AGENDA CULTURAL

30.10.16

O sexto sentido das bruxas



"Tudo sai do meu fogão, do meu tacho, do micro-ondas. O caldeirão.
Converso com as flores, com os animais, com as pedras. A natureza me entende.
Dou poções, conselhos, feitiços.”
Isabel Vasconcellos



Por Ilana Ramos 

O século XVIII, muitos devem saber, foi marcado pela queima de hereges da Igreja Católica, em especial as mulheres chamadas "bruxas". Hoje, muitas mulheres nem acreditam mais em bruxaria, mas não deixam a intuição de lado. Seja pensando em uma pessoa logo antes de ela telefonar ou de sentindo um arrepio quando alguma coisa parece que vai dar errado. Por isso, é bom entender melhor o poder da intuição e como ele pode funcionar a seu favor.

Os mais descrentes podem pensar que a intuição é invencionice, mas as mulheres sabem que é muito mais real do que parece. De acordo com a escritora e apresentadora de rádio e TV Isabel Vasconcellos, "a intuição existe, claro que existe. E ela é louca! Por exemplo, quando você está dirigindo, passa por um cruzamento e alguma coisa faz você mudar de direção. Quando chega ao destino descobre que houve um acidente no caminho de costume. Nós mulheres temos isso todos os dias e é forte. Acredito que a culpa seja da natureza mesmo, o fato de sermos mães. Você sabe se o seu neném está chorando por cólica ou fome. A natureza é sábia".

Além do tato, olfato, paladar, visão e audição, a intuição já é considerada por alguns como um sexto sentido. Aliás, Isabel destaca que alguns esotéricos dizem acreditar que temos muito mais de cinco mas sim 12 sentidos. A questão é que a intuição é um sentido predominantemente feminino. "Isso acontece porque somos mães. Isso é muito poderoso. Acho que a intuição veio por causa da maternidade, faz parte dos aparelhos biológicos que precisamos ter para sermos mães. O homem não se liga tanto ao filho quanto nós. Existem relatos de mães que souberam que seu filho, que tinha ido à guerra, tinha morrido. Isso é muito nosso", pontua a escritora.

A intuição não é possível de ser controlada, mas é possível desenvolver essa habilidade. "É possível começar a prestar atenção nessa capacidade. Por exemplo, quando o telefone toca, tente adivinhar quem está do outro lado da linha. Ou, antes de sair de casa, pense em qual caminho irá fazer. Se você der tempo, a resposta vem. Quando a pessoa acredita no poder da intuição, ela vem mais fácil. A mulher mais velha que soube aproveitar as lições da vida é mais tranquila, menos angustiada. Quem tem essa tranquilidade ouve mais a sua voz interior. A pessoa agitada, ansiosa, deprimida a cala. Isso não tem nada de bruxaria ou sobrenatural, é apenas uma magia que nasceu dentro da gente mas ainda não sabemos como é", diz Isabel.

Sua experiência com intuição e o interesse em que mais pessoas saibam sobre o tema levaram Isabel a escrever o livro "Todas as Mulheres são Bruxas", da Barany Editora. "O livro fala sobre o resgate às bruxas que está dentro destas mulheres. Conta a história das celtas, que desenvolveram a usaram seus poderes como algo natural. Aquelas mulheres eram as bruxas de verdade, independentes, sexualmente livres. Essa cultura se perdeu quando a Igreja chegou lá, uma pena. O livro ainda contém dicas e contos relativos ao assunto do capítulo", diz ela. Quando perguntada por que decidiu escrever o livro, ela responde: "não sei, pode ter sido intuição também".

2 comentários:

O Poeta das Multidões disse...

Na minha opinião, as mulheres não tem intuição e sim alucinação. Quando cismam com uma ideia, ninguém aguenta. Imaginam que estão sendo trai das e nem Cristo as convence que seus brothers são sérios. O mulherada obcecada. Ninguém merece. Heitor Gomes.

Anônimo disse...

O Caro colega, falou e disse, chega a ser feminista.