AGENDA CULTURAL

10.1.13

Desafios para os novos gestores públicos

Diário da Manhã - Goiânia-GO
Jair Heuert
Araçatuba-SP
 As eleições sempre são uma grande festa da democracia, que dá o direito de escolher ou mesmo ser um candidato a representar a sociedade. As eleições do ano passado se consumaram com a posse dos prefeitos e vices, bem como os vereadores, no primeiro de janeiro de 2013.  Passadas as comemorações, novas responsabilidades e questões se apresentam para estes novos gestores municipais. Os prefeitos empossados, para lograrem êxito neste mandato, terão que enfrentar questões inéditas.

Temos uma plena consciência que ser prefeito, nunca foi tarefa fácil. Carrega nos ombros as pressões políticas locais e dos próprios cidadãos, recebendo uma carga cada vez maior de responsabilidades. Os gestores públicos têm enfrentado novos desafios com as recentes transformações urbanas e as carências de infraestrutura nos municípios. A Lei de Responsabilidade Fiscal tem sido uma grande conquista para a democracia, porém tem tornado uma grande preocupação para os gestores, o envelhecimento da população, o piso nacional do magistério onde muitos municípios não conseguirão acompanhar, falta de espaços para recriação, redução na colaboração financeira com os programas federais, aumento significativo da violência e falta de prevenção contra desastres.

Nas últimas seis décadas ocorreu um vertiginoso processo de urbanização, acompanhado por um simultâneo planejamento da expansão das nossas cidades. Muito pelo contrário, as cidades brasileiras, mesmo as de pequeno porte, apresentam sérios problemas de falta de planejamento e de ocupação precária e irregular do solo urbano. 

Os conceitos de sustentabilidade ficaram de lado, não tem como a água da chuva infiltrar, sistema de águas pluviais se encontram defasados não conseguindo comportar a quantidade de água captada pela impermeabilidade do solo. Adensamento populacional em condomínios verticais em determinadas regiões da cidade sem as vias urbanas comportam essa nova quantidade de carros desse moradores. Muitas vezes o plano diretor da cidade não é respeitado ou pelo poder econômico é alterado.

As cidades brasileiras parecem ser “criadas para automóveis” e isso desrespeita os projetos de renovação urbana que garantam mobilidade para pedestres e ciclistas e estimulem o uso do transporte público. Dados mostram que 50% das cidades não controlam a qualidade da água, 70% não têm plano de saneamento básico, 70% das cidades têm destino inadequado ao lixo. Questões como essas exigirão um elevado discernimento na definição das prioridades para as novas equipes de governo.

Os prefeitos empossados, na verdade, terão que cumprir novos deveres e novas formas de exercer antigos deveres, buscando a tão sonhada excelência na gestão pública

(Jair Heuert, engenheiro e jornalista e pós-graduado em Marketing Político)
 

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