AGENDA CULTURAL

6.9.06

Cumprimento de palmeirense


Hélio Consolaro

Nem sei onde enfiar a cara, caro leitor. Quem fala (ou escreve) o que quer, ouve (ou lê) o que não quer. Assim me dizia o professor Almir Bodstein, quando eu estudava no antigo I.E. nos idos de 1965; o Consa freqüentava a 8.ª série.

Sarrei são-paulinos, gaúchos, corintianos e o peixe comeu costelinha de porco na praia de Santos. Os santistas lamberam os dedos. A porcada morreu afogada.

Tenho que passar a semana sem ver programa esportivo, ou seja, me nego a assistir à reprise da goleada de 5 a 1. Ouvir falar mal do time da gente e ficar quieto não é fácil.

Se alguém toca no assunto, só para azucrinar, logo digo:
- Esqueça aquela desgraça!

Por azar, chamei um santista para assistir ao jogo Santos e Palmeiras, domingo à tarde, comigo. O mano Gegê. Meu desespero era tanto que ele resolveu ir embora, estava vergonhoso. Ficou com dó do mano mais velho.

Assim que ele saiu, após as despedidas, desliguei o televisor. Pelo ritmo, o Palmeiras ia perder de 8 ou 9 a 1. Fui trabalhar, corrigir provas. Que castigo!

Depois de quase uma hora passada, espiei o resultado final pela Internet. Abri o site do UOL e olhei de rabo de olho, com medo do resultado. Como ficou em 5 a 1 mesmo, respirei aliviado.

Pelo MSN, uma são-paulina quis tirar o sarro, ignorei. Fiz que não era comigo. Gargalhava: kkkkkkkkk Infeliz! Inoportuna!

Hoje, já estou mais descontraído. Na segunda, encontrei o palmeirense Alexandre Souza, repórter fotográfico desta Folha, numa rua da cidade. Ele me viu e mirou aquele canhão da máquina fotográfica para o meu lado. Então fiz, de dentro do carro, o cumprimento palmeirense desde domingo.

Que lástima! Quem queria chegar à zona de classificação para a Taça Libertadores da América precisa se contentar em não ser rebaixado.

Verdão, não! Palmeirinha mesmo.



Um comentário:

Anônimo disse...

Ainda bem que foi o dedo indicador, heim! Brincadeirinha, você tá um gato, mesmo bravo por causa do seu "parmera".