Hélio Consolaro*
Radiografia da cultura na região de Araçatuba (final
de 2024 e início de 2025) mostra demanda reprimida e anseio por eventos
(Fundação Seade - sistema estadual de análise de dados estatísticos -
caráter estadual)
Os dados divulgados por essa fundação do governo estadual na
semana passada pelos órgãos jornalísticos de Araçatuba (manchete da Folha da
Região), que orientam as autoridades estaduais e as prefeituras nas suas
ações não repercutiram entre as autoridades de Araçatuba, nem mesmo na última
reunião do Conselho Municipal de Políticas Culturais. A pesquisa pareceu
exercícios para satisfazer egos acadêmicos.
Ela apontou que o a nossa região e Araçatuba não está bem na
pesquisa no quesito cultural, principalmente na realização dos grandes eventos.
Cadê a Virada Cultural promovida pelo estado e município anual com artistas de
renome nacional cujos shows eram apresentados gratuitamente em teatros e praças
públicas.
E por feliz ou infeliz coincidência, um exemplo da
realidade, Araçatuba vive o drama do fechamento da sede Associata
- Associação dos Artistas Teatrais da Região de Araçatuba, fundada desde
2008, quando era prefeita Marilene Magri (PSDB). A entidade é responsável,
juntamente com a secretaria Municipal Cultura de Araçatuba, pela realização do
Festara - Festival de de Teatro de Araçatuba, que promove anual apresentações
de companhias teatrais de todo o Brasil.
Na administração municipal anterior, liderada por Dilador
Borges (PSD): nada de Virada Cultural e deu as costas para o Sesc. Este quadro
não pode ser piorado quando na atual administração, Lucas Zanatta (PL), temos o
orgulho de ter como secretária municipal de Cultura uma bailarina.
NOSSA REGIÃO
Estamos falando de cultura no sentido amplo e diverso,
antropológico. Cultura caipira, popular, gospel, clássica.
A região Noroeste é composta por pequenos municípios. Algumas
prefeituiras não têm um órgão específico da cultura, quando se faz alguma coisa
é trazer uma dupla sertaneja. Se há alguma divisão específica para a cultura na
prefeitura, ela precisa ser dirigida por uma pessoa do meio cultural, que
entenda do assunto.
Não é o caso de Birigui, Penápolis, Buritama, Guararapes,
Andradina. Araçatuba possui secretaria. Nesses municípios a cultura está
orçamento municipal, há preocupação com a formação cultural de seus
munícipes.
Uma cidade não é apenas um aglomerado de casas, cada núcleo
urbano tem uma característica, um rosto diferente que é dado pela cultura.
Cultura não é supérfluo, reunião de bacanas, é jeito de viver.
*Hélio Consolaro é professor, jornalista e escritor.
Membro das academias de letras de Araçatuba, Andradina, Penápolis e
Itaperuna-RJ

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