AGENDA CULTURAL

30.5.11

Cidade do Asfalto

Prefeito Cido Sério e o vice Carlos Hernandes na vistoria das obras
Hélio Consolaro*

ASFALTO DE LUXO: Moradores do bairro Jardim Nova Iorque estão vibrando de felicidade. Tudo porque as ruas estão sendo asfaltadas [recapeadas] como tapetes. E desta vez é sério mesmo. As ruas estão ficando lisinhas, lisinhas. (jornalista e colunista Célia Villela, 40 Graus, Caderno Vida, Folha da Região, C8, 29/5/2011)

Já  a capa do mesmo caderno traz reportagem sobre o livro “De minha janela – Aureliano Valadão Furquim”, do professor Euclides Paes de Almeida, que diz ser  Aureliano o primeiro prefeito a implantar o asfalto em Araçatuba. Segundo o livro, a cidade foi a primeira, depois da capital paulista, a deixar o uso do paralelepípedo no calçamento das ruas, daí a perífrase “Araçatuba, cidade do asfalto”.

Coincidentemente, a mesma edição da Folha da Região traz entrevista com seis ex-prefeitos, avaliando a administração do atual, Cido Sério (PT). Aqueles que, com mais ou menos intensidade, acabaram com o asfalto de Araçatuba, transformando-a em “Cidade do asfalto esburacado”. Houve uma tal de Prodear que só fez asfalto de péssima qualidade, com poucos anos de uso, virou farofa.

Como exercício histórico, lembremos que antigamente, quando alguns dos prefeitos entrevistados exerciam o mandato, o asfalto novo e o recapeado eram cobrados da população (além dos impostos), como contribuição de melhoria. Quando o asfalto chegava ao bairro, era a hora do morador sem condições vender sua casa e comprar um terreno em lugar mais afastado e construir outra casa. Os pobres eram os desbravadores da cidade.

Hoje, o asfalto novo e o recapeamento são feitos sem cobrança adicional do proprietário do imóvel. Trata-se realmente de benfeitoria, não é mais uma prestação, mais um carnê a ser pago mensalmente a duras penas.

Segundo os políticos entrevistados, o erro do prefeito Cido Sério é  ter como secretários algumas pessoas que não moravam em Araçatuba. Na verdade, alguns “secretários estrangeiros” permanecem, outros já foram substituídos. Isso não foi exclusividade do atual prefeito, outros também fizeram isso.

Houve até ex-prefeito que, para disputar a eleição em Araçatuba, teve de transferir o título, então, ele mesmo era de fora. Como disse o editorial da mesma Folha da Região, edição de domingo, 29 de maio, o importante é a competência de quem foi nomeado. Até parece que os ex-prefeitos entrevistados que apontaram esse erro na administração de Cido Sério (PT) quisessem que seus apaniguados continuassem na Prefeitura.       

Se o principal erro de Cido Sério (PT) foi nomear alguns secretários forâneos, os prefeitos entrevistados estão dizendo indiretamente que o atual prefeito está indo muito bem. Os apocalípticos do buraco já se calaram. Aliás, alguns apenas se preocuparam em se defender na entrevista, porque foram eles que deixaram Araçatuba em petição de miséria.

Com certeza, quando Cido Sério (PT) for ex-prefeito e for lhe perguntado onde errou em sua gestão, elencará erros cometidos com humildade, não será um poço de arrogância, como predominou nas entrevistas de alguns: “ex-prefeitos preferiram não apontar falhas que tiveram durante seus governos”.  

A nota de Célia Villela esclarece bem que Araçatuba está voltando aos poucos a ser a Cidade do Asfalto, porque o prefeito Cido Sério (PT) tem compromisso com a qualidade do calçamento das ruas. Aureliano Valadão Furquim está sendo homenageado com a seriedade de tal atitude.  

*Hélio Consolaro, professor, jornalista e escritor. Nascido em Araçatuba, atual secretário municipal de Cultura.  

4 comentários:

oscar disse...

Consolaro é certo que quando voce foi vereador tinha uma postura bastante coerente nas suas criticas. Caso voce não fosse Secretário atualmente e sim vereador, qual seria suas criticas em relação a admisntração do Prefeito Cido Sério?

abraços.

Mario Carteado disse...

Que beleza agora vai...

conselio disse...

Caro amigo Oscar:
Em política, não se trabalha com suposições, mas com situações reais, concretas.
Só posso lhe dizer que os parlamentares podem ser "oposição" e "situação" sem degeneração, com dignidade. Há gente que julga todo e qualquer governo corrupto, basta ser governo. Se fosse assim, nunca teríamos o Estado, o poder público. Essa posição é anarquista degenerativa.
Então, caro Oscar, sou governo com muita tranquilidade.
Abraços
Hélio Consolaro

Gabriel Araújo dos Santos disse...

Muito séria essa qauestão dos tais paraquedistas, os secretários vindos de fora. Aqui em Campinas está o maior rebu, eis que a República do Mato Grosso está envolvida em maracutaia até o pescoço, até mesmo a primeira dama. Teve gente presa, até o vice, que é de Corumbá. Felizmente não se aplica a mesma intensidade aí em Araçatuba. Agora, quanto à atuação dos prefeitos, teve um, que aqui não vou dizer o nome, que só providenciou um poste para energia elétrica na minha rua depois que a A Comarca, então sob a direção do saudoso e competente Alcides Jorge acatou minha crônica "Meu Último Cartucho". Derrotado pelo saudoso Cuiabano, este, tão logo tomou posse, uma de suas primeiras providências foi solucionar o problema de águas pluviais que esburacavam as ruas ali na Vila Operária, canalisando as enxurradas e asfaltando as ruas. De fato, quando se recapeava, cobrava-se o serviço, como se diz, feito nas coxas, o que imperava no tempo do tal prefeito que aqui omito o nome.