílio da plateia, o Palhaço Ferreirinha tenta ajudar a Vovó Teka a lembrar os detalhes das aventuras de Cachinhos Dourados pela floresta e na casa dos ursos. Contação de histórias com tradução simultânea em libras. 
Dia 20, sábado, 15h. Área de Convivência - Sesc Birigui. Grátis. Livre.

Vivência 
Costurando palavras com Manoel de Barros
Com Coletivo meiofio
Um mergulho no imaginário do poeta Manoel de Barros, por meio de oficina e instalações lúdicas. Com os dedos, os participantes irão tecer rabos de lagartixas; um novelo e uma semente se transformarão em passarinhos; as formigas se alimentarão de pontos e serão tecidas com agulhas gigantes. 
Dias 20 e 21, sábado e domingo, das 10h30 às 12h30. Espaço de Brincar - Sesc Birigui. Grátis. Recomendado para crianças de 3 a 6 anos.

Sesc Verão
Quando eu jogava... Varal do Vôlei 
Prática do vôlei de modo informal, remetendo à época em que se jogava no quintal e na rua. 
Dia 20/1, sábado, das 14h às 18h. Quadra Poliesportiva - Sesc Birigui. Livre.

Sesc Verão
Clínica de vôlei de praia 
Com a participação da ex-jogadora Virna, o público vivenciará a modalidade e conversará com a convidada sobre sua trajetória e experiências esportivas. 
Dia 20/1, às 10h. Quadra de Areia - Sesc Birigui. 12 anos.

Espetáculo 
Concerto de Ispinho e Fulô
Com Cia. do Tijolo
Uma rádio Conexão São Paulo/Assaré anuncia que uma companhia de teatro de São Paulo chega para entrevistar o poeta Patativa do Assaré. O que seria uma entrevista costumeira se transforma num diálogo entre o popular e o erudito, o urbano e o rural, e culmina com a denúncia de um dos primeiros ataques aéreos contra civis dentro do território brasileiro, que não consta nos livros da história oficial do Brasil. 
Dia 20, sábado, 20h. Teatro - Sesc Birigui. Grátis. 16 anos. 
Retirada de ingressos com 1h de antecedência.

Sesc Verão
Quando eu jogava... Varal do Vôlei 
Prática do vôlei de modo informal, remetendo à época em que se jogava no quintal e na rua. 
Dia 20, sábado, das 14h às 18h. Quadra Poliesportiva - Sesc Birigui. Livre.

Sesc Verão
Clínica de vôlei de praia 
Com a participação da ex-jogadora Virna, o público vivenciará a modalidade e conversará com a convidada sobre sua trajetória e experiências esportivas. 
Dia 20, às 10h. Quadra de Areia - Sesc Birigui. 12 anos.

Espetáculo 
O Menino e a Cerejeira
Com Borbolina Produções Artísticas. 
Baseado na obra de Daisaku Ikeda, o espetáculo O Menino e a Cerejeira retrata a história de sobrevivência de uma árvore de cerejeira, a partir de um enredo em que amizade, carinho e coragem unem o garoto Taiti e sua dura realidade, após a devastação provocada pela guerra. Mensagens e ideias abstratas, como paz, esperança e humanismo inspiram crianças e jovens de forma lúdica. 
Dia 21, domingo, 17h. Teatro - Sesc Birigui. Grátis. Livre.
Retirada de ingressos com 1h de antecedência.

Oficina 
Automação de uma casa de brinquedo 
Com Studio Hacker
Neste encontro, os participantes terão contato com princípios de eletrônica e automação por meio da montagem de circuitos utilizando uma casinha de boneca, que será iluminada, decorada e automatizada. Serão apresentados circuitos simples, usando conexões eletrônicas com massa de modelar, bases de papelão, lápis, programação em Arduino e outros materiais familiares. 
Dia 21, domingo, das 10h às 12h. Espaço de Tecnologias e Artes (ETA) - Sesc Birigui. Grátis. Livre. Inscrições no local.

Oficina
Robô Desenhista
Com Studio Hacker
Os participantes acompanharão a montagem de dois robôs que serão programados para desenhar. Unindo arte e robótica, a atividade apresenta a montagem elétrica, robótica, programação e conjunto de comandos que o robô reconhece para desenhar.  
Dia 21, domingo, 13h30 às 17h30. Espaço de Tecnologias e Artes (ETA) - Sesc Birigui. Grátis. Livre. Inscrições no local.

Sesc Verão
Brincadeiras Aquáticas 
Realizada pela equipe técnica esportiva do Sesc Birigui. Atividades recreativas como caça ao tesouro, cabo de guerra e travessia, voltadas ao público infantil. Ministradas pelos instrutores do Sesc Birigui. 
Dia 21, domingo, das 9h30 às 11h30. Parque Aquático - Sesc Birigui. Livre.

Sesc Verão
Etapa de Araçatuba de Vôlei de Praia 
A atividade abre a edição 2018 do Circuito Sesc de Vôlei de Praia em Araçatuba, e conta com o apoio das Prefeituras e do Sincomércio. Inscrições gratuitas realizadas para duplas masculinas e femininas no local. 
Dia 21/1, às 9h. R. Renato Werneck, 376. 16 anos.

Sesc Verão
Etapa Buritama de Vôlei de Praia 
Competição amistosa da modalidade para duplas femininas e masculinas. Em Buritama acontece a 2ª etapa do Circuito Sesc de Vôlei de Praia, com o apoio da Prefeitura e do Sincomércio. Inscrições gratuitas no local. 
Dia 21/1, domingo, das 9h às 19h. Praia Municipal de Buritama. 16 anos.