AGENDA CULTURAL

22.12.23

Chuva de estrelas cadentes, sempre em dezembro! - Alberto Consolaro

Em 13 e 14 de dezembro, houve uma chuva de estrelas cadentes com até 120 unidades por hora amplamente documentada pelo mundo!

Na segunda semana de dezembro, sempre tem chuva de “estrelas cadentes”. São meteoros e conhecidas como Geminidas, pois basta olhar na direção da constelação de Gêmeos e se tem a impressão de que advém deste lugar. Muitos acreditam que fazer o pedido antes que a estrela cadente caia no chão, é realização do desejo pensado.

HISTÓRIA ESTELAR

Dizem que as estrelas são tão alegres que brilham de tanta bondade em sua luz inesgotável de cores brancas, verdes, douradas, vermelhas, azuis e prateadas. No universo é assim, quando uma brilha, todas brilham e quanto mais brilham, mais tudo ficava maravilhoso. Os humanos, infelizmente, não suportam que alguém brilhe ao seu lado e logo tentam manchar e atacar! Já as estrelas, aprendem que todas podem brilhar, e que isto será melhor para todos.

No final do ano, muitas estrelas se reúnem com Deus e pedem para descer na Terra e conviver com os homens! O todo poderoso diz: 

- Podem ir, mas manterei vocês pequeninas para que possam descer sem causar grandes transtornos. 

E alerta: 

- Vocês levem os celulares e se comuniquem como uma forma de segurança, eu estarei aqui para ajudar! 

Celulares estelares existem a milhares de anos.

TERRA

Por aqui, as notícias daquela noite diziam ter sido detectado uma chuva de estrelas cadentes. Algumas se instalaram em torres e antenas, outras foram brincar de vaga-lumes, enquanto outras foram para árvores de Natal, brinquedos dos parques infantis, luminosos alegres, e até em brinquedos de crianças. Algumas foram vistas em tênis infantis onde se alojaram. A terra ficou muito bonita, brilhosa e alegre.

Talvez por isso que dezembro parece que o planeta fica mais leve e alegre. Depois de algumas semanas por aqui, na rede social conhecida como “stargram”, as estrelas combinaram a volta para o céu, mas horas antes avisaram Deus para esperar no portal celestial. E voltaram.

VOLTA

Ao chegarem ao céu naquele ano, Deus lhes perguntou o que havia acontecido para voltarem tão precocemente daquela missão autoatribuída. Explicaram que encontraram muita miséria, discórdia, egoísmo, violência, maldades e doenças, além de muitas mazelas morais quase incorrigíveis. Calcularam que levariam séculos para deixar a terra minimamente habitável.

Depois das boas-vindas, Deus disse que o lugar de estrela era no céu. Ao distribuir novos crachás para cada uma, o todo poderoso, no final, ficou apenas com um na mão: o da Estrelinha Verde, uma raridade naquelas paragens do universo, aliás a única. Muito querida e admirada por todos.

Encabulado Deus perguntou às estrelas e anjos porque a Estrelinha Verde não voltou, estaria ela perdida? Disseram que não, foi uma opção dela permanecer entre os humanos, pois descobriu que o seu lugar era ficar onde havia imperfeição, limites e sentimentos ruins. Uma das estrelas entregou a Deus a justificativa por escrito daquela estrelinha especial que finalizava assim: 

- A minha cor, oh senhor, é a do sentimento da Esperança.

Naquele momento, todos inclusive o todo poderoso, choravam e olharam para a terra que estava novamente toda iluminada, mesmo com a volta das estrelas. Que coisa incrível, havia uma estrelinha verde em cada coração humano em todos os continentes, inclusive nas ilhas.

NO FINAL

O celular de Deus tocou e ao atender era a Estrelinha Verde. Ele pôs a ligação no viva-voz e todos escutaram Estrelinha Verde dizer: 

- Meu Deus, eu tinha que ficar senhor, porque tu tens todas as estrelas e sentimentos a seu lado. O senhor apenas não tem o sentimento chamado Esperança, pois tu não precisas dele.

E continuou: 

- Mas, os humanos precisam muito deste sentimento que represento com minha luz verde. Eu pus um pouquinho de mim dentro do coração de cada um. Vou ficar por aqui para não deixar que a chama da esperança nunca mais desapareça da Terra. Eu preciso lutar pela paz entre os homens!

Deus consentiu a ela e aqui estou, cheio de esperança, a desejar-lhe Feliz Natal. 

Alberto Consolaro  

Professor Titular da USP  
FOB de Bauru 

consolaro@uol.com.br     

 

 

 

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