AGENDA CULTURAL

16.3.17

O canto dessa cidade é meu

Se você, caro internauta, pesquisar no Google o mesmo título da notícia acima, encontrará muitos jornais noticiando a mesma coisa em várias cidades brasileiras. Isso significa que não se trata de um fenômeno de Birigui.

Vamos espremer nossos cérebros para descobrir a causa disso tudo. Prender os vândalos e dar um cacete em cada um é atacar o efeito, não resolve o problema. Façamos a pergunta: por que acontece esse vandalismo praticada por seus próprios moradores ou por jovens da própria cidade?

Vamos aceitar a hipótese de que sejam jovens e de que eles estão embriagados ou drogados, por isso praticaram o vandalismo. Qual a razão os leva a quebrar equipamentos públicos do lugar onde moram? Faltou educação dos pais, da escola? Ou todos nós temos responsabilidades no cartório por tal comportamento?

Há um sentimento muito forte que plantamos na alma das crianças e dos jovens, principalmente os mais pobres, os negros, que podemos chamar de "a semente do mal". Ele se chama REJEIÇÃO, cujo efeito aparece forte quando eles estão descontrolados, ingeriram alucinógenos. Rejeitar as pessoas é plantar a guerra, é chamar a violência.

E a nossa sociedade capitalista, que valoriza demasiadamente o TER pratica a rejeição a todo instante. Não ter um poder aquisitivo para comprar um tênis, por exemplo, é uma rejeição, sem falar na pobreza absoluta, no preconceito racial. Não estamos construindo uma sociedade que acolhe a todos, então, fica mais difícil construir o amor.

Resolve muito pouco nos rodear de cercas elétricas, morar com condomínios fechados. O redemoinho da violência chega lá, por isso precisamos construir uma cidade acolhedora, onde todos se sentem importante e participante daquele lugar, com a ideia forte do pertencimento.


O canto da cidade
Daniela Mercury e Tote Gira

A cor dessa cidade sou eu
O canto dessa cidade é meu
A cor dessa cidade sou eu
O canto dessa cidade é meu

O gueto, a rua, a fé
Eu vou andando a pé pela cidade bonita
O toque do afoxé e a força de onde vem
Ninguém explica, ela é bonita

O gueto, a rua, a fé
Eu vou andando a pé pela cidade bonita
O toque do afoxé e a força de onde vem
Ninguém explica, ela é bonita

Uô ô verdadeiro amor
Uô ô você vai onde eu vou
Uô ô verdadeiro amor
Uô ô você vai onde eu vou

Não diga que não me quer
Não diga que não quer mais
Eu sou o silêncio da noite
O sol da manhã

Mil voltas o mundo tem
Mas tem um ponto final
Eu sou o primeiro que canta
Eu sou o carnaval

A cor dessa cidade sou eu
O canto dessa cidade é meu
A cor dessa cidade sou eu
O canto dessa cidade é meu

Não diga que não me quer
Não diga que não quer mais
Eu sou o silêncio da noite
O sol da manhã

Mil voltas o mundo tem
Mas tem um ponto final
Eu sou o primeiro que canta
Eu sou o carnaval

Uô ô verdadeiro amor
Uô ô você vai onde eu vou
Uô ô verdadeiro amor
Uô ô você vai onde eu vou

A cor dessa cidade sou eu
O canto dessa cidade é meu
A cor dessa cidade sou eu
O canto dessa cidade é meu

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